— O quê? — falei, um pouco atordoada. Tae-Moo desencostou-se da porta e caminhou até o meu lado. Meu corpo congelou, e senti um arrepio percorrer minha espinha. O que eu deveria fazer? Encarei Seo Hye, que me parecia desconfortável com a situação. Ela cruzou os braços com firmeza, mantendo o olhar afiado fixo em Tae-Moo, como se pudesse queimá-lo apenas com a intensidade de sua raiva.
— Mudaram as regras sobre a proibição de relações íntimas no ambiente de trabalho? — questionou, sua voz carregada de veneno.
— Não precisa ditar regras que eu mesmo criei. — Tae-Moo a encarou com um olhar desafiador e sorriu de canto antes de voltar-se para mim. — Você praticamente fugiu hoje de manhã. Nem te vi acordar.
Ele estava atuando ou falando sério? Meu coração disparou, e minha garganta secou.
— Eu estava com um pouco de pressa — falei, desconfortável, abaixando a cabeça. Minhas mãos suavam. Eu não tinha coragem de mencionar o que realmente acontecera na noite anterior.
— Imagino... Tanto que esqueceu de uma coisinha. — Ele puxou algo do bolso e, para meu horror, lá estava minha calcinha. O silêncio na sala tornou-se insuportável. O ar pareceu ficar pesado, e eu senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Meu rosto queimou de vergonha.
No que ele estava pensando ao fazer isso? Se o objetivo era irritar Seo, estava conseguindo. O maxilar dela estava travado, e seus punhos tão cerrados que suas unhas longas pareciam prontas para perfurar a pele.
Rapidamente tentei pegar a calcinha, mas ele puxou de volta, com um brilho travesso nos olhos.
— Eu...
— Não, não, não — ele riu, seu tom cheio de provocação. — Essa vai ficar comigo, até você aprender a se despedir de verdade.
Suspirei, indignada, mas antes que pudesse responder, ele me interrompeu, caminhando até a saída.
— Te pego no almoço. — A porta se fechou atrás dele, deixando um silêncio mortal entre mim e Seo.
Respirei fundo e tentei entrar na brincadeira, demonstrando que realmente tudo aquilo era real.
— Eu até iria pedir desculpas por essa situação, mas lembrei que você o conhece melhor do que eu. — Sorri de forma sínica, saboreando o prazer de vê-la ainda mais irritada.
Seo passou por mim, esbarrando no meu ombro com força antes de sair, batendo a porta com um estrondo que ecoou pelos corredores. Fiquei ali por um momento, respirando fundo, tentando entender o que ele queria ganhar com aquilo. Bufei e saí da sala, marchando até o escritório dele.
Abri a porta sem bater. Tae-Moo estava prestes a sentar-se, mas assim que me viu, hesitou. Seu sorriso malicioso desapareceu, substituído por um olhar de seriedade. Ele havia retomado sua postura de adulto responsável. Então, realmente tudo aquilo foi encenação?
— O que foi aquilo? — Quase gritei, e ele fez uma careta ao perceber que minha voz o incomodava.
— Falei alguma mentira? — cruzou os braços, recostando-se na mesa com tranquilidade.
— Você não pode expor o que aconteceu ontem dessa maneira! — Meu rosto queimava novamente, e minha voz vacilou ao final da frase.
— Ah, é? E o que aconteceu ontem à noite? — Um silêncio sufocante se instalou. Eu buscava uma resposta, mas nada parecia adequado. Ele começou a caminhar lentamente em minha direção, seus olhos me prendendo como um predador que se diverte com sua presa. — Por que simplesmente não admite que foi bom?
Mais um passo. Meu corpo reagiu antes da minha mente. Meu coração batia forte, e eu podia sentir seu calor mesmo sem ele me tocar.
— Não devemos falar sobre isso aqui — murmurei, desviando o olhar.
— Não devemos ou você não quer? — Mais um passo. Agora seu rosto estava próximo ao meu. Ele levou os lábios ao meu ouvido, sua voz saindo como um sussurro perigoso. — Ou talvez seja gostoso demais pensar nisso aqui, sabendo que não posso tocar em você?
Minha pele arrepiou. Fechei os olhos, sentindo minhas pernas fraquejarem. Um misto de ansiedade e desejo me dominou. Toquei seu peito com ambas as mãos e o empurrei, mas ele segurou meus pulsos. Os papéis sobre sua mesa deslizaram, caindo ao chão como uma nevasca repentina.
Rapidamente me abaixei para pegá-los, ajoelhando-me diante dele. Peguei o último papel próximo aos seus sapatos bem lustrados. Minha respiração estava acelerada. Endireitei-me com a ajuda de sua mão firme, apertando os documentos contra o peito.
Ele me olhou intensamente, como se pudesse decifrar meus pensamentos mais secretos. O silêncio entre nós falava mais do que qualquer palavra.
— Espero que Seo não se meta no projeto — murmurei, tentando recuperar o controle da situação.
Ele riu baixo.
— Pode ficar tranquila. Ela está ocupada demais tentando não afundar na própria lama.
— E o que vai acontecer com ela?
— Ela é adulta. — Ele suspirou. — Você deveria se preocupar em não se atrasar para o almoço de hoje.
— O quê? Eu pensei...
— Estava falando sério. Mas não seremos apenas nós dois. — Ele fingiu decepção. — Alguns investidores estão interessados no seu projeto.
— Entendido. Me passe o endereço para que eu possa organizar minha agenda.
— Hoje vamos juntos.
— Espero que cumpra com sua promessa — murmurei, indo em direção à saída.
— Ah, e antes que eu esqueça... Seo irá se mudar para o mesmo andar que nós. Tenha paciência.
— Eu consigo lidar com crianças. — Sorri de canto e saí rumo ao laboratório.
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
