Filipe Ret:
Faz uns minutos que ela tá lá dentro falando com o cara, e eu já tô ficando estressado. Quando eu ia entrar, ela saiu acompanhada de um vapor meu. Olhei pra ela. Ela me encarou e deu um sorriso falso. Eu tava torcendo pra ter chegado antes dele ter feito...
Vocês sabem. Mas uma parte de mim já sabia.
Ele tinha feito.
Anna: Ele conseguiu... ele me...
Os olhos dela se encheram de lágrimas, e eu não sabia o que fazer. Puta que pariu. Puxei ela por impulso e envolvi nos meus braços. Senti o corpo dela amolecer enquanto chorava. Ela tava completamente vulnerável ali. Alguns vapores encaravam a cena, mas eu não ligava.
Só conseguia pensar em matar aquele pau no cu desgraçado do caralho. As amigas dela chegaram me olhando. Balancei a cabeça. Se não me engano, a Amanda tirou ela dos meus braços com cuidado.
Ret: Aí... pega esse pau no cu e leva pra praça.
(...)
Cheguei na praça e já tinha gente esperando o show de horrores. Mandei tirarem todas as crianças da rua. Cena forte demais pra elas. Cheguei dando um murro no cara.
Ret: Isso é por tu ter pegado uma menina na maior covardia.
Peguei uma madeira. Desci a madeira nas costas dele.
Uma. Duas. Vinte.
Ele gritava a cada paulada.
— Filho!
Escutei uma voz desesperada. Olhei pra trás.
Uma senhora.
— Não faz isso com meu filho!
Olhei pro cara jogado no chão.
Ret: Ainda faz a mãe sofrer...
Neguei com a cabeça e chutei ele. Cinco chutes. A cada um, a velha gritava pra eu parar.
— T... tira... E... ela... d... daqui...
Me abaixei, puxei o cabelo dele e forcei ele a olhar pra mãe.
Ret: Tá vendo ali?
Apontei.
Ret: O sofrimento que tu faz ela passar. Já não é a primeira vez que eu te mando o papo, menor. Mas tu vacilou feio. Agora tá aqui, ó... fazendo a mãe chorar por erro teu.
Bati a cabeça dele no chão. Duas vezes.
Ret: Agora tu vai morrer.
Abaixei perto dele.
Ret: Mas antes vou me divertir um pouquinho.
Mandei pendurarem ele na árvore da praça. Olhei um por um dos moradores que assistiam.
Ret: Família! Vocês sabem que eu não sou de fazer essas merdas em público.
Andei de um lado pro outro.
Ret: Sempre fui reservado. Sempre resolvi meus b.o no sigilo.
Apontei pro cara pendurado.
Ret: Mas as coisas tão saindo da ordem. Tão roubando na minha favela. Tem filho da puta batendo em mulher. Estuprador andando solto.
Gritei.
Ret: Que porra é essa!? Vocês acham que tão aonde!?
Cuspi no chão.
Ret: Vocês estão na minha favela. No meu morro. E eu não aceito isso aqui.
O silêncio era total.
Ret: Se isso acontecer de novo, o trem vai ficar sinistro. Roubar? Morre. Homem querer ser maior que mulher? Morre. Encostar em mulher sem consentimento? Morre. Briguinha de mulher por coisa boba? Morre também.
Atirei na perna dele. O grito foi mais alto que o tiro.
Ret: Manda um beijo pro capeta por mim.
Atirei na outra perna.
Ret: Diz pra ele que eu ainda vou demorar um pouco pra conhecer ele.
Mirei na cabeça. Apertei o gatilho. Mais uma alma enviada. Desci do banco e virei pro lado. Vi a Anna e as amigas olhando tudo. Ela me encarava. Não dava pra saber o que ela sentia.
Desviei o olhar. Mandei os moleques queimarem o corpo e jogarem longe.
— Olha o que você fez com meu filho!
Olhei pra trás.
— Seu infeliz! Nojento! Assassino! Feio!
Feio?
Aí não, velha.
Ret: Seu filho era um estuprador de merda.
Falei calmo.
— Você matou ele!
Ret: E se for preciso, mato até a senhora.
Ela me olhou com ódio.
— Nojento!
Ret: Olha aqui, velha feia.
Segurei o braço dela.
Ret: Tá pensando que é quem? Tá achando ruim? Quer saber? Posso te matar também. Aí vai pro inferno com teu filho e vive feliz pra sempre com o diabo. Tá bom assim?
Ela chorava.
Soltei o braço dela e desci o morro. Agora deu mesmo. Achando que tá na Disney. Eu, hein. Subi na moto e puxei o acelerador até em casa.
Preciso de um banho. Tirar esse cheiro de sangue. Ainda bem que eu não tava com minha blusa favorita. Saí do banheiro enrolado na toalha e fui procurar a blusa branca. Procurei tudo. Até lembrar. A Anna tava com ela.
Peguei outra blusa, vesti, coloquei uma bermuda preta e meus cordões. Olhei no relógio.
Hora do almoço. Mas o sono venceu. Deitei e cochilei. Acordei por volta das 14h. Levantei, subi pra boca e fui ajeitar as coisas.
Th: Tu ainda não almoçou?
Neguei.
Th: Tá maluco?
Ret: Esqueci, cara.
Ajeitei o fuzil nas costas.
Th: Dá vontade de te jogar ladeira abaixo, otário!
Saiu rindo, soltando fogo.
Ri de lado.
Aqui dá pra ver quem se preocupa de verdade.
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Primeira dama
FanfictionCom ela a vida tem momentos incríveis Com ela todos meus sonhos são mais possíveis Lucros invisíveis são melhores Separados somos fortes, juntos, imbatíveis...
