Acordei com o barulho estridente do maldito despertador, quem inventou isso deveria passar a eternidade escutando esse som irritante. Estiquei o braço e desliguei o fazendo parar, hummmmm que horas são? Que dia é hoje? Sentei na cama e abri os olhos procurando meu celular na mesinha ao lado, o tirei do carregador e vi a hora, 05:15, segunda-feira....SEGUNDA? AI MEU DEUS, É HOJE! AI MEU DEUS! EU PRECISO IR LOGO!
Bom, interrompendo meu leve surto, hoje é a inauguração do meu mais novo cassino, eu viajo para Vegas agora pela manhã e a inauguração será a noite. Sim, eu tenho um cassino...Na verdade, são 4. Eu era boa em apostas desde criança, sempre gostei delas e nunca perdi uma, sei quando apostar e sei quando parar, é um talento. Meus cassinos são como filhos para mim, são importantes.
Me levantei da cama e andei até a grande cortina, peguei o controle perto da mesma e apertei o botão, elas abriram lentamente e a luz do Sol que entrou pela grande janela, que ia de um lado a outro do quarto, iluminou todo o ambiente me fazendo piscar algumas vezes até acostumar a visão.
- Bom dia. - Falei olhando pra baixo enquanto a bola de pelo gordinha, que parecia mais uma vaca do que uma gata, exibia a bunda na minha direção. Pandora era minha gata desde os 16 anos, quando a adotei ela tinha apenas 3 meses e parecia um ratinho peludo... Bom, o rato virou uma gata enorme que pesa quase 10kg e solta pelo pra todo lado. Ela é minha companheira pra todas as horas.
Andei até o espelho gigante ao lado da minha cama e encarei meu reflexo, nada mal pra uma segunda. Meu cabelo estava preso em um coque totalmente embaraçado, eu vestia uma camisa preta com o nome de alguma banda aleatória, meu short de dormir era vermelho e tinha alguns detalhes branco. As olheiras estavam começando a aparecer, eu não dormia direito há 3 dias, estava ansiosa para inauguração, bom, finalmente chegou. Olhei minha mala perto da porta e suspirei, preciso ir pro aeroporto. Andei até o banheiro e tomei um banho gelado, escovei meu cabelo ainda embaixo do chuveiro, isso levou mais tempo do que eu imaginava, quando saí vesti uma calça moletom, uma camisa branca lisa e calcei meu tênis.
Coloquei comida pra pandora e saí do quarto enquanto ela ia na direção da comida, era tudo interesse. Desci as escadas brancas com corrimão dourado, e passei pela sala olhando o lado de fora, quase tudo aqui é vidro; a cidade já estava acordada, afinal, NY nunca dorme. Fui pra cozinha e vi Mila preparando alguma coisa que cheirava muito bem, meu estômago reclamou.
- Bom dia. - Falei enquanto sentava em um dos bancos de frente a Ilha de mármore que ficava no meio da cozinha. Meu apartamento era relativamente grande para os padrões, dois andares, 3 quartos e um escritório, cozinha e sala muito amplas, 4 banheiros, essas coisas, pretendo me mudar em algumas semanas, quero algo que eu possa decorar do meu jeito.
- Bom dia, querida. Já estou fazendo o café da manhã, você viaja hoje não é?- Mila se virou segurando uma espátula na mão, seu avental de abelhinhas a fazia parecer uma vovó, ela me mataria se soubesse que falei isso, Mila tinha 53 anos e era uma das pessoas mais otimistas que eu já conheci, tudo podia estar errado mas ela estaria feliz, isso me irritava às vezes mas era o jeito dela.
- Sim, é a inauguração do
le casino d'or. - Falei e ri quando ela me encarou com uma sobrancelha arqueada.
- De quem?- Ela falou e eu gargalhei alto.
- Do cassino, Mila.
- Ah, você e esses seus 300 idiomas. - Ela diz voltando a cozinhar.
- São apenas 18.
- ipinis dizioito- Ela repete me imitando.
- MILA! NÃO ME IMITE!- Ela riu.
- Mili, ni mi imiti.- Ela falou debochando.
Me levantei e fui até ela parando ao seu lado com os braços cruzados.
- O que você disse?- Perguntei séria.
- Eu não falei nada.- Ela disse com uma voz de criança inocente.- E não use seu tom de voz sério comigo, mocinha.- Ela apontou a espátula na minha direção e eu levantei uma sobrancelha.
- Ótima arma, bob esponja com avental de vovó.- Falei saindo de perto e me preparando pra correr. Ela piscou algumas vezes e encarou seu avental, a espátula ainda estava levantada.
- Você sabe que precisa correr não é?- Ela disse ainda olhando sua roupa. Mila bateu o pé como se fosse correr atrás de mim e eu saí em disparada subindo as escadas pra buscar minha mala e fugir dela.
- UMA HORA VOCÊ VAI TER QUE VOLTAR! - Ela gritou da cozinha. Entrei no meu quarto recuperando o fôlego e tranquei a porta por precaução, vai que ela me bate.
Depois de colocar a mala perto da saída fui até a cozinha me despedir de Mila.
- Eu poderia bater em você agora.- Ela estava pegando algo na geladeira.
- Seja uma boa pessoa e não faça isso.- Mila se virou e colocou o dedo indicador no queixo como se estivesse pensando.
- Acredita que eu acordei morrendo de vontade de ser má pessoa hoje?- Ela perguntou sorrindo sarcástica.
- Hummm, acredita que eu não acredito?- Perguntei e ela levou alguns segundos pra entender a frase.
- Você vai acabar perdendo o vôo.- Ela veio na minha direção e me abraçou.
- Vou de jatinho. - Falei ainda presa no seu abraço sufocante- Pode me soltar.- Falei seca, não gosto de contato físico. Ela me soltou e deu um sorriso tristonho.
- Não quis ofender, mas sabe que não gosto. - Ela me encarou.
- Quando você começar a namorar tenho certeza que não vai dizer isso pra ele... Ou ela. - Ela deu um sorrisinho maroto- Tanto faz não é?
- Tanto faz, porém, não vai haver nenhum dos dois.- Falei enquanto ia na geladeira pegar minha garrafa de água. Relacionamentos definitivamente não são pra mim e aprendi isso da pior maneira. Dei tchau pra Mila, me despedi de pandora e saí do apartamento indo em direção ao elevador, ele abriu rapidamente e apertei o botão do estacionamento. Saí do elevador vendo meu carro favorito, é um bugatti chiron branco, peguei minha mala pequena e coloquei no banco do passageiro junto com minha bolsa, passei pela frente do carro e entrei, fui dirigindo até o aeroporto. Cheguei no estacionamento e paguei pelo tempo que o carro ficaria lá, peguei minhas coisas e entrei no saguão procurando por ela, cadê essa garota? Tirei meu celular do bolso e quando ia digitar uma mensagem, ouvi o escândalo familiar.
- NIIIIIIIIIIIIIC!- Fiz careta quando ouvi meu nome ser tão esticado, Christine veio saltitando na minha direção de braços abertos.
- Não.- Bati em uma de suas mãos quando ela se aproximou pra me abraçar, seu sorriso sumiu e ela fez um bico infantil.
- Grossa.- Ela falou massageando exageradamente onde eu bati.
- Você que tem mania de abraçar Deus e o mundo.
- Diferente de você sua abóbora de Halloween.- Franzi o cenho.
- Que?
- Elas são assustadoras, igual a você. - Balancei a cabeça sorrindo, Christine era minha melhor amiga, viemos do Brasil para NY juntas, nos conhecemos há 8 anos e nunca nos separamos.
- Tá animada? - Ela pergunta com um sorriso gigante.
- Mais ansiosa na verdade.- Ela bateu palminhas.
- Vai dar certo, você faz inaugurações e cassinos melhor que qualquer um.- Sorri, é verdade.
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Primeiro capítulo entregue 😘, essa semana vou postar um capítulo por dia e depois vai variar entre 2/3 por semana, ok? Lembrando, a capa da história é provisória, em breve vou trazer uma bem elaborada pra vcs.
Me contem o que acharam e não esqueçam de votar!
*Quem não votar vai ter insônia hoje 🎉
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Dama de Espadas
FanficNicole Montreal tem 25 anos e um império para comandar, ela é de longe a brasileira mais intensa que você vai conhecer em Nova York. Qual palavra definiria a Nic? Tempestade, com certeza. Porém como a vida não dá ponto sem nó, tem um CEO gostosão qu...
