capítulo onze

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Acordo com Louis beijando meu rosto.

Eu me assusto ao ver que não estava em casa e sim em um quarto branco e frio. — Depois lembro que Louis havia me levado ao hospital na madrugada.

— Bom dia — sussurra ele, sem parar com os beijos. — Como você tá?

— Tô bem... Ainda me sinto enjoado — digo, enrolando meus braço envolta de Louis. Ele estava deitado comigo.

— Os médicos vieram aqui e te trouxeram alguns medicamentos — declara Louis, alisando meus cabelos bagunçados. — Eles disseram que é um tipo de "SOS" que o seu corpo sinalizou, causado pelo seu sistema imunológico abaixo do normal — diz ele, dedilhando as minhas mãos geladas. —, não é algo muito grave porém é contagioso; é melhor você passar uma semana em casa.

— E por que você tá aqui do meu lado? — indago, afastando meu rosto do dele ao ouvir sua fala. — É contagioso.

Louis parece me ignorar e só me puxa de novo para perto dele e deita minha cabeça no seu peito.

— Eu não vou ficar doente, não se preocupe — afirma, fazendo carinho nas minhas costas. — Eu vou cuidar de você.

— Mas e quanto à você? — pergunto. Seu olhar confuso encontra o meu e eu suspiro com sua ingenuidade. — Você também precisa ser cuidado e nunca deixa eu cuidar de você.

— É porque eu não preciso de ajuda. — Eu reviro os olhos ao ouvir ele e tento me desvencilhar de seu corpo. — Não se afaste. Eu não vou deixar você sair de perto de mim.

Eu bufo quando ele me faz voltar para a posição anterior com a maior facilidade.

Passamos minutos em silêncio.

— O que exatamente estamos esperando? — sussurro. — E quando eu vou poder sair?

— Estamos esperando o médico que disse que ia vir aqui às 11:30 AM e ia nos dizer quando podemos sair — responde. — Enquanto isso, vou ficar aqui, cuidando de você, tudo bem?

Eu odeio o fato de que Louis cuida de mim como ninguém cuidou antes. Eu odeio o fato de que ele é uma das pessoas mais importantes para mim atualmente. Eu odeio o fato de que Louis é perfeito para mim. Eu odeio o fato de que tudo nele me encanta. Eu odeio o fato de que Louis me trata como se eu fosse a pessoa mais importante da vida dele. Eu odeio o fato de que Louis fez eu me apaixonar por ele em dois míseros meses. Eu odeio o fato de ser tão devoto à ele, de corpo e alma.

Me encontro perdido nos seus olhos toda maldita vez que olho para ele.

— O quê? — indaga ele, ao perceber meu olhar penetrante, me encarando com um ar divertido.

— Você é lindo — respondo, levando minhas mãos até o seu rosto e alisando suas bochechas. Seu lábios formam um sorriso lindo que me faz sorrir de volta.

Suas mãos buscam pela minha cintura e cercam o meu torço. Ele cola os nossos corpos e esconde o rosto no meu peito coberto por uma camisola hospitalar.

— Eu te adoro — sussurra, sem olhar no meu rosto. —, muito.

Sinto que vou vomitar meu coração.

— Sério?

— Você não tem noção — responde, brincando com a barra da minha roupa. Eu acho fofo que ele se pareça com uma criancinha confessando que quebrou o jarro predileto da mãe; todo tímido.

— Eu também te-

— Shhh... — pede ele, colocando o dedo indicador sob os meus lábios. — Depois você diz. Deixa esse momento ser meu, por favor.

𝙏𝙤𝙢𝙡𝙞𝙣𝙨𝙤𝙣'𝙨 𝙇𝙤𝙪𝙣𝙜𝙚 (𝗳𝗶𝗰 𝗵𝗲𝘀+𝗹𝘄𝘁)Onde histórias criam vida. Descubra agora