I Won't Give Up

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Bora para mais um! :)

Música do Capítulo:
I Won't Give Up - Jason Mraz / Disponível no Youtube e Spotify.  

***

FLASHBACK ON - POV  LAUREN


  11 anos atrás.

  - Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer... – Eu a olhava enquanto brincava com as pétalas da flor que encontrou. – Mal me quer... Ei! – Eu ri da sua expressão de indignação.

  - A culpa não é minha! – Comentei enquanto começava a rir.

  - Claro que é, se parou no mal me quer, então você não me quer!

  - Ah, claro, vamos basear meu sentimento na quantidade de pétalas dessa flor. – Eu falei com ironia e ri da sua expressão completamente fofa. Ela estava com um biquinho, braços cruzados e começou a encarar firmemente o céu acima de nós.

  - Ei, Camz... – ela ainda não me olhava. – Se não me olhar já sabe o que vai acontecer, não é? – Quando ela continuou olhando para algum ponto aleatório, eu comecei.

  - PARA! – Meu ataque de cócegas a fazia rir incontrolavelmente enquanto pedia para que eu  parasse, mas eu não conseguia, tudo que desejava naquele momento era poder ouvir aquela risada para sempre. – PARA, POR FAVOR! – Ela dizia em meio as tortuosas risadas. Fui parando aos poucos até que me deitei novamente no gramado em que estávamos, ainda a olhando enquanto recuperava seu fôlego.

  Sua respiração ia entrando em sintonia novamente com a minha e a forma como ela me olhava... Parecia querer guardar na memória cada detalhe do meu rosto. Eu conseguia perfeitamente sentir os seus sentimentos, ela os transmitia em cada gesto, cada toque, cada palavra, cada olhar... Eu seria uma idiota se não visse ou duvidasse disso.

  Quando eu olhava em seus olhos é como se conseguisse ver toda uma constelação ali, como se as estrelas do céu refletissem perfeitamente naquelas íris castanhas, mesmo que nesse momento o céu estivesse completamente azul e o sol brilhasse lá no alto.

  Camila sempre foi uma garota diferente, todos que a conhecessem podiam perceber isso. Talvez pela criação mais firme de seus pais, por vezes ela agia como uma mulher adulta.

  Desde que começamos a namorar é como se eu tivesse conhecido a melhor versão de mim, tudo que eu aprendi até aquele momento e tudo que eu sou foram em parte resultados da sua influência e força sobre mim. Foram graças à sua presença poderosa e ao mesmo tempo delicada; bondosa, mas nada boba; carinhosa, ao mesmo tempo que super sexy; resistente, mas sempre empática... Eram tantos adjetivos positivos que me ocorriam quando eu olhava dentro daqueles olhos que eles poderiam zerar o dicionário todo.

  Às vezes eu sentia que ela havia sido criada para mim, como se o destino a tivesse colocado na minha vida por saber que esse seria o encaixe perfeito, mas eu sabia que aquele era um pensamento egoísta demais.

  A verdade é que eu que existo para ela. 

  Eu sei que isso vindo de uma adolescente não parece significar muita coisa, mas para mim significa tudo e ninguém é capaz de me fazer pensar diferente.

  De repente ela tirou os seus olhos de mim e os voltou para o céu, sua expressão começando a se tornar distante e com o cenho franzido.

  - O que foi? – Eu daria tudo para saber o que se passava dentro daquela cabecinha.

  Fiquei alguns segundos aguardando sua resposta, até que ela olhou novamente para mim e disse, em um tom de voz baixo:

  - Eu sei que não tem como nenhuma de nós garantir isso, mas...

  - Eu prometo.

   - O que? Promete o que? – Seu olhar se tornou confuso.

   - Prometo que nunca vou te deixar. – Respondi rapidamente. Eu não tinha dúvidas em relação aquilo, eu tinha tanta certeza disso quanto tinha do fato de que precisava respirar para
sobreviver.

   - Você sabe que não pode prometer isso, ninguém pode. – Percebendo a preocupação e tristeza que tomava conta de seu rosto, eu me ajeitei, virando de lado para ela enquanto continuávamos deitadas no vasto quintal de sua casa e esperávamos as empadas da Dona Sinu ficarem prontas.

Plata o Plomo (Camren)Onde histórias criam vida. Descubra agora