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Anna Estrella:

E, como sempre, as bonitas me deixaram pra transar. Sinceramente, tô cansada de ser abandonada. Cansei de dançar e de dar fora em vários caras que chegaram em mim. Paguei mais uma bebida a última e desci daquela laje. Passei pelo povo que ainda tava animado. Peguei o celular do bolso. Não ia ligar pras meninas pra não ser a que atrapalhou a foda delas.

Mandei mensagem avisando que tava indo embora e guardei o celular depois de ver que o Victor não tinha mandado nenhuma mensagem. Respirei fundo, passei a mão no rosto e dei o último gole da bebida.

Não tô bêbada. Não bebi tanto assim. Foi mais pra curtir mesmo, ficar sóbria. Tomei só três copos. Esse foi o quarto. Saí descendo o morro.

Não conhecia muito bem ali, mas lembrava por onde a gente tinha subido. Entrei num beco e vi que tava tudo escuro.

Puta merda. Respirei fundo e entrei. Senti passos atrás de mim e aumentei o ritmo. De repente, senti meu cabelo sendo puxado.

Gritei de dor.

Anna: Me solta!

— Cala a boquinha aí, garota.

As mãos dele desceram pelo meu corpo, e eu me debatia.

Anna: Me solta, porra!

Gritei de novo, mas ele tapou minha boca. Tentei gritar, mas senti um murro no rosto. O gosto de sangue veio, e tudo começou a girar. Abri os olhos, mas eles iam se fechando devagar.

Anna: Me solta, por favor...

Minha voz saiu fraca. Eu tava deitada no chão frio. Sem short. O cara por cima de mim. Fechei os olhos e senti o corpo mole.

Filipe Ret:

Th: Já vai? — Concordei. — Aciona se precisar de algo.

Fiz o toque com ele e saí do baile.

— Vai querer que nóis vá contigo, chefe?

Neguei, subindo na moto.

Ret: Fiquem aí curtindo o baile, mas de olho em tudo, menor.

Eles concordaram. Fiz o toque. Liguei a moto e desci o morro voando. Entrei num beco e escutei um grito. Franzi o cenho e desacelerei, olhando pros lados. Nada. Escutei o grito de novo. Dei a volta com a moto. O grito ficou mais alto... e depois, silêncio. Maravilha. Deixei a moto ali e puxei a Glock. Entrei no beco e ouvi o gemido de um cara.

Liguei a lanterna do celular. Puta que pariu. O cara me olhou e tentou se levantar, assustado.

Olhei pro chão. Uma mina desacordada. Merda.

Ret: Filho da puta!

Apontei a arma. Ele tentou correr. Atirei na barriga. Caiu gemendo. Atirei de novo, na perna. Agachei do lado da garota, tirei o cabelo do rosto dela.

Puta merda. A morena do baile. Desbloqueei o celular e liguei pro Th. Mandei ele descer e expliquei os bagulhos.

Joguei o celular de lado e peguei a mina. Tirei minha blusa e vesti nela. O short tava jogado no chão. Vesti nela também. Olhei pro lado. O cara tava caído, desacordado. Essa porra não pode estar morta.

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora