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Filipe Ret:

Olhei ela de cima a baixo e mordi o lábio.

Puta merda... que mulher é essa?

Ela tava vestida num biquíni preto, em pé, tomando cerveja tranquilamente. As amigas estavam na piscina, conversando.

Paiva tinha ido comprar mais cerveja, e o Th tava do meu lado mexendo no celular.

Th: Para de babar, Ret. — Olhei pra ele, que me fitava. — Tá com a boca aberta desde a hora que chegou, pô.

Revirei os olhos e encarei a mina de novo.

Uma tremenda gostosa.

O tamanho daquela bunda, fiote... Acho que tô apaixonado. E é por aquela bunda.

(...)

Paiva: Pega! — Olhei pro pano na mão dele e o Th gargalhou alto, chamando a atenção das meninas.

Ret: Vai se fuder, otário! — Empurrei a mão dele, que riu.

Desci pro andar de baixo, tirei a blusa e joguei no ombro. Abri a geladeira, peguei uma cerveja e, antes de abrir, encostei a latinha no machucado.

A mina arrancou minha pele, irmão.

Anna: Foi mal... — Levantei a cabeça e vi ela parada na porta.

Neguei com a cabeça.

Ret: Tá suave... mas vou cobrar ainda, viu.
Falei gastando, e ela riu de lado.

Anna: A culpa não é minha. Você quase matou a gente. — Falou, virando pra pegar algo no armário.

Dei aquela conferida e desviei o olhar.

Ela colocou uma caixinha em cima da mesa, abriu e pegou um band-aid e um líquido.

Franzi o cenho quando ela chegou mais perto.

Ela agachou, e eu segurei a respiração.

Que isso?

Passou o trem em cima do machucado e eu fiz careta.

Depois colocou o band-aid e se levantou.

Anna: Prontinho... — Guardou as coisas, e eu fiquei observando ela.

Ret: Achei que tu já ia pagar um boquete por ter me machucado. — Sentei na cadeira, e ela gargalhou alto.

Anna: Tá sonhando alto demais, não acha?
Perguntou, virando de costas.

Ri de lado.

Ret: Tô... mas tu pode fazer isso virar realidade, não acha?

Ela negou, abrindo a geladeira.

Olhei pra bunda dela e passei a língua nos lábios.

Anna: Agora eu vi mesmo, hein... — Riu e se virou pra mim. Olhei nos olhos dela, que sorriam.

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora