Capítulo 18

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Me desculpem o sumiço, mas a criatividade estava 0, e não queria estragar a história, mas aqui estou com um capítulo cheio de novidades e segredos, que mais tarde serão revelados. Eu peço por favor pra vocês votarem e comentarem, pra ajudar no crescimento da história, se puderem indicar pra um amigo(a) ficarei agradecida.

Boa leitura 🥰
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Verônica Exousia

Adentramos juntos a moradia espaçosa e aconchegante, a arquitetura escandinava atribuía ao lugar uma sensação de conforto, de lar.

Durante todo o caminho silencioso, vi poucas pessoas o que me surpreendia dado o tamanho da casa.

— Entrem por favor.— Disse a mulher abrindo uma grande porta corrediça.

Nós entramos em silêncio e Dilan estava parecendo um pouco eufórico, mas não entendi.

Assim que caminhamos mais um pouco vi uma sala cheia de poções medicinais e medicamentos e ao lado havia uma cama, e tinha um homem deitado nela, quis morrer quando minha mente processou quem era.

Eu tentei me afastar e sair daquele cômodo, casa, ou até cidade se pudesse o mais rápido possível mais fui impedida, tentei com mais afinco, pois, talvez se fosse rápida o bastante daria tempo, mas como uma garra escura e fatigante minhas escolhas arranharam minha mente, e conclui que tempo se esvaiu.

Meus ombros caíram de forma automática, e auto confiança se extinguiu, fiquei de cabeça baixa quando meus olhos começaram a despejar lágrimas pesadas de culpa e vergonha, e como um, tapa na cara conclui como fui fraca, eu poderia ter feito outra coisa, aguentado mais.

— Por quê me trouxe aqui Dilan? — Vociferei — Você não tinha o direito, se eu soubesse talvez poderia ter evitado.

— Tudo bem Verônica, eu já sabia. Ouvi histórias e sempre soube ser você, e sempre soube o que você fez, não te culpo, então peço para que não se martirize, venha e se despedir de mim, seu irmão quer um abraço. — Concluiu se esforçando para abrir os braços.

Dilan e a mulher cujo nome desconheço Estavam parados espantados na sala, a assim continuaram.

Meu querido irmão, Heitor, como eu quis ver ele por tantos anos, pensei que morrera, eu trocaria tudo só para ele poder viver.

Eu me aproximei e o abracei forte, o abraço que eu queria quando tinha 8 anos e fui levada a uma cela fria. O abraço que queria receber quando era espancada e humilhada com treinamentos exaustivos.

— Eu te amo tanto, me perdoe por ser fraca. Eu poderia ter feito diferente e talvez você... — Mas percebi, estava soluçando sem parar.

— Shhh, tudo bem, é o destino, ninguém pode imaginar o que você sofreu, eu te amo nunca duvide disso, você é a nossa portadora da vitória, faça suas escolhas e dores valerem a pena, vá até o final. Eu te amo.

Eu gritei, quando senti o calor do seu corpo indo em bora dos meus braços. Senti um calor em minhas costas, e percebi ser Dilan, tentando me reconfortar.

Eu me retirei do quarto e passei pela mulher de cabelos sedosos friamente, nas aceitei o conforto do abraço do meu companheiro, mesmo que nada No mundo pudesse me confortar agora.

Lucca Farmako

— Vamos, andem logo — Gritou um dos soldados — A fortaleza de Samael está a 2 meses De caminhada.

Escutei Ayla bufar em descontentamento, ela está fazendo isso muito nos últimos tempos, imagino o quando de raiva que ema acumulou em seus míseros 17 anos de vida.

— Não sei qual o problema de vocês lobo, tem helicópteros e carros chiques, mas pouquíssimas estradas, me sinto no século passado já que temos que andar a pé ou com cavalos. — Disse ela indignada.

— Somos lobos Ayla, é exatamente por isso, consegue imaginar um lobo lutando numa pista asfaltada? Fora as barreiras com o Reino humano, sem comparação. — Rebati em um tom zombeteiro.

— Vocês só estão com medo de ficar fedendo a cachorro molhado quando chover — Provocou com escárnio

— Claro — Ri enquanto pegava nossas coisas para continuar a caminhada.

— Você ao menos tem um plano? Ela pode muito bem ter mentido para você, e nós dois sermos descartados enquanto ela ri se sentando no trono de Samael. — Argumentou olhando para cima com uma expressão pensativa.

— Eu a conheço muito bem, e relaxa ela tem um plano, em breve ela estará conosco, e nos, levará rumo a liberdade.

— Você confia tanto nela Lucca, queria conseguir confiar tanto assim em uma pessoa. — Notei seu tom de voz um tanto cabisbaixo.

— Ela vai gostar de você, não se preocupe confiança não surge assim do nada. Andávamos à todo vapor, quando adentramos uma floresta de sangue de dragão, minha espinha se tornou gelo na hora.

— Eles envenenavam ela com isso né? — Indagou enquanto seus olhos exploravam.

— Com muito disso, doses que cresciam progressivamente, durante anos. Julgo que ela não se lembra com clareza, mas isso se intensificou quando ela tinha 11 anos, por causo do acordo. — Expliquei descontente, amaldiçoando o bosque.

— Que acordo Lucca?

— É, algo que não cabe a mim, revelar me desculpe. — Desconversei encurralado.

— Sei, você está é me enrolando. — Disso com tom sarcástico.

— Claro que não — Respondi com um riso leve.

Mas o tempo me preocupava, será que nós vamos conseguir sobreviver o suficiente para Verônica nos resgatar?

Não há muito que possamos fazer em meio a um mar de soldados de Samael, qualquer passo em falso, resultará em nossas cabeças rolando, mas se conseguirmos aguentar, será o sangue deles que tingirão à terra.

Ela provavelmente vai nos encurralar no território da fortaleza, já que é um que ela conhece muito bem, devido aos seus anos lá, eu já estou de saco cheio me mandaram para uma fortaleza, mas distante a 4 meses, por suspeitaram estarmos tramando, e já estou tendo que voltar de novo, não que eu reclame, mas é meio cansativo.

Eu só espero estar vivo na lua de sangue do ano que vem, para achar minha parceira e tirar minhas dúvidas, que tanto me angustiam, me sinto aprisionado com as correntes da ignorância, e não há nada que eu possa fazer no momento para mudar isso infelizmente.

Distraio-me fé meus pensamentos com a cena de Ayla tropeçando numa raiz, e xingando, como se a raiz estivesse ouvindo ela.

— Raiz maldita, além de ser tóxica para os lobos quer machucar humanos indefesos.

Nossos olhos se encontraram, e apesar dos momentos de tensão e desesperos, rimos e gargalhadas abundantemente, e o principal, JUNTOS.

Continua...

Loba Escarlate Histórias para pegar e não largar. Descubra agora