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Anna Estrella:

Acordei com meu celular vibrando debaixo de mim. Peguei ele, desligando o alarme, e vi que já eram sete horas da manhã.

Minha cabeça tava doendo demais, meu corpo todo dolorido. Olhei pro lado, lembrando de hoje de madrugada, e sorri toda besta.

Mas fiquei puta, já que eu tô toda dolorida. Ret não deixou de descontar toda sua raiva em mim. O que eu disse nessa madrugada fez com que o cara me fudesse com mais ódio ainda.

Tirei o braço dele de cima de mim e levantei.

Quando comecei a andar, senti uma dor no meio das minhas pernas.

Filho da puta desgraçado!
Corno!
Chifrudo!
Mangol!

Entrei no banheiro e tomei banho. Peguei uma calça legging preta e abri o guarda-roupa dele.

Peguei uma blusa branca e vesti.

Penteei meu cabelo e amarrei.

Fiz uma maquiagem leve e arrumei minhas coisas.

Ret: Tá fazendo o que acordada uma hora dessa? — Me assustei e escutei a risada baixa dele.

Anna: Me arrumando pra ir trabalhar. — Falei passando um creme de pele.

Ret: Achei que ia faltar hoje, pô... — Neguei.

Anna: Tô derrotada, mas não morta. — Ele levantou e me abraçou por trás. — Esse perfume seu é mó bom.

Ele concordou. Passei um pouco em mim e me virei para ele.

Ret: Tá bonita... — Sua voz tava rouca, o que fez eu me arrepiar inteirinha. — Principalmente esse teu chupão no pescoço.

Me virei de uma vez pro espelho, olhando meu pescoço. Tirei o cabelo e vi três chupões.

Puta merda!

Anna: Filho da mãe... — Ele saiu rindo pro banheiro e eu peguei minha base, passando.

Logo ele saiu e vestiu uma roupa. Desci pro andar de baixo e vi a Dani sentada na mesa, comendo.

Anna: Bom dia! Você acordou cedo hoje. — Ela me olhou.

Dani: Bom dia... Tenho escola, inclusive tô atrasada. — Se levantou.

Anna: Ok... Boa aula. — Ela agradeceu e saiu puxando a mochila.

Escutei a porta sendo fechada e passos descendo as escadas.

Comecei a fazer dois pães.

Ret: Dani já saiu? — Concordei. — Tendi.

Passei um café e sentei pra comer.

Ret: Vai voltar pra cá, né? — Olhei para ele. — Quando você tiver vindo do serviço.

Anna: Já tá assim, Ret? — Gastei ele, que revirou os olhos. — Sei não, daqui a pouco eu vou me acostumar demais.

Ret: Mando o Silva te buscar.

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora