She Thinks Of Me

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Voltei! Com um cap quentinho, quentinho mesmoo... :)

Música do Capítulo: She Thinks Of Me - Landon Tewers / Disponível no Youtube e Spotify.


***

POV LAUREN

- Se quiser ir embora descansar eu peço para o Hiroshi vir, tenho certeza que ele não negaria esse favor. - Normani disse do lado interna do galpão, enquanto eu bocejava pelo que parecia ser a centésima vez.

- Desculpa, Mani, tenho conseguido dormir menos que o normal. - Desci o último banquinho que estava em cima do balcão, depois de termos lavado o chão. O dia estava quente e as horas de limpeza no bar haviam me cansado ainda mais, principalmente depois de Sebás ter me obrigado a fazer pela manhã a sua infernal rotina de exercícios. Mesmo após ter tomado um banho estupidamente gelado, L.A. parecia mais quente que Medellín, de forma que larguei a jaqueta de couro já ao entrar aqui e minha arma estava devidamente escondida no fundo da gaveta da estante atrás do bar.

- Mas não vou embora. Hoje o turno é meu e sei que domingo pode ser puxado.

- Você que sabe... Final de semana que vem temos o reencontro da turma. Está pronta para rever o pessoal do colégio?

- Não muito. - Respondi, sem ânimo. - Só vou porque vocês vão e talvez eu ainda mude de ideia no último momento.

- Tem algo te incomodando? - Perguntou, quase que de imediato. A encarei, sem entender. - Digo, por não estar conseguindo dormir e, sei lá, estar desanimada assim...

- Ah, Mani... - Sorri de lado, mas sem achar graça alguma. - Eu não saberia nem por onde começar essa lista. - Ri desgostosa, jogando o pano que usava em cima do balcão e me apoiando ali.

- Tudo bem, então como sou uma boa amiga, além de oferecer meu ombro amigo... - Pegou uma garrafa de whisky da parte interna do balcão. - Vou te servir algumas doses antes de começar o seu expediente. Por conta da casa. - Deu uma piscadela e puxou um copo, começando a enchê-lo.

Me sentei em um dos banquinhos e o peguei.

- Já te disse hoje que você é uma amiga maravilhosa? - O whisky desceu como água pela minha garganta, trazendo uma momentânea sensação de alívio.

Dinah não deve ter mesmo contado absolutamente nada para Normani sobre a nossa longa conversa no Hotel, porque se tivesse, Mani com certeza não continuaria me oferecendo álcool. Já Dinah puxava minha orelha toda vez que me via segurando um copo, e eu sabia que isso se devia ao seu novo medo de o álcool ser um impulso em me fazer cheirar uma carreira.

Mas ela não precisava se preocupar muito com isso. Agora que eu tinha Sebás e ela na minha cola, se render aos vícios tinha se tornado mais difícil, o que era ótimo. Não é como se eu gostasse dessa situação e nos últimos tempos me manter sóbria havia se tornado uma coisa do meu interesse.

Depois que Dinah me flagrou em uma situação caótica e deprimente, foi como um gatilho para que eu percebesse que não podia continuar assim. Como se finalmente visse com clareza o problema nessas minhas atitudes. Como se finalmente enxergasse as consequências. Eu podia estar seguindo por um caminho sem volta e precisava agir enquanto ainda tinha controle sobre mim mesma. Eu não podia continuar assim se quisesse estar presente na vida das meninas. Não podia continuar assim se quisesse ter alguma chance com Camila.

Ah, Camila...

Se antes eu me sentia afundando em uma rede de ilusões e expectativas, repleta de desejo pela mulher mais sexy que já vi, depois que eu a beijei, então...

Plata o Plomo (Camren)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora