Timtim por timtim...

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Era para mim estar em casa.

Sim... Era. Mas eu não estou. Porque em vez de ir para dentro do aconchego de meu lar, eu fui buscar consolo com o maior babaca de todos. Macau.

É incrível, como vou buscar consolo no maior babaca de todos e é exatamente esse babaca que me faz sorrir e esquecer de que fui simpaticamente rejeitado.

Macau está trocando de roupa no vestiário da escola, já que ele estava treinando quando o procurei.

Quando ele chega o cheiro de banho recém tomado está invadindo minhas narinas. O perfume de Macau tem um cheiro extremamente bom. Seus cabelos estão pingando água e ele está de bermuda jeans abaixo do joelho, uma grande camisa branca e tênis.

Ele joga a mochila nas costas e me chama.

Ando até ele, que está no lado do campo. Uma pequena cerca fazendo a divisão de nós dois. Ele me olha por um tempo como se procurasse algo e então respira audível. Macau começa a andar e eu faço o mesmo. Cada um de um lado da cerca.

O que o babaca do meu primo fez? - ele diz de forma neutra.

Porque acha que seu primo fez algo?

— Porque você foi se encontrar com ele?

— Na verdade eu supostamente fui tentar me encontrar com ele.

— Sim - ele diz fazendo um menear de cabeça - E você se encontrou com ele. Então o que ele fez?

— Por que acha que ele fez algo? Não faz sentido. Eu posso nem mesmo ter me encontrado com -

— Antes de tudo para de usar esse defensive mode pro meu lado porque comigo não cola.

— Quem tá fazendo isso aqui?

— Não se faça de bobo Porchay. E nem venha tentar me tirar do foco.

— Quem tá fazen -

Primeiro - ele diz um pouco alto para a voz se sobressair a minha e assim ele me interrompe - Você está aqui depois de quase quatro horas. Você não tem paciência de esperar por tanto tempo. Segundo. Você não me mandou nenhuma mensagem ou me ligou gritando que vocês não se encontraram, muito pelo contrário, você veio até aqui e não está com a cara nada boa e Terceiro. Estou ficando mestre em te decifrar Porchay - ele diz com um sorriso no final, enquanto me olha.

Você é um chato, Macau - digo o empurrando para o lado oposto ao meu.

É, talvez. Mas é a mim que você veio procurar - ele diz abrindo a porta que nos leva para o corredor da escola, para que eu pudesse passar.

Agora seguimos lado a lado. Sem cercas.

Eu só vim dizer que o "sorriso abate caras durões" não deu certo -

Macau me olha espantado, parando no meio do caminho.

Você disse o que? - ele pergunta com as sobrancelhas erguidas. Quando abri a boca para dizer algo. Macau me interrompe, me puxando pela mão para fora da escola - Espera aí. Você vai me contar isso, timtim por timtim.

Te amar novamenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora