66. Sangue e alma de um nobre (PARTE 2)

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Celestia estava no palácio, jogando cartas contra Amália. Tudo estava calmo, até Charles aparecer afobadamente no cômodo, chamando pela rainha.

-Charles: Majestade! Majestade! — Charles exclama agitadamente, enquanto corria até as duas. O soldado de Elite para ao lado de Celestia fazendo uma postura ereta, mesmo que ofegante.

-Celestia: Oi, Charles! O que foi?

-Charles: Nossa Guarda de Elite foi informada pelos Xamãs de Amazora de que a princesa Lunar e mais alguns de seus aliados foram investigar um portal estranho por lá. 

-Celestia: Portal estranho?! — A rainha pergunta tensamente, se levantando e direcionando-se ao canguru com um olhar de preocupação que surgiu em instantes após a fala.

-Charles: Sim! E Gilbert parecia preocupado, já que eles tentaram ligar pra eles pelo Comunicador depois disso, mas o sinal parecia não funcionar. Algo deve ter acontecido, e eu precisei de avisar!

-Celestia: Ah, não... Não pode ser. Não pode ser ela!!! — A rainha murmura apreensivamente — Em que parte de Amazora está o portal?!

-Charles: Se não me engano, no Vale Diamante! 

-Celestia: ... Não posso deixar que ela faça algo a eles! — Celestia abre suas asas e voa para fora do palácio por uma das janelas do cômodo. Amália e Charles apenas a observam em sua saída agitada súbita com os olhos arregalados.

Enquanto a nobre de asas azuis saía de seu castelo em seu voo apreensivo, a preocupação lhe tomava cada vez mais. Não conseguia imaginar aqueles dois se envolvendo em algo tão grande e perigoso.

Seu receio pelos dois: Sua filha, e o enteado que criou como tal, começou a requentar memórias de um não tão distante passado em sua mente.

9 ANOS ATRÁS

-Amália: Mas que vergonhoso! Uma Alfa com nove anos de idade já deveria ter seus poderes há pelo menos um ou dois anos. Você está atrasada demais! — Amália reprimia a princesa no palácio.

-Lunar: Eu realmente não consigo gerar poder nenhum! Eu realmente tentei! Eu juro... — Lunar finaliza a fala abaixando as orelhas e descendo o olhar para o chão — S-Se eu pudesse controlar, eu já teria feito vir...

-Amália: Hmmmm... — A Xamã a fita com um olhar de cima, de forma desapontada e ao mesmo tempo julgadora — É, realmente, você não tem como mudar isso. Mas convenhamos que isso é bem... Vergonhoso pra uma princesa. — Amália afirma friamente, após uma pausa — Afinal, nobreza está em seu sangue! Nobres deveriam ser fortes... — Ela fala, desviando o olhar, ainda de forma fria. A princesa apenas permanece desviando o olhar com um semblante triste.

O que a Conselheira não notou foi Celestia. A rainha estava por trás de uma das colunas que sustentam o palácio, ouvindo a conversa secretamente. Ela franze o cenho perturbada, presenciando aquela rigidez com sua filha.

-Amália:  ... Certamente o atraso de seus poderes vão ter que ser escondidos do povo, pra que não saibam algo tão comprometedor para nossa im... — Quando Amália continuaria sua fala insensível, Celestia intercepta, aparecendo na frente das duas como se tivesse acabado de entrar no cômodo.

-Celestia: Hmmm... Com licença, Amália. — Ela chama em tom sério.

-Amália: Majestade! O que faz aqui? Você não estava resolvendo acordos com o governo de Amazora?

-Celestia:  Eu estava. Queria que você assumisse meu lugar lá só por alguns minutos. 

-Amália: Ér... Claro, Majestade. Mas por quê?

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