dois dias depois
Eu não estou melhor.
Minhas costas doem mais do que o normal. — Mais do que eu senti quando voltei para casa, depois do hospital.
Sei que sou — muito — teimoso em questão da minha saúde e eu preciso me cuidar — e também deixar Louis cuidar de mim. — mas eu tenho medo. Tenho medo de que Louis veja a encrenca que ele se meteu e caia fora — ou me jogue fora, já que eu entrei na vida dele do nada e faço parte de 100% da sua rotina.
Eu faço de tudo para cobrir as partes desnecessárias de mim para Louis. Eu faço o meu máximo para que ele não se sinta pressionado.
Só quero que Louis se sinta bem ao meu lado. Quero que ele também seja cuidado por mim. Quero mostrar a ele que eu posso me cuidar também. Quero mostrar a ele que eu estou aqui para ele e que eu posso ajudá-lo. Não quero que ele me veja como um peso morto que caiu, do nada, na sua vida. Não quero que ele me veja como alguma situação que precisa ser tratada.
Eu só quero que ele me veja como alguém para amar e não como alguém para cuidar.
Então, quando eu fingo que estou bem e que não preciso da sua ajuda, é porque eu quero esconder que na verdade eu sou completamente dependente de Louis.
E nesse momento, eu estou sentado na frente de Louis, na mesa de jantar, fingindo que estou bem e que não estou sentindo nenhuma dor nas costas.
— Amor, passa o sal para mim, por favor — pede Louis, deixando os talheres por cima do prato.
Ele está a, mais ou menos, um metro e meio longe de mim. E para eu passar o sal para ele, eu precisaria me inclinar, o que me faria, provavelmente, chiar de dor e ele perceberia que eu não estou melhor.
— Pega você — respondo, sem olhar para ele. Meu peito dói assim que o respondo, sabendo que fui bastante rude com ele.
Ao contrário do que eu pensei, Louis não ficou ofendido ou chateado com a minha resposta.
— Chega, eu vou te levar ao hospital — resmunga ele, se levantando da cadeira e andando até mim. — Levanta.
— Por quê?
Ele cerra os olhos para mim, parando ao meu lado, cruzando os braços na altura do peito.
— Desde ontem que você chia de dor, Styles — diz ele. Sua expressão é raivosa. — Pensa que eu não sei que você está morrendo de dor? É claro que eu sei. Agora, vamos.
— Amor, eu vou melhorar, eu prometo — imploro, fazendo biquinho para tentar deixar Louis com pena de mim.
Ele faz que não e me levanta da cadeira. — Com tanta facilidade que eu me sinto uma folha de papel.
— Ou nós vamos para o hospital ou eu te demito e você vai ficar em casa o dia todo, todos os dias, fazendo nada.
Não acredito que ele está fazendo chantagem só para me levar ao médico.
— Louis...
— Sua escolha.
Eu choramingo, deitando a cabeça no ombro dele.
— Me leva ao hospital - resmungo, contra a minha vontade.
E assim, quase meia hora depois, eu me encontro no escritório de algum médico velho e estranho, amigo da família de Louis, esperando o resultado do Raio-x.
— Ele é feio — sussuro para Louis, que ri baixinho, apertando a minha coxa.
— Concordo.
Quase dois minutos depois, o velho entra no escritório novamente, com o Raio-x em mãos.
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𝙏𝙤𝙢𝙡𝙞𝙣𝙨𝙤𝙣'𝙨 𝙇𝙤𝙪𝙣𝙜𝙚 (𝗳𝗶𝗰 𝗵𝗲𝘀+𝗹𝘄𝘁)
Fanfictiononde Louis Tomlinson é o dono de um restaurante muito bem renomado e acaba tendo um Harry Styles atrás de um emprego em seu restaurante. ou onde Harry Styles é uma mãe solteira precisando de um emprego urgentemente e acaba se dando de cara com o che...
