capítulo vinte e um

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Eu, Louis e Flo passamos boas horas no Museu e Galeria de Arte de Londres e nos divertimos muito. Muitas obras chamaram a minha atenção e eu me perdi completamente na dimensão de cores e formas daquele lugar. É simplesmente lindo.

Assim que o Sol se despede de Londres e dá espaço a noite fria e profunda, Louis e eu decidimos voltar para casa. Já estava frio e escuro, e Florence já estava cansada e com fome.

Não acredito que passamos a tarde inteira no museu. Foi incrível e eu nem percebi o tempo passar.

Assim que eu, Louis e Florence — que agora estava nos braços de Louis — caminhamos até a saída, um homem desconhecido se esbarra em Louis, pedindo desculpas em seguida.

— Oh, mil desculpas, senhor — pede o homem, de estrutura jovial, quase um garoto, segurando o braço de Louis. Tento não me incomodar com a proximidade que ele tinha com Louis. Me sinto um pouco possessivo demais. — Eu não vi você...

— Tá tudo bem, garoto — diz Louis, sorrindo tranquilizante. — Também não te vi.

— Me chamo Matt Stuart — se apresenta, estendendo a mão para Louis. Confesso que acho desnecessário ele se apresentar só porque se esbarrou no meu namorado.

— Louis Tomlinson.

Uma vez que eles apertaram as mãos, um homem, definitivamente mais velho que Matt, aparece na nossa frente, segurando a cintura de Matt.

— Meu bem, perdi alguma coisa?

Suspiro aliviado ao perceber a aliança no dedo anelar de Matt e do homem desconhecido.

— Eu esbarrei sem querer em Louis e em...

Forço um sorriso apresentável.

— Harry. Harry Styles.

— E em Harry.

O homem, que eu arrisco dizer, noivo de Matt, finalmente nos olha e também sorri.

— Me chamo Arthur Clark.

— Louis Tomlinson — repete Louis, já que Arthur não ouviu antes.

O casal sorri para nós e param o olhar em uma Florence sonolenta nos braços de Louis.

— E quem é essa pequenininha? — indaga Matt, afinando a voz.

Eu olho para Florence, sorrindo com amor.

— É a nossa filhote, Florence — respondo orgulhosamente. A mão de Louis procura pela minha.

— Ela é uma graça, parabéns — diz Arthur. Eu e Louis assentimos e agradecemos.

Já estou pronto para me despedir do casal, mas Matt toma a iniciativa e parece muito animado antes de falar:

— Vocês já estavam indo para casa? Porque eu e Arthur estávamos pensando em ir à algum pub e seria legal se tivéssemos companhia, não é, amor?

Eu olho de relance para Louis e sei que ele está cansado e provavelmente não quer sair — nem eu quero.

— É que... Flo está cansada e nós também... — respondo antes que Louis abrisse a boca. Sei que ele toparia, mesmo estando cansado.

Matt parece murchar.

— Mas podemos marcar outro dia, não é? — sugiro, arregalando levemente os olhos para mostrar a minha grande ideia. — Sábado? Vocês podem?

O casal afirma e eu olho para Louis.

— E então?

— Por que não? — diz Louis, rindo em seguida. — Qual o número de vocês?

[...]

— Bom, hoje foi um dia magnífico, não acha?

Nós já estávamos na estrada, na volta para casa. Eu estava morrendo de fome e mordia a minha língua para não pedir que Louis parasse em algum Fastfood para comer porcarias.

Durante o dia todo percebi uma hesitação em Louis. Sempre que olhava para ele, via ele abrir a boca para falar algo mas sempre desistia, tentando disfarçar com um bocejo ou tosse. Ouso dizer que imagino o motivo dele ter me chamado para passar a tarde no museu. No entanto, não digo nada e passo a tarde toda esperando uma iniciativa dele - por ora.

— Amor, tá com fome? — pergunta ele, me olhando pelo espelho do carro. Eu ficara atrás para poder amamentar Florence mais a vontade.

— Bastante.

Louis desvia a rota. Eu olho curioso para a janela.

— Para onde estamos indo?

— Burguer King soa bem? — responde com outra pergunta.

— Definitivamente.

[...]

A tensão que se espalha no carro após Louis pedir a comida, pelo drive thru, é palpável. Os olhares nervosos que ele lança para mim e Florence não são nada discretos. Eu começo a duvidar se isso, na cabeça dele, é algo completamente normal.

Peço para ele colocar alguma música no rádio. Ele coloca. O clima continua tenso.

Não aguento mais.

— Amor? — Ele me olha pelo reflexo do espelho. Suas sobrancelhas estão levantadas. — Quer me contar alguma coisa?

Sua testa se franze na hora e ele limpa a garganta.

— É que... No aniversário de Florence... Lembra? Quando eu te disse sobre colocar meu nome dela e tal... Eu estava nervoso demais e, se você me deu uma resposta concreta, eu não prestei muita atenção, sabe? Eu queria saber se você deixa eu colocar o nome nela. Assim, sei que vai ser algo gigante na nossa relação, eu sei, mas, eu-

— Senhor, aconteceu algum probleminha aqui na formação do pedido, gostaria da confirmação da senha de vocês, por favor — anuncia uma funcionária, da janelinha do atendimento.

Louis vira a cabeça, puxando o papel entregue anteriormente para nós e mostrando a moça.

— Me desculpe, senhores, acho que algum de vocês precisaria vir aqui, não sei o que está dando errado.

Eu desamarro meu cinto, rapidamente, entregando Florence para Louis.

— Eu já volto.

Louis não fala nada, mas me olha totalmente confuso.

𝙏𝙤𝙢𝙡𝙞𝙣𝙨𝙤𝙣'𝙨 𝙇𝙤𝙪𝙣𝙜𝙚 (𝗳𝗶𝗰 𝗵𝗲𝘀+𝗹𝘄𝘁)Onde histórias criam vida. Descubra agora