84. O Ultra Alpha

137 6 546
                                        

Lunar caminhava para seu quarto, direcionando-se para que pudesse dormir.

Ao entrar no cômodo, a loba caminha lentamente por alguns instantes lá dentro. Fitando sua cama, ela se recorda como costumava sempre dividir aquele espaço com Spark na hora de dormir.

Ela solta um suspiro triste, vendo o espaço vazio ali, e sem espectro algum. Em seguida, apenas se deita para dormir, conformada. Com o passar dos minutos, Lunar pega no sono.

E é durante seu sono que visões estranhas surgem nas profundezas de sua mente.

A princesa destronada abre seus olhos em um local estranho. Ela pisava em cima de um chão que formava uma trilha amarronzada, e essa trilha guiava para um caminho que criava um triângulo. Era como se o único caminho possível de se andar fosse essa rota linear em formato triangular, enquanto o resto do cenário era puramente o vácuo, a escurdião, como se não houvesse nada além daquilo.

Com uma expressão de estranhamento, Lunar começa a andar pelo caminho, e percebe que em cada ponta do triângulo havia uma porta. Na primeira porta estava o símbolo de uma lua crescente negra, na segunda estava o símbolo de um sol dourado e brilhante, e na terceira estava o símbolo de galhos de árvore. 

A loba também nota que tinham várias pessoas andando em filas, cada fila em direção a uma porta. Na fila da porta da lua estava Olívia, Shade, Hanna, Scarlett e alguns outros desconhecidos. Na fila da porta do sol estava Phoenix, Dixie, Charles e mais desconhecidos. Por fim, na porta da árvore estava Verônica, Spark, Thunder, Pryce e mais desconhecidos. Todos eles andavam e entravam pelas portas silenciosamente, sem interação alguma e com expressões neutras.

-Lunar: Ué... Que coisa mais esquisita. — Lunar tenta se aproximar da fila da lua, mas um campo de força invisível faz ela bater de cara e não conseguir chegar até lá — AI! — Ela massageia o focinho, após bater com o rosto no escudo invisível.

Estranhando ainda mais tudo aquilo, ela agora tenta ir na fila do sol, dessa vez com mais cautela. Ela anda devagar, testando com a pata erguida para frente para ver se não bateria em nada enquanto andava. E mais uma vez, ela acaba batendo em um escudo com sua pata. A princesa então conclui que deveria ir na fila da árvore.

-Lunar: É... Acho que eu tenho que ir naquele ali então. — A espadachim dá de ombros, e segue para o único caminho que restou, dessa vez andando sem cautela, achando que não poderia ser outra coisa.

Ledo engano, pois deu de cara com um escudo de novo.

-Lunar: AH! — Ela grita de susto ao colidir pela terceira vez com aquele campo de força — Mas como assim?! Pra onde eu vou então?! — Ela questiona, recuando do escudo. Ela acidentalmente acaba esbarrando em uma pessoa aleatória que estava indo para uma das filas.

-Pessoa aleatória: EI! Olha por onde anda! — Ele reclama irritado, e em seguida continua seguindo pela sua fila, resmungando.

Antes mesmo que Lunar pudesse dizer algo ou ao menos se desculpar com a pessoa, ela repentinamente começa a ouvir o som de um apito esportivo. Ela vira seu olhar na direção de onde vinha o som, e se depara com um coelho usando uma roupa de guarda de trânsito apitando freneticamente para ela, o que na verdade era bem engraçado visualmente, mas a loba nem se deu o tempo de rir, confusa com toda aquela situação.

-Coelho: EI, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? VOCÊ TÁ EMPACANDO TODO O TRÂNSITO, GAROTA! VAI LOGO PRA SUA FILA! — O coelho bronqueia, e volta a apitar que nem um maluco.

-Lunar: Mas eu não consigo... — Ela é interrompida por uma apitada — ... EU NÃO CONSIGO... — Outra apitada. Irritada, Lunar arranca o apito da boca dele e enfia de volta ao contrário, para que ele parasse com o barulho — ... EU NÃO CONSIGO ENTRAR EM NENHUMA FILA!

Os Novos AlfasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora