97. A Batalha Tríplice

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-Lunar: ... Você?! — A princesa destronada indaga surpreendida ao se deparar com a presença de seu tio-avô no quartel, acompanhado por Mia e mais uma família de sobreviventes que ele havia encontrado.

-Verônica: MIA!!! — Verônica, que estava ao lado de Lunar, exclama ao ver sua prima estando de volta, entretanto em um estado bem deplorável. A arqueira corre para abraçá-la em lágrimas — E-EU... Eu achei que todos vocês tinham sido pegos! — A tigresa fala com incredulidade, enquanto enrolava suas patas dianteiras em volta do pescoço da prima, que correspondia ao abraço um pouco vagarosamente por conta de sua fadiga e ferimentos.

-Mia: Minha mãe me fez fugir antes que acontecesse... Mas todos os outros foram presos. — Enquanto a Xamã se explicava, ela logo percebe Drake saindo do aglomerado entre os Rebeldes e correndo até ela também, abraçando-a assim como Verônica — Drake! Haha... — Mia sorri, agora usando uma pata para abraçar cada primo. 

-Drake: É bom te ver bem, priminha... — Drake fala com um tom de ternura — ... Digo... Bem assim na medida do possível, né... — O tigre afirma com certa preocupação, segurando nos ombros de Mia e olhando o estado dela.

-Phoenix: Deixa eu curar ela! — Phoenix pede, voando na direção deles.

-Verônica: Isso! Por favor, Nix Nix... 

Phoenix se aproxima do trio de primos, e gerando uma grande energia luminosa em suas mãos robóticas, ele começa a curar os ferimentos da Xamã. Depois de alguns segundos, a energia esvai, e o estado físico de Mia estava bem melhor.

-Mia: Ah! Me sinto muito melhor agora! Obrigada, Phoenix. — Mia agadece, sorridente.

-Phoenix: Hmmmm, espera, deixa eu ver uma coisa... — O inventor agacha e analisa a pata robótica da tigresa, segurando e erguendo no ar para olhar de vários ângulos — ... Sua prótese tá danificada!

-Mia: É... Foi danificada em batalha. — Ela abaixa suas orelhas tristonha — Não é a toa que estive mancando nos últimos momentos... Mas o Pryce foi quem me encontrou e me salvou! — Ela complementa, fitando o guepardo ao seu lado com um sorriso. 

-Phoenix: Vamos lá pra dentro, Mia. Eu arrumo pra você sua prótese! — Phoenix declara, oferecendo apoio para ela andar com ele.

-Mia: Jura?! 

-Phoenix: Sim, haha! Eu sou um inventor! Posso resolver isso aí facinho. — O pinguim diz com certo orgulho na voz, enquanto acompanhava a Xamã para dentro da base, ajudando-a a andar.

Depois que Phoenix e Mia saíram dali, Shade logo aparece do lado de fora e se direciona a Lunar para perguntar:

-Shade: Lunar, quem é esse? — O médico pergunta, indicando Soren.

-Lunar: Ah! Ele é o irmão da... — A loba revelaria, quando é interrompida pela arfada de espanto de Sayuri, que havia acabado de vir para o lado de fora da base.

-Sayuri: Soren...?! — A avó de Lunar indaga desacreditada. Estava saindo pela entrada da base, fitando o irmão ainda alguns metros distante dele. 

A idosa estava acompanhada por Michael e Jonathan, que mantinham os olhos na mãe, como se estivessem se perguntando silenciosamente sobre qual seria a reação dela agora. Sayuri tinha uma expressão desacreditada e chocada estampada em sua face, ao mesmo tempo que se aproximava do irmão em passos lentos. Seu andar era vagaroso a um ponto que parecia receoso, mas não era bem um receio por rancor ou raiva. Era mais como um receio de descrença com a presença dele ali.

Ao mesmo tempo que Sayuri se aproximava, Pryce arregalava seus olhos assustados ao ouvir a idosa pronunciar seu nome: Soren. No instante em que ouviu isso, o guepardo começou a se afastar assustado, e ainda confuso após ouvir finalmente alguém dizer o nome daquele que o acompanhou no resgate de Mia.

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