Desde que continuemos dessa forma...

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Notas:. Eu nem ia postar esse hj, mas como eu tenho alguns leitores chantagista (sério, eu nem estou brincando kkkkkk) eu resolvi então postar esse hj. Logo, estou isenta de qualquer culpa, ok??


Bom capítulo, bom feriado e Thanks you na pelos 9k. Vcs são uns máximo ♥------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ainda sem compreender nada, Porchay continuava parado e estático no mesmo lugar em que Macau havia o deixado.

Mas não deu tempo de pensar muito. Pois um minuto depois Macau estava de volta com os olhos ainda arregalados.

Soltou um suspiro aliviado por perceber que o Porchay ainda estava ali. E se aproximou do garoto com um tão leve sorriso que Chay quase não o notou.

Precisávamos de música - Macau disse sem graça, levantando o celular para Chay. O garoto respirou aliviado como se um peso acabasse de sair de seu coração. A música Never Say Goodbye tocando no aparelho... A música deles.

Você me deu um susto - Porchay disse com um sorriso, sua voz tão melodiosa e seus olhos brilhando em alegria.

Na verdade, sou eu que ainda me sinto assustado com suas palavras - Macau disse levando suas mãos direto para a cintura de Porchay, a música agora tocando, tinha seu som abafado por conta do celular estar no bolso do mais velho. Porchay automaticamente abraçou o pescoço de Macau enterrando a cabeça na curvatura do mesmo, como se quisesse realmente um abraço do mais velho e não de fato uma dança - Eu pensei... eu pensei que não era eu - Macau deixou sua voz falhar e as palavras ficam no ar.

Mas sempre foi você - disse quase em um sussurro - Desde a primeira vez que eu te vi.

Ambos se moviam ainda abraçados. O vento frio agora nem sequer é o mais importante. As respirações calmas, mas o coração tão acelerado.

Macau?!

— Hun...

— Você sente algo por mim? - Porchay disse porque ele precisava saber.

Dançar com Macau depois de se declarar, com certeza já era uma realização, mas ainda sim, o mais novo sente que precisa de ter uma segurança quando seu corpo se desgrudar do corpo de Macau.

Ele precisa saber se quando a música acabar eles ainda vão continuar sendo amigos ou se eles vão poder viver o amor que eles têm para viver.

Eu sinto tudo por você - Macau disse depois de alguns segundos, que para Porchay, de repente pareceu uma eternidade, e ele nem sabia o valor da eternidade - Eu sinto carinho, amizade, compaixão, gratidão - Macau levou as mãos em ambos lados do rosto de Porchay, o olhando firme enquanto dizia - Eu sinto que vacilei feio com você em ter desconfiado que o que você sentia não passava de um efeito de uma maldição. Droga Chay... - Macau franziu as sobrancelhas engolindo em seco - Eu realmente pensei que tudo era por causa de uma merda de uma maldição. Eu sinto tanto por ter te magoado, por ter sido cego, burro, por ter desperdiçado um tempo que devia ter sido nosso, mas eu estava tão... - as palavras pareciam ter sumido.

Inseguro? - o mais novo perguntou baixinho. O coração acelerado demais.

Inseguro - disse como se testasse a palavra em sua boca - Inseguro porque eu estou apaixonado e pensar em te perder me deixou louco. Porque você é exatamente a pessoa por quem eu me apaixonaria por séculos e mais séculos e pensar que você não estaria comigo e que eu nunca conseguiria te superar me deixou mais louco ainda. Agi de tantas formas imprudentes eu sei que agi - Macau encostou sua testa na de Porchay, fechando seus olhos. O mais novo permaneceu com os olhos abertos, observando cada mínimo detalhe do que podia ver da face de Macau - Eu sinto amor por você Porchay.

— Então você... - Macau o interrompeu.

Eu te amo - disse olhando para Porchay - É isso, eu te amo Porchay - um grande sorriso se espalhando pelo rosto, refletido no sorriso de Porchay de igual forma - Eu te amo demais e muito - para Macau de repente pareceu tão certo gritar para o mundo que ama aquele garoto.

Aquele garoto que gritava que o amava também na frente de seu portão. Soltando a risada mais gostosa que Macau já ouviu na vida, enquanto Macau o tinha no colo o girando.

Os corpos tão colados agora, unidos. Se olhando com um vasto universo nos olhos.

Acho que agora é a hora em que eu te beijo - Macau disse. Seus olhos sedentos. Porchay de igual forma. Como eles conseguiram ficar dois dias sem se verem, sem se falar e três dias sem se beijar? Sim eles contavam.

Por favor - Porchay disse, não sabendo o porquê do por favor. Com certeza era algo relacionado a Macau lhe beijar.

Os pés caminhavam para trás, enquanto os olhos não se desgrudaram, as mãos de Macau firme na cintura do mais novo, enquanto o mesmo tinha suas mão apertando os bíceps de Macau.

Por que tá pedindo por favor? - Macau perguntou calmo com um sorriso nos lábios, apenas para provocar Porchay.

O limite, que é a parede do portão da casa de Macau, chegou.

Eu também não sei. Mas eu realmente acho que agora é a hora em que você me beija.

Não precisou de muito mais tempo. Os lábios de Macau agora estavam nos de Porchay.

Beijando com tanto vigor. O explorando de uma forma tão conhecedora para si. Fazendo daquele beijo a sua energia, a sua própria necessidade para respirar.

As mão buscando abraçar e envolver tudo um do outro.

Enquanto os corpos continuavam a se expressar e a se conectar naquela dança entre bocas.

Estava tão bom. Estava tão incrivelmente bom. Que era uma pena que eles precisassem se separar.

Assim que as bocas se desgrudaram, Porchay puxou Macau para um abraço apertado, afundando a cabeça naquele aroma que exalava do seu pescoço. Agora que tudo estava bem, era difícil desgrudar-se.

Depois de um tempo abraçados, Macau fez um movimento com os pés, fazendo os dois voltarem a dançar novamente. Porchay riu um pouco.

Quer dançar, é isso ?

— Foi pra isso que você me chamou, não? - Macau disse com um sorriso. Segurando a mão direita de Porchay e fazendo o garoto rodar nos próprios pés. Logo depois o puxando pela cintura para poderem se grudar de novo.

Na verdade eu te chamei para te beijar então como agora nem música tem, acho melhor a gente voltar a se beijar. - disse sorrindo. Caramba... como era difícil não sorrir em cada palavra.

Ohhh - Macau fez um barulho estranho com a garganta fingindo surpresa - Você só queria se aproveitar do meu corpinho é isso? - Porchay começa a rir e Macau retorna a balançar Porchay em uma dança novamente - Mas quem precisa de música? A gente dança no nosso ritmo - os pés balançando para lá e pra cá.

É? - perguntou sorrindo, uma mão acariciando a nuca de Macau, enquanto a outra era acariciada pelos dedos do mais velho.

Hunrrum - disse beijando os lábios do mais novo. Seus pés ainda estavam em movimento.

Só você mesmo Cau - Porchay disse baixinho perto do pescoço do mais velho - Vão achar que somos dois malucos dançando sem música e ainda por cima debaixo da chuva.

Macau riu um pouco. Pensando assim, qualquer um que veja essa cena com certeza pensaria dessa forma. Mas tanto faz. Ele agora estava com Porchay, O garoto por quem ele é apaixonado. O garoto por quem é apaixonado por si.

Desde que continuemos dessa forma, por mim não tem problema.

Te amar novamenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora