Estava sentado na cama assim que Alice pediu-me privacidade para tomar banho. Seu corpo ainda estava machucado e precisava de cuidados para que a cicatrização fosse mais rápida. Mas, além de ser teimosa, ela era mais orgulhosa do que eu pensava. Aproveitei para descarregar as malas no closet. Acendi a luz e comecei a organizar algumas de suas roupas nos cabides. Eu havia pedido ao senhor Cha que providenciasse tudo com cuidado para que não fôssemos alvo novamente. Enquanto desfazia a mala, senti meu celular vibrar no bolso e imaginei que fosse o senhor Cha. Desta vez, porém, era um número desconhecido.
— Sim? — falei, desconfiado, esperando que o remetente se identificasse. Ouvi apenas uma respiração pesada do outro lado da linha. Impaciente, desliguei o telefone e o coloquei de volta no bolso. Ele vibrou novamente, e eu atendi, desta vez com um tom mais áspero. — Alô?
— Kang Tae-Moo. — Aquela voz me soava familiar, até que percebi de quem realmente se tratava.
— Senhor Won. — Falei de forma seca, segurando o telefone com firmeza.
— Está aproveitando as férias? Não imaginei que fosse fugir da briga. — Sua voz me dava nojo, assim como a da Hye-Won.
— Do que está falando? — Fingi estar confuso, tentando tirar a prova do que realmente se tratava.
— Vamos deixar as formalidades de lado. Admito que você superou minhas expectativas. Achei que a senhorita Alice seria mais forte. — Então era ele. A Hye-Won sabia de tudo? Ela havia planejado tudo com o pai?
— O que você quer, seu cretino? — Tentei falar baixo para não ser descoberto por Alice. Eu não queria preocupá-la agora, visto que ela já havia passado por muita coisa sozinha.
— Você sabe muito bem o que eu quero. — Ele suspirou, parecendo entediado. — Eu sempre lhe disse que ainda é muito jovem para cuidar da empresa sozinho. Seu pai não ficaria nada orgulhoso em ver isso. — Apertei os olhos com força e trinquei o maxilar, sentindo minha mão tremer de raiva.
— Você não merece nem sequer mencionar o nome do meu pai. Como se atreve a me desafiar desse jeito? — Eu podia sentir a fúlia em minha voz. Raramente me comportava dessa forma.
— Como está a senhorita Alice? — Ele deu uma risada. — Pelo visto, ela é mais frágil do que eu imaginava.
— Fique longe dela. — Falei pausadamente, sentindo uma forte dor de cabeça.
— Você conseguiu fugir da primeira vez, mas desta vez não tem erro. Faça o que eu mando, ou vai querer pagar para ver?
— Acha mesmo que vai conseguir se safar dessa? — Fechei a mala e comecei a andar de um lado para o outro dentro do closet. — Eu mesmo vou caçar você, seu verme. Farei questão de ser a última pessoa que verá antes de morrer.
— Você é igual ao seu pai. Materialista. — Ele bocejou. — Foi fácil dar um jeito nele. Pena que sua mãe não tinha envolvimento nessa história e pagou o preço junto com ele.
Meu coração quase parou. O que ele estava dizendo? O que queria dizer com "dar um jeito"? Minhas mãos estavam geladas, e meu corpo paralisado. Aquilo havia sido um golpe fatal. Meu subconsciente dizia para manter a calma, mas meu coração havia sido destruído naquele exato momento. Então, de fato, o acidente dos meus pais não foi devido à chuva, mas proposital? Todos esses anos, eu me senti culpado por tê-los pedido que me buscassem às pressas. Porém, eles teriam sofrido aquele acidente da mesma forma?
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Sparks Office
FanficDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
