Love In The Dark

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Lembrando que cada capítulo é inspirado em uma música, que pode ser: sentimento dos personagens, coisas não ditas e dicas sobre a história.Este capítulo está bem grande, porque é aqui que nós encerramos a Fase 1, onde conhecemos os personagens, ficamos por dentro de tudo que está acontecendo, etc. A partir de agora, na Fase 2, as coisas vão ficar um pouquinho mais malucas, em todos os sentidos que podem imaginar, hehehe.Lembrem de comentar para eu saber o que estão achando, beijo e um abraço em todos vocês! Sem mais enrolação, bora lá. Música do Capítulo: Love In The Dark - Adele / Disponível no Youtube e Spotify.


POV LAUREN

- Finalmente! – Respondi após meu amigo contar que o quarto ao lado ficaria vago e não precisaríamos mais dividir o local. - Zerei a minha cota! A última coisa que quero é voltar a dormir no mesmo cômodo que você, parece que tem uma britadeira conectada ao seu nariz.

- Eu sei que vai sentir minha falta. – Sebás se aproximou tentando me dar um abraço enquanto eu me mantinha encostada na cabeceira da cama.

- Sai daqui! – O empurrei com os pés e ele levantou as mãos em rendição.

- Opa, eu que não vou apelar depois do que fez com o italiano. Quando vi o jeito que ele ficou não consegui controlar a risada! – Sebastian comentou se lembrando de nossa segunda recuperação, onde os italianos estavam novamente nos esperando para receber a entrega.

Soltei uma risada lembrando da cena. Realmente, a forma como seu rosto ficou deixou claro que minhas frustrações foram descontadas.

Pelo menos naquele momento.

E claramente ele ainda estava bem irritado, já que sua recepção para conosco foi nada menos do que extremamente mal educada. Mas eu o entendia, não dá para estender um tapete vermelho ao encarar a pessoa que te deu a maior porrada, não é?

Então eu simpatizava com seu rancor e, no fundo, até torcia para que tentasse se vingar, eu bem que adoraria extravasar de novo.

- Pelo menos o assalto deu certo dessa vez, nenhum empecilho ou problema para lidar. – Comentei enquanto voltava minha atenção para o livro que estava lendo: um romance qualquer que alguém deixou na recepção do hotel e eu decidi pegar "emprestado".

- Tem razão, apesar de ter sido meio estranho...

Olhei confusa para ele que enfiava suas peças de roupa na mochila. Antes de voltar a ler as linhas do livro e revezar meu olhar entre ele e o tedioso livro, o questionei:

- Como assim?

- Só não faz muito sentido. É bem óbvio que era a polícia nos seguindo e se sabiam que estávamos ali na primeira vez, é porque alguém contou. Não é estranho que também não apareceram nessa segunda recuperação?

- Mas... – Tentei colocar em ordem os meus pensamentos que começaram a se confundir após o que ele disse. – Às vezes foi uma falha na investigação, talvez não receberam a informação ou receberam a informação errada. – Comentei mal acreditando nas minhas palavras. Agora ele havia colocado uma pulga atrás da minha orelha.

- Sabemos que as coisas não costumam ser simples assim.

- Estava pensando nisso e não me disse antes? Por que? – Ele colocou a mochila em suas costas e pareceu pensar um pouco antes de responder. Sebastian se sentou na cama em minha frente e encarou a única janela presente no quarto. A luz daquela tarde ensolarada se infiltrava entre as fibras da cortina, fazendo sua barba ruiva praticamente brilhar.

Plata o Plomo (Camren)Onde histórias criam vida. Descubra agora