Capitulo 14

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Verônica Exousia 🌙

[...]
Minha mente estava sombria, mas continuei.

- Foi a primeira vez que eu fiquei coberta de sangue, a primeira vez que senti um ódio arrebatador e colérico, a quela imagem ficou repassando em minha mente, por todo o trajeto ate a fortaleza.

Eu tentei me transformar e atacar a queles soldados que estavam me carregando, mas isso não me ajudou, pelo contrário só piorou a minha situação nada agradável.

Eu fui jogada em uma semana tão fria e escura, que eu pensei que ficara cega, as grades eram envenenadas e queimaram minha pele quando eu as toquei, fora isso a única abertura era uma janela no teto, tão alta quando as estrelas, a sela era estreita e eu tentei escalar. - Eu parei por um momento hesitante, sentindo o peso das memórias. E eles me olhavam atentamente com rostos inexpressivos.

- Eu tentei escalar, mas isso só me rendeu feridas e garras quebradas, as grades da janela também eram envenenadas. - Ouvi algo que poderia ser um grunhido sair da boca do supremo, mas ignorei e prossegui.

- Ouvi duas vozes no corredor, ambas masculinas e um deles disse, "faça bom proveito, espero que seja vantajoso para nós" e o Samael que eu iria conhecer logo em seguida respondeu "fique tranquilo seremos invencíveis".

Ele entrou na cela, viu o resultado dos meus esforços para fugir e riu com escárnio. Ele me disse que eu tinha uma escolha, ver o meu povo perecer, e depois morrer de forma cruel, mas como uma "princesa" que amava seu povo, ou me deixaria ser treinada para ser uma arma e assassina para ele, e se falhasse meu reino morreria.

Mas se tivesse êxito, eles ficariam ilesos, desde que eu exterminasse seus inimigos.

Zyan, era assim que ele o chamava se pronunciou.

- E, porque aceitou? Sendo que se falhasse seu povo morreria do mesmo jeito e você só se destruiria no processo. - indagou me encarando.

- Diga a uma criança de 8 anos, que amava seu povo incondicionalmente que ela tem uma hipótese de o que aconteceu com a sua mãe em sua frente nunca mais aconteça com ninguém, mas ela precisa se sacrificar. É claro que se há uma oportunidade ela vai querer ajudar. Mesmo que, isso a destrua no processo.

Ele se recostou na cadeira aparentemente, satisfeito.

- Sinto muito. - Foi Dilan que se pronunciou. - A pergunta crua faz parte do protocolo.

- Eu fui treinada e torturada de maneiras que você nem imaginaria que existe, meu corpo e meu psicológico foram quebrados, meu espírito esmagado e as esperanças foram arrancadas de mim. Eu me tornei o que vocês conhecem hoje, eu fugi quando ele colocou meus cidadãos na arena.

Dei-lhe maís detalhes importantes sobre minha história até que não havia nada além de um abismo.

O supremo abriu uma caixa que estava no centro da mesa e havia permanecido fechada até então. Uma pedra brilhava azul-celeste, e eu pude jurar ouvir suspiros aliviados.

- Ela falou a verdade. - disseram em uníssono.

Uma pedra da verdade entendi, raras e extremamente úteis, já estudei sobre elas. Era impossível de driblar, encurralavam até o melhor dos mentirosos.

- Tem um quarto arrumado para você em minha casa, não será forçada a fazer nada, não é uma inimiga do Reino.

- Obrigada. - Eu disse sabotando o gosto excêntrico de agradecer alguém que não fosse Lucca sinceramente.

- Vamos para casa.

Caminhamos em silêncio até nós depararmos com um carro. E eu preferia morrer do que proferir essas palavras, malditos traumas.

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