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Filipe Ret

Gosto da companhia da Anna, gosto do jeito que ela é. Ela é legal e tem um papo daora, sem contar que é boa na cama. Ela tá super feliz com essa parada de tirar foto, sei lá aonde.

Faço a mínima ideia que porra é essa.

Só tô apoiando.

Ela está deitada nas minhas pernas, mexendo no celular. Hoje já é quarta-feira, dois dias que a feia está aqui.

Escutei alguém bater na porta.

Anna: Entra.

Dani abriu a porta.

Dani: Vou dar uma volta pelo morro, andar com a Nicole. — Ela me olhou.

Seus olhos são iguais aos meus, ela tem uns traços meus. Mas parece mais com a minha mãe... Mesmo eu não lembrando muito da véia, eu consigo ver ela na Dani.

Ret: De boa, cuidado, pô. Aciona qualquer coisa. — Ela saiu e a Anna me olhou. — Que foi?

Ela negou, deitando a cabeça novamente.

Ret: Bora fazer um lovezinho gostoso... — Puxei ela, que me olhou e não disse nada.

Anna: Não! Quero não, valeu... — Vi que ela tava incomodada com alguma coisa, só não sei o que é.

Ret: O que foi, hein, Anna? — Ela me olhou com deboche. — Fala logo, mulher!

Anna: Não é nada não, Ret! Eu, hein, porra! — Se levantou irritada e eu suspirei.

Ret: Caralho, hein! Você fecha do nada e não quer falar o que é. Depois acha ruim quando eu não comento nada!

Ela entrou no banheiro e eu saí do quarto.

Fui na cozinha, procurei algo pra comer.

19h30 da noite, pô. Bateu a fome.

Escutei passos e logo a Anna apareceu na cozinha. Peguei um pacote de biscoito e um Toddynho. Não disse nada, sentei na cadeira e comecei a comer. Anna passou por mim e eu só escutei ela pegar umas panelas.

Deduzi que ia fazer a janta.

Escutei meu rádio e peguei ele em cima da mesa.

Ret: Solta a voz.

Coloquei o rádio na mesa, tomei um pouco de Toddynho e comi um biscoito.

Paiva: Th tá no hospital.

Peguei o rádio na hora.

Ret: Qual foi da fita?

Paiva: Dizendo ele que não é nada demais, só tá sentindo muita dor na cabeça. Foi lá no postinho, deu em nada. Levei ele pro hospital.

Levantei.

Ret: Tô indo lá.

Paiva: Tá maluco? Tu tá sendo procurado, porra!

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora