Quando descemos do ônibus, descobri que estava indo em direção a casa de Macau.
Entramos por um grande portão depois dos seguranças da casa nos deixarem entrar.
A casa é linda e enorme.
Macau me leva direto para seu quarto, cumprimentando cada guarda e empregada.
Quando chegamos reparei que o quarto era enorme e totalmente diferente do que eu pensei.
As paredes do quarto todo tem um tom verde água e de resto tudo é branco. As prateleiras contendo diversos livros, a cama, as cortinas, a mesinha de estudo, a poltrona e o sofá no quarto, os quadrados em mdf contendo diversos tipos de bola, exatamente tudo em branco. E muito bem organizado.
É do tipo limpinho e muito bem organizado.
Macau pendura sua mochila em um lugar em específico e diz para mim ficar à vontade.
— Fica à vontade. Vou só jogar uma ducha no corpo - Macau fala e entra em uma porta ainda dentro de seu quarto. O que obviamente é o banheiro.
Coloco minha mochila no chão, na beirada da cama de Macau e sigo até a grande varanda de seu quarto. Varanda essa que deixa toda uma claridade entrar pelo cômodo. A vista é bonita. Um grande gramado verde com um pequeno lago criado. Plantas e flores de muito tipo. Vou até uma das prateleiras deslizando meus dedos pelos livros bem organizado. Eles parecem estar em ordem alfabética. Depois de um tempo, vou até um mural de fotos bem organizado e vejo muitas fotos em polaroid.
A maioria delas é Macau junto de Vegas e Pete.
Ele está sempre sorrindo grande com eles. Um sorriso verdadeiro e grande.
— Vegas e Pete - ouço Macau dizer perto de mim. O cheiro de seu sabonete invadindo as minhas narinas - Esse - ele apontou para Vegas - É meu irmão. E esse - apontou para Pete - É o noivo dele. A melhor pessoa de todas, sério. Ele e o Vegas estão juntinhos de serem o melhor de todos - Macau diz, e pela sua voz, sei que ele está sorrindo.
Me viro para falar algo. Mas estou totalmente surpreendido com Macau apenas com a toalha envolvida na cintura a poucos centímetros de mim.
Tampo rapidamente meus olhos com as mãos. Sinto meu rosto todo em chamas. Eu com certeza devo estar parecendo com um tomate.
— Ei!! Eu estou de toalha - Macau diz rindo muito, como se tivesse recebido uma piada ao invés de minha reação - Vai tomar um banho rápido, vou deixar uma peça de roupa em cima da cama. Vou estar lá embaixo pedindo para prepararem algo rápido para comermos.
Macau não me dá tempo de responder, então apenas entro no banheiro, depois que ele entra por outra porta que estava dentro de seu quarto.
Tomo meu banho rapidamente como Macau falou. Me enrolo na toalha e aponto minha cabeça na porta do banheiro, vendo se não há ninguém no quarto. Rapidamente me dirijo até a cama pegando a roupa e voltando para o banheiro.
Macau me preparou uma calça no estilo soldado e uma blusa branca, que ficou um pouco larga demais em mim. Vesti meu tênis e joguei minhas roupas de volta para minha mochila.
Desci a mesma escada em que havíamos subido, à procura de Macau. E um segurança me informou onde era a cozinha. Quando cheguei na mesma, Macau estava conversando com a senhorinha que prepara um suco natural.
— Maria esse é o Porchay - ele diz, me apresentando a senhorinha.
— Ola criança - ela diz com um sorriso grande - Oh que jovem bonito.
— Obrigado!! - digo sem graça, me aproximando de Macau que está sentado em uma bancada.
— Pete irá adorá-lo. Ele parece muito meigo.
— É apenas impressão vovó - Macau diz, e lhe dou um belisco.
— Aii - ele resmunga - Está vendo vovó, ele não é nada meigo - olho para Macau com a cara feia e a senhora rir de nós dois.
— Aqui - ela diz empurrando dois pratos de sanduíche. Um na direção de cada um - Comem tudo - a mesma empurra dois copos de suco de laranja pela bancada até nós dois, também.
— Obrigado senhora! - digo com um sorriso.
— Obrigado vovó!! - Macau diz com um sorriso também.
A mulher vem até nós dois e dá um beijo na cabeça de cada um.
— Pode me chamar apenas de vovó também. Se divirtam no jogo. E você, Porchay, vê se aparece alguma hora em que Pete esteja.
— Ok vovó - digo me inclinando levemente com um sorriso. E a mesma me retribui o sorriso caloroso.
Quando a mesma sai, dou um tapa no braço de Macau.
— Ei!! Por que isso? - ele pergunta indignado com a boca cheia.
— Você foi encher o saco de sua avó apenas para fazer sanduíches para gente?!
— É? - ele diz sem entender. O olho ameaçador, e Macau começa a rir - Ah sim... entendi. Eu a chamo de vovó por costume, mas na verdade ela trabalha aqui em casa, fazendo as refeições. Ela é uma ótima cozinheira - Macau se explica. E fico envergonhado.
— Desculpa - digo baixo pegando o suco. Macau se limita apenas a sorrir.
Estamos em um silêncio confortável comendo o lanche enquanto escutamos uma música, já que Macau disse que é extremamente desconfortável ficar comendo em silêncio com outra pessoa por conta dos barulhos.
Quando acabamos, Macau colocou toda a louça na pia e veio até a mim me analisando. Logo após, Macau se aproxima e coloca a camisa em que eu estou vestido por dentro da calça. Me deixando da mesma forma em que estava.
Parando para observar agora, eu e Macau estamos extremamente iguais.
A calça estilo soldado, tênis e a blusa. A única diferença é que a de Macau está mais justa e é preta.
— Vamos? - confirmei com a cabeça. Peguei minha mochila e segui Macau.
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Te amar novamente
FanfictionPorchay sente que apesar do desfecho da história com sua antiga paixão não ter sido uma das melhores, o universo quer fazê-lo se apaixonar de novo. E pelo visto, pela mesma pessoa. Versão Macau e Porchay.
