Filipe Ret:
Ret: Ô, seu filho da puta!
Paiva parou, se virou pra mim e revirou os olhos.
Paiva: Por que tá bravo?
Que moleque cínico.
Ret: Eu mandei você fazer uma coisa simples, e chegam em mim dizendo que você quase foi preso, porra!
Ele olhou pro lado.
Paiva: Não deu, cara! Os canas estavam passando na hora.
Ret: Matou o cara pelo menos?
Ele negou.
Ret: Que imbecil!
Paiva: Cara, eu nunca erro. Se o bagulho não saiu como planejado, a culpa não é minha, Ret! Então, pelo amor de Deus, para de encher meu saco!
Se virou e começou a andar.
Thiago me olhou, negou com a cabeça e saiu atrás dele.
Que inferno.
Mandei o Silva ir atrás do cara e resolver. Peguei o celular e vi que a Anna tinha postado um status.
Visualizei e chamei ela pra dar uma volta. Ela negou. Disse que tava cheia de coisa pra fazer.
Mas falou que, se eu quisesse brotar na casa dela, não tinha problema.
É claro que eu não neguei.
Falei que mais tarde tava lá, e ela só confirmou.
Desci no galpão pra conferir os carregamentos.
Tamo armado até os dentes.
Depois fui ver as drogas, o dinheiro, organizar as paradas.
Olhei no relógio. Já ia dar sete da noite.
Subi pra casa, tomei banho. Fiquei cheiroso. Peguei só a pistola e a moto.
Deixei o morro na mão do Th e vazei.
Cheguei no prédio da Anna e liguei. Ela mandou o porteiro liberar.
Subi animado, bati na porta e ela abriu sorrindo de lado.
Short curto. Blusa branca.
Pera aí.
Ret: Minha blusa, irmão!
Entrei e ela riu.
Anna: Minha blusa.
Olhei debochado e puxei ela pra um beijo.
Beijo daqueles de tirar o ar.
Anna: Fiz comida. Quer?
Confirmei.
Tô na maior larica.
Fomos pra cozinha. Ela me deu um prato. Coloquei comida e sentei.
Anna: Quer coca?
Neguei.
Ret: Cadê as duas patetas?
Ela me olhou.
Anna: Fernanda foi pro morro... Amanda não faço ideia de onde esteja.
Ret: Tá sozinha hoje, branquinha?
Ela concordou e eu ri de lado.
Anna: Tô menstruada.
Fechei o sorriso.
Ela riu.
Anna: Tô brincando.
Ret: Otária.
Voltei a comer. E, por incrível que pareça, tava bom demais.
Anna: Tá bom?
Ret: Dá pra comer.
Ela revirou os olhos.
Anna: Diz logo que é uma das melhores comidas que você já comeu na vida.
É... o tempero é diferente.
Ret: Sei de nada, fi.
Ela terminou e colocou o prato na pia.
Anna: Quando terminar, lava aí pra nós. Vou tomar banho.
Saiu rindo.
Terminei de comer.
E lavei os pratos. Por educação, né.
Ouvi um barulho no corredor.
Fui ver.
A porta do banheiro tava entreaberta. O som do chuveiro ecoando.
Entrei devagar.
Vi o corpo dela sob a água quente.
Essa mulher é uma perdição.
Me aproximei, abracei ela por trás.
Ela se arrepiou.
Anna: Veio me dar banho?
Ret: Claro, pô.
Ela riu.
O clima esquentou rápido.
O toque ficou mais intenso, os beijos mais demorados.
O vapor do banheiro só aumentava a tensão entre a gente.
A gente se encaixa de um jeito absurdo.
Sem pressa.
Sem falar muito.
Só sentindo.
Depois, ficamos ali, ofegantes, encostados um no outro, trocando olhares.
Ela riu baixo.
E eu percebi que não era só desejo.
Tinha algo ali começando a ficar mais fundo do que eu queria admitir.
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Primeira dama
FanfictionCom ela a vida tem momentos incríveis Com ela todos meus sonhos são mais possíveis Lucros invisíveis são melhores Separados somos fortes, juntos, imbatíveis...
