Capítulo 9

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        Oi, meus amores! Um recadinho antes de postar mais um capítulo. Espero que estejam adorando a história e peço desculpas se o enredo anda um pouco arrastado. Porém, gosto de detalhar absolutamente tudo para que consigam captar bem o ambiente e os sentimentos dos personagens. Também gostaria de pedir um favorzinho: não se esqueçam de comentar os capítulos, pois é de extrema importância que a plataforma Wattpad atribua ao Sparks Office o reconhecimento de uma história interessante e leve para outros leitores e leitoras. Enfim, é isso. Um beijinho e tenham uma ótima leitura! ♥---
          Estávamos há um bom tempo em silêncio dentro do carro, desde que estacionamos na garagem da empresa. Era difícil saber se o sentimento que ali predominava era de raiva, reprovação ou frustração. Era uma atitude da qual eu não me orgulhava, e justamente agora não gostaria de desenterrar toda aquela história novamente. Encostei a cabeça no banco e fechei os olhos, soltando um suspiro profundo.


— Então quer dizer que... — ela começou, mas logo foi interrompida por mim.


— Exatamente, roubei o projeto. Não foi nada ético da minha parte, e reconheço isso. Mas, se eu não o fizesse, seu pai destruiria o que minha família construiu há anos.


— Agora estou confusa. O que o pai da Seo tem a ver com tudo isso? — Alice perguntou de maneira calma, mas era perceptível a curiosidade em sua voz.


— Desde que a empresa foi repassada para minhas mãos, o senhor Won demonstrou uma ambição desmedida nos negócios da família. Infelizmente, ele nunca soube ser um bom administrador. Na época em que nos conhecemos, a Seo havia acabado de assumir parcialmente os negócios do pai e começou a frequentar a empresa mais do que o esperado. — Eu não queria detalhar minha vida pessoal ou o que eu e Seo vivemos naquela época. Era totalmente desnecessário.


— E então vocês se conheceram, isso? Se apaixonaram e toda aquela história romântica e clichê de casais, estou certa? — Ela parecia impaciente, quase como se já tivesse montado um roteiro na cabeça.


— Na verdade, não. Seo foi prometida a mim como futura esposa pelo próprio pai. No início, não concordei, é claro! Era algo absurdo. Até que percebi que a empresa da família dela tinha um certo potencial, e me senti desafiado a mudar o quadro de falência. Seguimos com um relacionamento complicado, baseado em interesses, durante um ano. Até que percebi que, mesmo casando com Seo, o risco de conflitos na minha empresa seria muito maior do que na dela. Agora entende por que tive que passar por cima de certas situações para evitar um possível caos?


— Sim. — Ela suspirou, olhando para as mãos. — Então é por isso que ela quer tirar tudo de você?


— Não vejo outro motivo. Nunca tivemos um relacionamento estável. Ela se sente traída, principalmente depois daquela noite em que nos viu juntos. Ela sabe que, após a parceria, é possível que outras empresas entrem em sociedade, e que ela seria minoria em uma votação de cancelamento de contrato.


— Eu devo ter causado um caos. Me desculpe. — Seus olhos me encararam, e logo ela sorriu fraco, tentando amenizar o clima pesado que se instalara no carro.


— Está tudo bem. A culpa não foi sua. — Dei um sorriso fraco e voltei a olhar para frente.

— Posso te pagar uma cerveja algum dia desses? Será um pedido de desculpas por ter me intrometido na sua vida. — Ela arqueou a sobrancelha, sorrindo, o que me fez rir baixinho.

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