Capítulo 1

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Verônica Exousia 🌙

Os guardas me soltaram e se retiraram do local, fechando a imensa e pesada porta, que mantinha todos protegidos de minha fúria, 20 pessoas que teriam uma vida pela frente, muitos deles esperariam a lua de sangue e encontrariam seis companheiros, seriam felizes. Mas eu vou arrancar isso deles, julgo que saber disso é meu castigo, por ser tão cruel ao ponto de fazer tais atrocidades.

Ouvia os gritos castigando meus ouvidos sensíveis, a plateia turbulenta de pessoas corruptas, eu sonhava acordada, ansiando passar as garras nas gargantas deles e me banhar em sangue, sem arrependimento.

- Se transforme Verônica! Ou seu querido povo vai sofrer. Dizia homens nojentos enquanto riam e aproveitavam o espetáculo.
- A princesinha está com medo de matar? Não finja como se importasse com essas vidas.

Então me transformei, seus ossos se quebraram e meu corpo se modificou, cartas e presas surgiram. Minha loba Isis, completamente branca como a neve se não fosse pelo caminho de pelos pretos em meu ombro esquerdo.

Todos os jovens me olharam com surpresa e espanto, não medo, me deixando extremamente confusa, estava pronta para atacar a acabar logo com isso, afinal tinha aulas de etiqueta depois do almoço, pois segundo Samael tenho que ser perfeita, beleza e bons modos também são armas.

Dei o primeiro passo e corri ao ataque, mas parei subitamente ao ouvir as palavras de um dos jovens.

- Senhora Verônica? Verônica Exousia? É você?

Estava perplexa, como ele sabia meu nome? Como sabia quem eu sou? Voltei a forma humana, e senti o vento em meu rosto.

- Você me conhece, sabe quem eu sou?

- A anos, temos esperança que um dia você poderia vol‐ antes de terminar foi interrompido por guardas. Que os seguraram e os prenderam com brutalidade!

Eu lutei, me transformei novamente e ataquei os guardas que por lá sua vez também me atacaram com armas envenenadas, ignorei a dor. Era meu povo, eu iria mata-los, jamais vou permitir que façam mal a eles, nem que eu tenha que me ferir no processo.

Meu coração se despedaçou, conforme orientação os gritos de desespero, e eu estava amarrada com flechas atravessadas em meu corpo, manchando meu pelo antes branco. Isis, não aguentou e eu voltei a forma humana, fraca e indefesa, mas gritei por misericórdia:

- Não, por favor. Eu faço tudo o que quiserem, me torturem me matem se quiserem, por favor deixe eles em paz. Liberte meu povo.

Foi em vão, não conseguia me mover, mas vi. Eles decapitando um por um, as pessoas que eu deveria proteger. Eu falhei de novo.

Não importava o quanto eu gritasse eles continuavam matando, a carnificina me enjoou, e meu coração se encheu de rancor. Memorizei os rostos e parei, parei de gritar de chorar, de pedir misericórdia. Em meu coração soltei um aviso, que mataria cada um deles, e meu rosto seria a última coisa que eles veriam antes de morrer.

Olhei para cima e vi, eles rindo de meu desespero e zombando de mortes tão cruéis. O que eles fizeram para estar ali? Se recusaram se curvar diante de um governante fétido? Tentaram fugir para sobreviver?

Minha alcateia antes bela hoje sofria, não pertencia mais ao governo do supremo, pois o novo alfa quebrou o elo, e ameaçou uma guerra.

A plateia debochava, enquanto via uma garota jovem de olhos castanhos, se debater em busca de liberdade, tentando se soltar das guardas de homens corrompidos.

Eu tentava, e tentava reunir minhas forças e tentar ajudar, mas não restava nada, a pequena quantidade de seiva que era aumentada diariamente acabava com minhas energias, e não havia nada que eu pudesse fazer além de desejar a morte eminente.

Esse era meu sonho, o dia em que todo pesar e sofrimento iria sumir, minhas cicatrizes me lembravam diariamente que eu não era minha, era só mais um projeto. Mas por eles, pelo meu povo que nunca esqueceu ou desacreditar em mim, eu vou lutar, matarei todos que os fizeram sofrer, devolverei minha alcateia ao supremo, um novo alfa surgirá e meu povo terá paz.

Antes de sequer concluir o pensamento, fui atingida com uma pancada na cabeça e tudo se escureceu, apenas o silêncio e o vazio reinaram, em uma dança lenta e dolorosa.

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Bjs❤🍃

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