Culpables

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• Esse cap inclui duas músicas, a primeira como sonoplastia e a segunda que leva o nome do próprio capítulo, segue abaixo:

Música 1 do Capítulo: Forever - Labrinth/ Disponível no Youtube e Spotify.

Música 2 do Capítulo: Culpables - Karol G, Anuel Aa / Disponível no Youtube e Spotify.

POV LAUREN

- Agora ele já está tirando uma com a nossa cara!

Sebastian reclamou em um grito, tirando a touca que usava e jogando-a com força na cama, enquanto eu fechava a porta do quarto de hotel.

Ainda o mesmo deprimente quarto de hotel.

- Não tem mais como ele dizer que é uma coincidência, que a situação está sob controle... É mais do que óbvio que essa operação ou foi feita para fuder com a gente, ou é algo ridiculamente grande para a polícia estar na nossa cola desse jeito pela segunda vez.

- Sério, quando tudo isso acabar eu vou colocar um tiro na cabeça dele. - Foi tudo que meu amigo disse antes de entrar no banheiro.

Enquanto eu ouvia a torneira sendo aberta, uma nova luz se iluminou no fundo do meu subconsciente, trazendo uma informação que eu havia deixado de lado e agora, com os últimos acontecimentos, voltou a se fazer relevante.

- Sebás... - O chamei, ainda organizando as ideias e lembrando exatamente a informação que eu tinha.

- Hum... - Foi tudo o que ele disse ao voltar para o quarto, olhando distraidamente as mãos que secava com a toalha de rosto do meu quarto.

- No dia em que os italianos te baterem, Camila me disse uma coisa...

Ele ergueu os olhos e um sorriso malicioso nasceu em seu rosto.

- Como assim vocês tiveram um momento especial do qual não estou sabendo? Desembucha! - Ele deu dois passos, se aproximando.

- O que? Não! Você é um fanfiqueiro! - Respondi.

- Ei, não...

- Sebás, presta atenção! - Me apressei em falar o interrompendo, antes que me distraísse com esse certo tema. - A Camila me contou em qual área do FBI ela trabalha.

- Oh, certo... E?

- Narcotráfico.

- Não...

- Camila é uma agente de campo e investigadora do FBI junto à Administração de Fiscalização de Drogas. - Enquanto eu falava, meu amigo se sentava na cama, consumindo as informações que eu lançava. Em contraponto, eu comecei a andar de um lado para o outro no pequeno quarto, sentindo o nervosismo voltar agora que eu havia, de fato, parado para pensar sobre o que ela tinha me dito. - Sebás, me diz: quais você acha que são as chances?

- Ah, Lauren... - Seu olhar não tinha mais nenhum rastro de estar achando algo engraçado e a expressão séria de meu amigo foi o estopim para eu surtar. - Você sabe... coisas assim... nunca são uma coincidência.

Ergui as mãos para o alto, sentindo essas palavras serem o empurrãozinho que faltava.

- Merda! MERDA! Eu não consigo acreditar! - Gritei sentindo a fúria me invadir, eu queria quebrar tudo à minha volta. E foi isso que eu fiz. Puxei a TV que estava na mobília e a joguei com força no chão, gritando com mais força ainda enquanto ouvíamos o barulho das peças se quebrando, que com certeza foi ouvido pelos vizinhos. - QUE MERDA!

- Lauren, esse seu show não vai adiantar de nada!

- Foda-se, Sebastian! - Virei, irritada, para meu amigo. Ele havia se levantado e me olhava com desaprovação. - A CAMILA ESTÁ NA NOSSA COLA! A PORRA DA CAMILA!

Plata o Plomo (Camren)Onde histórias criam vida. Descubra agora