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Anna Estrela:

Vi meu celular acender a tela novamente.
Mais uma chamada perdida dele.

Que merda! Esse cara não vai me deixar em paz?

Sério.

Amanda: Isso é perseguição, Anna!

Fernanda: Realmente! Você já conversou com ele, deixou bem claro que não quer mais nada.

Anna: Eu sei, cara... mas ele não para de me ligar. — Suspirei.

Estávamos almoçando juntas. É sábado, só trabalhei até meio-dia.

Daqui vou pra casa.

Fernanda: Bloqueia ele, ué.

Amanda: Ela já fez isso. Ele sempre aparece com um número diferente.

Anna: Ele não larga do meu pé. Deixei bem claro que não quero nada com ele, que pra mim já deu!

Fernanda: Fala com o Ret. Manda ele dar um sustinho de leve.

Anna: Até parece!

Amanda: A Fernanda tá sonhando demais.

Anna: Nem me fala.

Hoje faz um mês e três semanas. Meu aniversário tá chegando e eu não sei o que fazer. Por mim, não fazia nada. Passava o dia inteiro dormindo.

Mas não vai rolar. Tenho amigas que querem comemorar.

Até mandei elas comemorarem sem mim.

— Cheguei!

Levantei o olhar e vi o Paiva.

Fernanda: Oxi, tá fazendo o que aqui?

Ele sentou do lado dela e deu um selinho.

Block. Casal feliz detectado.

Paiva: Vim cobrar umas pessoas aqui pela vizinhança. Passei de moto e vi vocês.

Olhei pro lado e vi várias viaturas passando rápido.

Encarei ele, que desviou o olhar.

Amanda: Fugindo da polícia, marginal? — brincou.

Paiva riu de lado.

Anna: Sei não, hein...

Paiva: Os filhos da puta apareceram bem na hora que eu ia meter bala no cara, irmão. — Suspirou. — Ret vai comer meu cu.

Amanda: Que isso?!

Ele riu, jogando a cabeça pra trás.

Paiva: Ret odeia missão mal feita. Quer tudo do jeito dele. Mandou eu buscar o dinheiro. Se o cara não tivesse, era pra meter bala. Mas a polícia tava passando bem na hora.

Olhou pra nós.

Paiva: Tive que meter o pé. Se eu ficasse, tava preso uma hora dessas.

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