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Filipe Ret:

Cheguei em casa e já fui logo tomar banho. Fiz um pão pra comer e passei um café.

Logo escutei alguém bater no portão. Abri a janela e olhei pra fora.

Os dois patetas.

Ret: Tem ninguém não! — gritei, e eles reviraram os olhos.

Abri a porta e eles entraram.

Paiva: Me diz um negócio aqui... onde vocês tavam ontem? No caso, tu eu já sei onde tava. Mas e tu? — olhei pra ele sentando no sofá.

Ret: Ia fazer a mesma pergunta, acredita? — encarei o Th, que mexia no celular. Ele olhou pra gente confuso.

Th: Que foi?

Ret: Nada... Só que eu deixei o morro nas tuas mãos ontem e você sumiu, né.

Ele olhou pro Paiva, que levantou a mão em rendição.

Paiva: Onde tu tava? — perguntou.

Th não respondeu.

Ret: Vai negar voz agora, playboy?

Ele revirou os olhos.

Th: Saí com uma mina.

Paiva sorriu na hora.

Paiva: Que menina?

Th: Aí já não posso contar... papo de sigilo, tá ligado.

Paiva: Não vai contar pros seus irmãos? Pode pá... os de verdade eu sei quem são.

Ret: Já viram se o carregamento vai chegar hoje?

Paiva: Sim, sim. — olhou o celular. — 20 quilos.

Th: 20 quilos? De droga?

Paiva confirmou.

Th: Hum...

Ret: Tá achando pouco?

Th: Talvez. Só sei que o baile vai render.

Concordei.

Ret: As meninas vão vir?

Paiva: Fernanda disse que vem. As outras, sei lá.

Tendi.

Peguei o celular e mandei mensagem pra Anna. Perguntei se ela vinha pro baile. A gata negou.

Falei pra ela trazer os bagulhos dela que eu mandava um vapor buscar.

Nem respondeu mais. Fui fazer os meus.

Mandei os moleques contar o dinheiro. Fui ver se tava tudo certo pro baile.

(...)

Abri a porta da sala do Th e ele me olhou.

Th: Sabe bater não?

Primeira dama Onde histórias criam vida. Descubra agora