Sumi, mas voltei, né mudei fiquei sem net, bloqueio criativo, então achei que fosse melhor que escrever qualquer coisa a estragar a história. Não sejam leitores fantasmas, votem e comentem🥰
Boa leitura🎆
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Verônica Exousia 🌙
— Seus olhos parecem estrelas. — Disse e me sentei no colchão improvisado com cobertores.
Ele se sentou ao meu lado, e eu me permiti descontrair.
— Também sabe elogiar, estou surpreso.
— Um sorriso afiado brotou em seus lábios.
— Faz parte do currículo, apenas ser elegante e uma ótima lutadora não basta. — Retribui o olhando de soslaio.
— Devo ressaltar que sua humildade é excepcional, estou impressionado. — O guerreiro, supremo alfa e meu companheiro, se deitou ao meu lado e me observou com seus olhos refulgentes.
Estava me sentindo confortável com ele, o suficiente para flertar e fazer piadinhas sem graças, ouço de companheirismo realmente é campeão em apressar as coisas, de fato estou parecendo uma pessoa carente desesperada, e talvez eu seja afinal.
Nós dormimos ali, sob a lua e as estrelas, os corpos celestes sendo nossas testemunhas.
[...]
Acordo com o nascer do sol e toda sua glória, olho ao meu lado e vejo Dilan portando um sorriso viperino nos lábios.
— Acabei de acordar, parece que não durmo bem a anos, não quero fazer nada.
— Vamos correr? — Disse e logo em seguida se transformou, seu imenso lobo era lindo.
E deitou com a cabeça em meu colo, pensei em recuar considerando a surpresa da intimidade repentina, mas me controlei, me permiti acariciar seus pelos sedosos, sentindo a brisa fresca batendo em meu rosto.
Ouço o ronronar dele e quase sorrio com isso, quase. Desta forma ele não diferia de um cão doméstico, de um porte descomunal.
Acredito que me senti em paz, ignorando a lembranças truculentas, que minha mente insiste em reviver.
Se ainda estivesse presa, nesse momento estaria me entupindo de um cereal com gosto de cinzas, que fosse nutritivo para mim.
Calculei com cuidado as palavras, para não ferir a simpatia dele.
— Eu gostaria de ficar parada por um tempo, sem treinar. Somente curtindo a liberdade.
Ele abriu os olhos, me olhando com compaixão e compreensão.
— Você pode fazer o quê quiser. É livre para escolher.
— Juro que ainda não me acostumei com a telepatia lupina
. — Disse, com a feição provavelmente esquisita.
Ele retornou a forma humana novamente. Lindo, era apenas o que poderia ser dito. Franzi o cenho ao olhar para seu cabelo que agora estava, liso?
— Quando eu te conheci seu cabelo era enrolado, por que está liso agora? — Disse abismada.
Ele se sentou ao meu lado, repousando seus braços musculosos ao redor de meus ombros casualmente.
— Uma pequena bruxinha, quis fazer uma experiência com meu cabelo, o que eu poderia fazer para evitar?
Nós dois não conseguimos conter, as gargalhadas sinceras e serenas.
Ele estava me tocando, mas eu não sentia medo ou repudio, mas me sentia aconchegada a ele.Seus olhos âmbares me encararam reluzentes, tão intensos quanto o sol.
— Você fica linda quando sorri. Deveria fazer mais vezes. — Disse carregando um sorriso preguiçoso no rosto.
— Você fica lindo quando me olha assim, deveria fazer mais vezes.Uma risada nasal, foi o que fez antes de se levantar e estender a mão para mim, o recado não dito me convidando a acompanha-lo.
Agarrei sua mão, sentindo seus calos ásperos encontrarem os meus. Me apoiando na força que me impulsionava para cima.
— Vamos comer então, deve estar faminta. — Disse começando a andar me puxando pela mão.
— Esse convite eu com certeza vou aceitar.
O café da manhã foi extremamente agradável, mas sentia Dilan frenético, como se algo estivesse o incomodando.
— Quer dizer algo? Daqui a pouco você cava um buraco no chão.
— Em breve sera a cerimônia de apresentação, onde você será apresentada como minha companheira e suprema Luna. E vamos esclarecer o que houve com você, na presença de uma pedra da verdade.
Um silêncio ensurdecedor se instalou então, estava absorvendo as informações, e tudo o que eu consegui dizer foi:
— Entendo, não se preocupe.Eu realmente o entendia, e tinha que aceitar que era necessário para eles compreenderem que eu não era uma ameaça para alcateia. Que desejara assim como eles que ela ficasse a salvo e protegida! E lutaria por isso, por todos eles.
— Vem, dessa vez vamos preparar nosso próprio café da manhã, ou tentar pelo menos.
Dei-lhe um pequeno sorriso em resposta e o segui casa à dentro.
Estava encostada na bancada de mármore, esperando quando Dilan aparece sorrindo como um gato com um livro nas mãos. Um livro de receitas percebi.
— Esse é o livro de receitas da minha mãe.
Ele parou ao meu lado e começou a folhear, vi uma receita simples e comum que provavelntr estava dentro de nossas capacidades culinárias.
— Vamos fazer ovos mechidos com Bacon. — Indiquei decidida.
— Porquê? — Me encarou com as sobrancelhas franzidas.
— Porque é algo que eu já comi, então não vou condenar a comida pelo resto da vida se ficar ruim.
Ele colocou a mão no peito fingindo chorar.
— Assim você. E deixa triste, subestimando meus dotes culinários.
— Apenas estou sendo realista. — Pisquei para ele.
— Certo então — Disse retomando a postura — Vamos começar.
E por mais que impossivel, conseguimos executar o prato com mestria, o resultado me surpreendeu, pensei que ficaria horrível e teríamos que caçar para comer em forma lupina.
Bom, pelo menos a parecia é o cheiro estava ótimo
— Bom, como sou um cavalheiro, você vai ser a primeira a experimentar o manjar dos deuses.
Segurei-me para não rir, mas liguei o prato montado de sua mão e me sentei, lançando-lhe um olhar desconfiado.
— Me parece que você está me usando como cobaia porque tem medo de ter ficado ruim, e você ter que comer.
Ele apenas ergeu as mãos para o altoem rendição e eu ri.
Levei a primeira garfada a boca sentindo o Carnaval de sabores, estava bom, realmente, não sei se estava com muita fome, mas continuei comendo.
— Pela sua expressão suponho que mereço um pedido de desculpas pela dúvida e um parabéns pelo incrível desempenho.
— Dizem que o melhor tempero é a fome, mas realmente ficou bom.
Ele riu se sentando ao meu lado na imensa mesa, e se juntou a mim, fazendo caras e bicas saboreando a comida.
— Eu disse que iria ficar bom.
Eu ri e continuei a refeição, mas um telefonema que ele recebeu ao fim, não pareceu conter boas notícias, já que seu semblante se escureceu.
Continua...
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Loba Escarlate
WerewolfQuando tinha apenas 8 anos, foi sequestrada de sua alcateia, levada para aprender lutar e matar, ser uma arma na mão de homens maléficos, o companheirismo deixou de ser um sonho e se tornou um medo. Pensava que matar, para proteger seu povo era a s...