𝟎𝟎𝟗 - 𝑶 𝒔𝒕𝒂𝒍𝒌𝒆𝒓 (+𝟭𝟴)

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Nota inicial: Olá! Gostaria de avisar aos que não estiverem interessados no hot que colocarei um "alerta hot".
Portanto, não pulem o capítulo todo pois haverá informações muito importantes!

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Segunda-feira, são 7 horas e 30 minutos.

Estou escrevendo em minha máquina de datilografia, o Mãozinha está em cima da cama folheando uma revista de itens de beleza, a chuva cai em todos os sentidos e só é possível ouvir o barulho dos pingos batendo na janela.

Sinto o silêncio de qualquer diálogo pesar quando penso no motivo pela qual ele existe. Enid ficou brava por minha reação quando me questionou sobre o Tyler, mas eu não podia evitar dizer o que disse, e também, não posso evitar a aproximação entre nós, dado ao fato que agora sou a mestra do mesmo.

Eu também ainda não tive coragem para ler o caderno de Tyler, não imaginava as descobertas que faria, e também, não conseguia focar em nada naquele momento, por mais que não me importasse com o que os outros pensassem, sabia que havia chateado muitas pessoas que são realmente importantes de uma só vez.
Meu estresse de bolso também não dava sinais de existência, o silêncio pesava tanto que não conseguia me concentrar em meu romance. 

De repente, o estresse de bolso vibrou, e eu imaginei que seria Xavier ou Enid, mas, na verdade se tratava do stalker. Na mensagem dizia "Cuidado por onde anda!", e o mesmo me mandou duas fotos, uma do beijo entre mim e Tyler, e a outra no exato momento em que eu e Xavier chegamos na festa da piscina de mãos dadas.
O ângulo da foto apresentava ser de alguém que estaria dentro do local, o que só poderia significar que o stalker era um Beladona. "Bingo", penso solidamente solitária.

Levanto-me, fecho a máquina de datilografia e me organizo para assistir a aula. O Mãozinha entra em minha mochila e eu pego a mesma, saindo de meu quarto e logo me dirigindo até a sala de aula.

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A primeira atividade do dia seria a esgrima, não haveriam muitas aulas, pois se tratava de uma semana de interação, então haveriam palestras e seminários pelo campus.
Ao chegar no âmbito, noto que todos me encaram e sinto como se eu fosse uma completa estranha novamente.

Caminho pelo local e paro próximo a Bianca. Faço-a uma pergunta sarcástica.

— Estou vestida como palhaça para estarem todos a me olhar? — seguro a máscara para esgrima.

— Você voltou aos trends em fofoca. — diz, segurando sua máscara também. — Na verdade, creio eu que você nunca saiu.

— Odeio isso. — digo, aborrecida. — Preferia ser uma freak em uma escola de padrões.

— Eu só tento entender como pode não se importar em estar no centro das atenções, especialmente quando todos estão te chamando de Estocolmo. — diz, e eu logo solto um pequeno sorriso maléfico. — Você anda sorrindo demais ultimamente, tá me assustando.

— Pelo menos o sentimento é mútuo. — digo e iniciamos uma rodada de esgrima. - Você tem sido muito legal comigo. — falo um pouco alto, devido ao nosso desafio.

— Você é uma boa pessoa, e, também muito útil para se ter por perto. — disse e sorriu.

Apesar de estar desconfiando de tudo e todos, a Bianca era uma de minhas principais suspeitas no caso do stalker. Havia a proximidade e preocupação repentinas, sua obsessão em cuidar do ex-namorado, o fato de querer ser a melhor em tudo. Apesar de preferir nossa união do que a nossa inimizade, eu também gostava de pensar na mesma como minha stalker.
A derrotei na esgrima, e a aula se encerrou. Não vi o Xavier no local, e a Enid sequer olhou para mim.

Saindo da aula eu precisava me encontrar com o Eugene após o encerramento de um seminário que ele participaria, para fazermos nossas atividades no clube. Eugene só retornou a Nevermore ontem a noite, e eu não pude cumprimentá-lo, pois estava ocupada pensando no que eu encontraria no caderno de Tyler.

Vejo-o se aproximando e quase não o reconheço. Não foi apenas a Enid que "aumentou" nessas férias, Eugene parecia mais alto também, não usava o aparelho, seu cabelo parecia mais curto e ele parecia um pouco mais maduro também.

— Eugene, como foram as férias? — perguntei-o, pegando meu uniforme para irmos ao clube dos zunzuns.

— Foram bem. E as suas? — respondeu e percebi que sua voz estava um pouco mais grossa também.

— Foram aterrorizantes. — falei, enquanto caminhávamos até o clube dos zunzuns.

— Então foram boas. — sorriu, e eu pude sentir meu corpo e mente relaxarem.

Estar com o Eugene era uma boa sensação, ele me trazia a sensação de casa por me lembrar o meu irmão.
Eu sabia que precisaria resolver logo as coisas, mas estava perdendo tempo ao invés de tentar solucionar todos os quebra-cabeças. Felizmente o clube dos zunzuns mesmo sendo uma atividade obrigatória, me proporcionava uma sensação de relaxamento, já que eu gostava da adrenalina em quase ser picada.

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O tempo passou voando, já estava novamente em meu quarto durante a tarde.

𝙥𝙧𝙚𝙨𝙖𝙜𝙞𝙤 𝙙𝙞 𝙢𝙚𝙧𝙘𝙤𝙡𝙚𝙙𝙞́ - Tyler x Wandinha x XavierOnde histórias criam vida. Descubra agora