O efeito da medicação estava me deixando cada vez mais sonolenta. Talvez não fosse apenas a medicação, mas também o cansaço acumulado de tudo o que havia acontecido anteriormente. Lembro-me de ter cochilado por alguns minutos depois de uma breve conversa com Tae-Moo. De fato, eu estava drogada.
Minha visão estava turva novamente, e isso me assustava. Estar em um ambiente desconhecido, que não fosse minha casa, era uma sensação aterrorizante. Além disso, sentia um frio intenso debaixo do cobertor. As roupas de hospital eram tão finas que quase pareciam transparentes. Senti um pequeno tremor nas pernas e nos braços, mesmo estando coberta até o pescoço. Encolhi as pernas de forma inquieta e tentei me virar para o lado oposto ao machucado, ficando de costas para a porta e de frente para Tae-Moo.
— Vou pedir para que tragam mais alguns cobertores para você, está bem? — Tae-Moo levantou-se da cadeira ao meu lado e acariciou o topo da minha cabeça. Apenas assenti, fechando os olhos novamente. Pouco depois, ouvi a porta se abrir antes mesmo que ele terminasse de contornar a cama.
— Senhor Tae-Moo? — Era Young-Seo. Eu estava impossibilitada de falar ou mesmo me expressar. Não me movi um centímetro para confirmar se era realmente ela.
— Senhorita Young-Seo, acredito que veio ficar com a senhorita Alice — disse Tae-Moo, com uma cortesia impressionante, mesmo sabendo que ela poderia ser cúmplice do crime.
— Sim, fui correndo para casa buscar algumas roupas para Alice. Mas o que o senhor faz aqui? — perguntou Young-Seo, sua voz um tanto hesitante.
— Irei ficar com ela hoje à noite. Gostaria que me desse a autorização, afinal, me sinto responsável por vocês aqui em Seul — respondeu ele, com firmeza.Continuei de olhos fechados, lutando contra o sono que insistia em me dominar.
— Ah... — Young-Seo pareceu confusa. — Não precisa se incomodar conosco. E acredito que ela não ficará tão à vontade sabendo que eu a deixei sozinha.
— Tenho certeza de que não. Alice não seria tão ingênua para pensar dessa forma — rebateu Tae-Moo, com um tom de voz que não deixava espaço para argumentos.
— Verdade. Mas, realmente, não queremos incomodar — insistiu ela, sua voz carregada de uma insistência que começava a me irritar.
— Não é um incômodo, como já disse. Eu me importo com vocês e quero fazer isso para me redimir — respondeu ele, com calma, mas firmeza.
Ouvi alguns passos e o som de sacolas sendo movidas.
— Estas são as roupas? — perguntou Tae-Moo.
— Sim, são as roupas e algumas coisas que ela talvez precise — respondeu Young-Seo, sua voz agora carregada de tristeza, talvez desapontada por não ter conseguido o que queria. — Mas, Tae-Moo, a senhorita Seo... — Ela fez uma pequena pausa, que me incomodou profundamente.
— Não ficará chateada?
— Senhorita Seo? — Ouvi um pequeno riso de Tae-Moo, que logo se transformou em algo mais sombrio. — Por favor, não sei qual mentira ela contou desta vez, mas nosso relacionamento não passa de profissionalismo.
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
