19 - Em missão

522 74 46
                                        

Hello, pessoal! O cap de hoje vai ser um pouquinho diferente, talvez a foto de capa lhes dê uma dica ;)

Besitos, boa leitura!

_____________________________________

Narração

– Três dias! Três dias e nada, Mani! – Dinah falava nervosa, com o celular no ouvido.

– Vai ver elas estão apenas sem sinal, não significa que algo ruim aconteceu. – Normani, sua noiva, tentava acalma-la, mas a loira andava de um lado para o outro.

– Não, o sinal do hotel é muito bom, meu pai investiu bastante nisso. Se elas estão sem sinal há três dias, significa que algo aconteceu!

– Meu amor, tenta se acalmar um pouquinho, faz dois dias que você não dorme direito. – Normani segurou o braço da noiva com carinho, fazendo a outra parar de andar.

– Alguma coisa aconteceu, Mani, eu sinto... – sua expressão aflita apertou o coração de Normani, ela nunca havia visto a noiva assim.

– Você tem motivos, sim, para estar preocupada, eu não nego isso. Mas precisa usar um pouco a razão, você se descabelar não vai ajuda-las.

– Eu sei, eu sei... – ela soltou o ar e sentou novamente na cama do casal. Era por volta das oito da manhã, e fazia mais de quarenta minutos que Dinah tentava entrar em contato com Lauren. – É só que... Eu me sinto um pouco responsável por ela.

– Como assim? – Mani sentou na cama e começou a afagar as costas da loira, esse carinho sempre a acalmava.

– Lauren não bebia tanto quando nos conhecemos, eu sim, eu era sempre muito exagerada, em tudo. Eu a incentivei a seguir meu ritmo, afinal, que mal faria?

– Você não a obrigou a beber mais.

– Mas eu a incentivei, enchi o saco mesmo, como dizem. Você não sabe o quanto me arrependo disso... – Dinah tremulou a voz, estava prestes a chorar. – Eu não pensei nas consequências, eu só achei que ela fosse se divertir mais, relaxar. Lauren sempre foi tão responsável, pela mãe, pelos irmãos, ela nunca tinha tempo pra ela. Eu achei que sair mais pra beber e se divertir faria bem a ela, eu só não sabia que a Laur tinha tantos problemas, ela só me contou depois.

– O que ela te contou?

– Ela bebia desde os quatorze anos, porque tinha muitos problemas em casa, todos causados por um homem horrível, chamado Robert Clay, o padrasto dela.

– Ele batia nela? – Mani perguntou com cuidado.

– Nela, na mãe, nos irmãos. Todos eles passaram o inferno nas mãos desse homem.

– Meus Deus... E o que houve com esse maldito?

– Morreu, e eu quero que prometa que jamais vai contar a ninguém. Lauren não gosta de falar desse assunto.

– Claro, eu prometo, amor.

– Lauren o matou. – Normani levou as mãos à boca. – Foi legítima defesa, sabe? Ele tentou matar a tia Clara com um tiro, por isso ela é cadeirante. Mas o desgraçado voltou lá e tentou de novo, a Laur teve que defender a mãe.

– Claro! Ela estava mais do que certa! Eu passo muito pano pra ela, óbvio!

Dinah sorriu, Mani era tão suave e divertida, mesmo nas situações mais difíceis, foi o que fez a loira se apaixonar tão rapidamente. – É, mas ela não queria ter feito isso. A Laur é uma pessoa tão boa, mesmo aquele demônio não merecendo, ela sentia um certo remorso, e tinha muitos pesadelos na época da faculdade.

O Dom da LuzOnde histórias criam vida. Descubra agora