Acordei com luzes fluorescentes brilhando em meus olhos. Havia várias pessoas ao meu redor, murmurando meu nome. Meu corpo estava tenso, e percebi que não conseguia mexer um músculo sequer. Apertei as pálpebras com força, respirei fundo e virei a cabeça para o lado, tentando fazer com que as vozes desaparecessem. Mais uma vez, alguém chamou meu nome enquanto minha visão ainda estava embaçada. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto quando a dor voltou com toda a força em meu braço, fazendo-me gemer baixinho. Meu rosto estava dolorido, e minha boca tinha um gosto metálico de sangue. A sede era insuportável; minha garganta ardia, seca como se tivesse engolido areia. Deslizei uma das mãos lentamente até meu estômago e resmunguei de dor ao lembrar do chute que havia levado alguns minutos antes.
Então, ele não havia sido pego? Será que me deixou viva por misericórdia ou como um aviso? Esses pensamentos invadiam minha mente, causando uma dor quase tão intensa quanto a física. Virei o rosto para o lado e avistei uma parede branca salpicada de sangue. Percebi, então, que o sangue era meu. Havia cacos de vidro espalhados pelo chão. Eu estava em casa. Fui encontrada pelos seguranças do hotel. Meu roupão estava manchado de sangue, e minhas mãos ardiam como se facas afiadas as tivessem perfurado. Tentei me levantar, mas alguém me pediu para ficar deitada. Era uma mulher de meia-idade, provavelmente a camareira, que parecia nervosa. Ela estava ajoelhada ao meu lado, acariciando o topo da minha cabeça enquanto olhava ao redor, como se não conseguisse acreditar que aquilo realmente havia acontecido.O segurança, que antes estava ao lado dela, pegou um pequeno cobertor que sempre deixava sob o sofá e o colocou sobre minhas pernas. Eu estava nua por baixo do roupão, cortada, machucada e humilhada como mulher. Mas o que mais me intrigava era o motivo por trás de tudo aquilo.
— Como ela está? — perguntou um paramédico ao entrar, acompanhado por duas pessoas carregando uma maca.
— Conseguimos acordá-la há alguns minutos, mas me parece que ela ainda está inconsciente — respondeu a camareira, afastando-se para dar espaço ao paramédico.
Ele aproximou uma pequena lanterna dos meus olhos. Parecia ter mais ou menos a minha idade. Seus cabelos estavam bem alinhados, e seu rosto era marcante, com um maxilar forte e um nariz afilado. Sua boca carnuda me lembrava a de alguém que eu havia beijado recentemente. Poderia facilmente confundi-lo com um modelo, e não um paramédico.
— Consegue me ouvir? — ele perguntou, movendo a lanterna para o outro olho. — Como você se chama?
— A-Al... — sussurrei, sentindo minha voz rouca e fraca.
— Tudo bem. Consegue apertar minha mão? — Ele segurou minha mão, e eu a apertei levemente, sentindo os cacos de vidro perfurarem ainda mais minha pele. Talvez ele também tenha se machucado. — Ela está consciente. Coloquem o colar cervical. Cuidado com as mãos e os braços; há cacos de vidro por todo lado.
Respirei fundo e fechei os olhos, tentando descansar por um momento antes de ser interrogada.
***
Um som contínuo de bipe ecoava em minha mente antes que eu abrisse os olhos. Permaneci imóvel até que uma voz familiar chamou minha atenção. Era Young-Seo. Talvez o hospital ou a segurança do hotel a tivessem contatado quando eu forneci a informação de que ela era uma das hóspedes do Golden.
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
