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Filipe Ret:

Acordei com o rádio tocando e respirei fundo.

Paiva: Ret! Caralho, desgraça, cadê tu, porra?!

Peguei o rádio na hora.

Ret: Espero que seja um bagulho sério, irmão!

Falei puto, me sentando na cama.

Paiva: A mãe do comédia tentou matar o Th!

Abri o maior olhão.

Ret: Como é que é?!

Levantei num pulo, vesti uma bermuda e qualquer blusa que achei.

Catei o fuzil, a Glock, calcei a Havaiana e saí de casa correndo pra boca.

Subi na moto e meti a mão no acelerador.

Desci o morro em dois tempos.

Ret: Qual foi do bagulho?

Falei olhando pro Paiva.

Paiva: Eu e o Th távamos na barreira. A veia apareceu dos quintos do inferno com uma pedra, irmão. Bateu na cabeça do Th. Foi coisa rápida: ele levou a mão na cabeça, viu o sangue na mão e desmaiou na hora. Levei pro postinho, deixei gente vigiando. A veia sumiu. Mandei os moleques procurarem ela. Já mandei o papo: quero ela aqui, nem que seja só com uma perna.

Falou puto.

Olhei pra trás, chamando o Silva.

Ret: Alguma notícia?

Ele negou.

Silva: Os caras tão procurando, mas nenhum sinal. Parece que sumiu do mapa.

Respirei fundo.

Ret: Quero essa mulher aqui pra ontem. Nem que pra isso eu tenha que te matar, tá me escutando?

Ele concordou.

Ret: Faz o que tu sabe fazer de melhor, Silva. Traz a mulher viva pra nós.

Ele saiu falando no rádio.

Ret: Vou no postinho.

Paiva levantou e nós dois fomos.

Cheguei e tinha umas pessoas esperando.

Fui direto no balcão. A mina me olhou de cima a baixo.

Ret: Aí, quero saber onde o Th tá.

Falei sério. Ela franziu o cenho.

Paiva: Bora, filhona, agiliza!

Falou estressado.

— Preciso do nome — falou calma.

Respirei fundo.

Paiva: Th, irmã.

Ela revirou os olhos.

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora