Em meio a um agressivo redemoinho turvo e amarronzado, Lunar gritava, tentando fazer sua voz sobressair o vento:
-Lunar: MÃE! — Ela grita, e em seguida eleva sua voz ainda mais — MÃE!!! NÓS TEMOS QUE IR! — A loba exclamava, usando uma das patas dianteiras para proteger os olhos da terra que era levantada pela ventania. Persistente, ela continua chamando — MÃE! CADÊ VOCÊ?!?!
Até que finalmente, uma segunda voz se manifesta em meio ao furacão:
-Celestia: LUNAR! — A voz da rainha sai em tom apreensivo. A imagem de Celestia aos poucos surgia em meio às ondas nebulosas do tornado — Você deve ir!
-Lunar: NÃO! Não sem você! — A princesa destronada estende sua pata para a figura de sua mãe, tentando alcançá-la nas paredes do redemoinho — Vem, rápido!
-Celestia: Não, filha, por favor! Você não entende! Eu tenho que ficar aqui! — Ela explica agitadamente e de forma tensa. Era notável como Celestia ficava variando seu olhar entre a filha e algo que estava atrás dela, mas que Lunar não conseguia ver, por conta da ventania turva que impedia sua visão de identificar o que estava mais longe.
-Lunar: MAS POR QUÊ?! — Lunar indaga, tentando esticar sua pata para mais perto da mais velha, persistente — Por que você tem que ficar, mãe...? — Sua voz quebra, ficando embargada, expondo seu temor e aflição com a situação.
Com um semblante de pesar, Celestia segura a pata da filha enquanto a olhava com tristeza.
-Celestia: Lunar, por favor, saia logo daqui! Vá sem mim! — A mãe pede em tom de imploração.
-Lunar: Eu não vou! Não vou te deixar! — Lunar puxa a genitora para mais perto de si, afastando-a das paredes do furacão, tentando aproximá-la de si — Vou levar você comigo, nós vamos embora daqui juntas!
-Celestia: Lunar... — A solgardiana aperta a pata da filha. Ela ia sendo puxada para cada vez mais perto de Lunar.
Mas subitamente, sem que desse tempo para sequer piscar, uma terceira figura surge por detrás de Celestia, empalando seu peito com três enormes garras feitas de poder de luz. Não tarda para Lunar reconhecer a entidade assombrosa: Éleda.
Celestia paralisou com seus olhos arregalados, enquanto tinha seu tronco atravessado pela raposa maligna. Lunar deu um grito de terror, caindo para trás e vendo a Manipuladora de Universos rindo psicoticamente, enquanto a figura de Celestia se desfazia em poeira no ar, sendo levada pelo redemoinho.
A risada de Éleda se tornava mais ecoante pelo local, enquanto a líder recuava com a respiração acelerada, ainda caída no chão e incapaz de reagir.
-Éleda: Até quando você vai fugir, Lunar Del'Arc? — Éleda profere em tom provocador e ainda causando eco. Sua imagem ia se tornando cada vez maior, enquanto Lunar aos poucos se tornava menor e mais insignficante perante a presença da Ancestral dos puros.
Em pânico, Lunar tentava recuar mais e mais, andando de ré e tentando se afastar da raposa tenebrosa que lhe assombrava tanto. Só que enquanto andava para trás, acaba sentindo algo lhe atravessando. Nesse instante, a loba paralisa em choque, e percebe outra entidade que surgiu atrás dela, enquanto recuava: Sua sósia maligna.
Maléfica havia acabado de lhe empalar com sua espada, enquanto ria maleficamente junto a Éleda, agora com ambos os risos perversos se mixando e reverberando pelo local, ao mesmo tempo que o furacão parecia se intensificar e ficar mais e mais escuro.
-Maléfica: Só pode haver uma... — A cópia vilânica diz no ouvido de sua versão original, em seguida arrancando a espada de seu tronco com tudo, fazendo com que a figura de Lunar começasse a se desfazer em pó, tal como foi com Celestia.
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Os Novos Alfas
Фэнтези(PLÁGIO É CRIME!) Em um universo completamente novo, há um mundo povoado por animais racionais que vivem em sociedade, e todo o seu povo é protegido por aqueles que nascem com poderes: Os Alfas e Semi Alfas. A protagoni...
