Passei quatro longos dias estudando e planejando minha viagem para a Terra de Ninguém. Meu pai estava na mesa do café quando mencionei sobre isso com Sukuna, apesar de ter permitido ele ainda parecia não gostar da ideia de irmos já que seu humor azedou. Não o culpei, a viagem será perigosa e sei que ele se preocupa com Sukuna e eu, por isso deixei minha voz mansa e o tranquilizei dizendo que tudo ficaria bem. Pelo menos é o que espero.
Meus treinamentos árduos com Sukuna surgiram ótimos resultados. Minhas habilidades em esgrima e luta corpo a corpo se aperfeiçoaram, fazendo-me ficar mais confiante perante as prováveis situações onde terei que me defender. A sensação de ter derrubado um dos melhores cavaleiros do reino é esplendorosa, principalmente quando vejo a expressão raivosa e derrotada dele depois de ser imobilizado durante nossos treinos.
Enquanto almoçavamos comecei a me vangloriar para Itadori e meu pai sobre os resultados do meu treinamento, somente para ver Sukuna irritado e dizendo que na próxima eu não teria tanta sorte como ele sempre fazia. Aléxandros acabou com minha alegria quando disse que Sukuna tinha mais vantagens em uma luta séria já que ele possuí experiência em campo, enquanto eu nunca lutei contra alguém para valer.
Se eu pudesse morrer no momento que eu quisesse assim faria. Um sorriso zombeteiro puxou os cantos dos lábios do gêmeo mais velho enquanto ele tossia forçadamente apenas para me irritar e reforçar as palavras do meu pai na minha cabeça. Em matéria de ser irritante ele é o melhor. Olhei entediada para meu pai que apenas se desculpou rindo baixinho de mim.
Itadori estava estranhamente quieto e inexpressivo. Abanei a mão desdenhosamente para Sukuna, ignorando sua provocação e levei toda a minha atenção para o gêmeo mais novo.
- Aconteceu algo, Itadori? Parece triste. - Comentei baixinho e ele levantou a cabeça surpreso e balançando a cabeça em negação de forma rápida.
- Não é nada! Haha, eu só não dormi muito bem, não precisa se preocupar. - Ele sorriu de olhos fechados e eu desconfiei de sua resposta.
- Tem certeza? - Reforcei. Ele suspirou largando o garfo e chamando a atenção dos demais na mesa com o barulho.
- Me sinto meio inútil, sabe? Sukuna vai te levar até lá e te proteger também. Eu não posso te ajudar em nada porque minhas habilidades em luta são horríveis. - Ele disse sussurrando para que apenas eu ouvisse.
- Do que estão falando? É sobre mim? - Sukuna se inclinou na cadeira e eu o empurrei com a mão.
- Por que falaríamos de você? Como é narcisista. - Estralei a língua para ele e observei sua feição confusa. - Você nem sabe o que isso significa, não é? - Ele não respondeu e eu ri. - Devo concordar com o que você disse aquele dia: o que o Itadori tem de cérebro você tem de músculo. - Sukuna me xingou baixo para que meu pai não ouvisse e eu desdenhei com a mão de novo.
- Não seja tão cruel, [Nome]. - Itadori escondeu o riso do irmão. Curvei os cantos da boca ao vê-lo sorrindo como sempre.
A atenção de nós três se voltou para o meu pai quando ele se levantou.
- Irei me retirar antes, acabei de lembrar que ainda preciso resolver muitas coisas. - Sua voz estava arrastada, claramente cansada.
- Eu posso ajudá-lo se quiser! - Itadori disse limpando a boca com o guardanapo e levantando sem esperar uma confirmação do mais velho. Ambos seguiram para fora deixando Sukuna e eu ali.
Pisquei na direção da porta e voltei minha atenção para meu prato inacabado. Eu mastigava tranquilamente quando senti algo pequeno bater em minha bochecha. Me virei na direção do demônio denominado Sukuna já imaginando que isso seria obra dele.
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White Prince.
Romance[Nome] teve sua vida virada de cabeça para baixo ao saber que era a filha ilegítima de um dos maiores nobres do reino. Elyse, a sua irmã à qual nunca conheceu, era uma das candidatas para se casar com o príncipe herdeiro, porém acabou falecendo por...
