Chapter Twenty-Nine: After the Storm, there is a Survivor

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"Amor é a única coisa que você leva, e a única que você deixa para trás"

"Amor é a única coisa que você leva, e a única que você deixa para trás"

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Junho de 2001

- ...rry?... Harry?

Os sons lentamente voltavam a fazer sentido, e a sua cabeça começava a latejar. Harry tentou se mover, mas viu seus braços presos na cama por mãos gentis.

- Shh! Não se mexa muito. Ainda tem verbena no seu organismo - a voz parecia pertencer a Carlisle, mas estava distante aos seus ouvidos, impedindo-o de ter certeza.

Harry tentou abrir a boca, tentou falar algo, mas sua língua parecia mole. Tentou abrir os olhos, mas teve que fechá-los no mesmo momento ao sentir uma dor enorme se apossar da sua cabeça. Um canudinho de plástico foi pressionado contra os seus lábios, e Harry fez um esforço para beber o sangue que podia cheirar. Sentiu o gosto do sangue de animais mágicos e a magia entrando no seu sistema, limpando seu corpo das impurezas e lhe dando a força necessária para realizar as funções mais básicas.

- Melhor? - Carlisle perguntou, ajudando-o a se sentar. O quarto ficara mais escuro, e só estavam os dois ali.

- Edward?

- Está com... Bella.

As memórias de Harry voltavam como uma enxurrada, e ele sentiu seus olhos pinicarem com as lágrimas, a bile subindo pela sua garganta não precisando mais ser segurada. Ele vomitou com força no chão, segurado por Carlisle.

- Tudo bem... Pode botar pra fora.

Harry chorou como não chorava há muito tempo, amparado pelo homem que ele amava quase como um pai. Lembrava das ameaças de Hawise, de Rodolphus, de Ron...

Seu peito doía com a traição descarada, com a raiva e a sede de vingança que ouvia em sua voz. Doía de luto pelo menino que conhecia, que era seu confidente, seu melhor amigo...

Tentou se recompor. Usou sua magia para limpar o vômito do chão, limpou o ar do cheiro azedo e tentou se levantar.

- Ei, não é melhor esperar um pouco mais?- perguntou Carlisle, preocupado. Harry negou.

- Eu estou sujo. Preciso me limpar - ele não explicou mais, mas o líder entendeu, pegando-o em seus braços e e levando para o banheiro.

Harry, como há muito tempo atrás, esfregou sua pele até que ela estivesse vermelha e se curando lentamente. O corte em seu braço deixava a água que caía no chão vermelha, sem curar completamente até que a verbena fosse embora do seu organismo. No meio do banho, ele teve que correr para a privada, e vomitou com tanta força que se sentia fraco como não se sentia há muito tempo. Essa sensação era horrível.

Quando saiu, Harry ainda deixava suas lágrimas caírem desenfreadas. Se sentou pesadamente na cama, somente em suas calças jeans, Carlisle ao seu lado para colocar uma bandagem no seu ferimento.

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