Acordei um pouco assustado com o alarme ao lado. Pela primeira vez, eu não havia acordado tão cedo como de costume — o que não era estranho, já que andava muito cansado ultimamente. Bocejei e logo me sentei na cama, pensando sobre o que o dia reservava para mim. Cocei os olhos e apoiei os cotovelos nos joelhos, enquanto bagunçava meus cabelos e massageava minhas têmporas. O que estava acontecendo? Estava trabalhando demais, ou todos os acontecimentos repentinos haviam me deixado exausto? Bocejei mais uma vez e levantei com preguiça, ponderando se pularia o treino matinal ou não. Talvez sim.
Joguei água diretamente no rosto para despertar mais rápido e, em seguida, optei por escovar os dentes enquanto ligava a banheira. O que faria no café da manhã hoje? Torradas? Frutas? Talvez frutas — seria mais fácil e rápido, evitando perder tempo na cozinha e me atrasar para o trabalho. Entrei na água, um pouco mais quente que o normal, e relaxei o corpo o máximo que pude. Hoje era sexta-feira, e apenas alguns dias haviam se passado desde o ocorrido na firma. As coisas andavam normais, por assim dizer, mas havia ligações inesperadas e mensagens de texto de Seo Hye-won, repletas de ameaças de destruir minha reputação. Como se ela conseguisse fazer tudo isso sozinha.
Não demorei muito para sair do banho e ir direto para o closet. Optei por uma camisa social branca simples e um colete — não estava com ânimo para paletó hoje. Escolhi um sobretudo escuro, que me aqueceria pelo resto do dia, já que ainda estava chovendo, e um par de luvas, pois minhas mãos estavam congelando ultimamente. Ao finalizar meu cabelo de forma simples, peguei a chave do carro e caminhei até a garagem, observando o ponteiro do relógio que marcava exatamente nove horas. Eu realmente estava atrasado. Meu telefone, além de inúmeras mensagens, também tinha ligações perdidas do senhor Cha. Talvez ele estivesse preocupado, pois eu nunca sumia sem dar satisfações. Assim que entrei no carro, resolvi retornar sua ligação.
— Bom dia, senhor Cha — falei, sem muito ânimo.
— Senhor, me desculpe ligar tão cedo, mas não o faria se não fosse algo urgente — ele falou de forma apressada, enquanto eu acelerava o carro na avenida.
— Mas o que é tão urgente? — perguntei, um pouco preocupado.
— A senhorita Alice está utilizando a antiga sala da senhorita Seo Hye-won, ao lado do seu escritório, como seu novo espaço de trabalho.
Sem pensar duas vezes, pisei no freio, levando o carro para o acostamento.
— O que você disse? — falei de forma autoritária.
— Isso mesmo que o senhor ouviu. Além de migrar para o escritório, ela trouxe consigo algumas pessoas da sua equipe de pesquisa e desenvolvimento para inspecionar todo o nosso maquinário.
— Como ela pode fazer isso sem autorização? — exaltei-me, sem conseguir disfarçar a irritação.
— Aparentemente, está no contrato que o senhor mesmo assinou — ele respondeu, com um tom de insatisfação. Automaticamente, dei um soco no volante, dominado pela raiva.
— Chego em cinco minutos — falei, desligando o celular e acelerando o carro o mais rápido que pude.
***
Abri a porta da sala ao lado sem bater. Podia sentir meu corpo tremendo de raiva. Jamais admitiria que alguém passasse por cima das minhas ordens na minha própria corporação. Quem ela pensava que era para se instalar dessa maneira, sem me consultar? A sala estava vazia, mas não parecia com o espaço que eu frequentava nos tempos de namoro com Seo Hye-won. Na época, seu pai pediu que ela migrasse para nossa corporação para representá-lo, a fim de agilizar a comunicação entre ambos os lados. De início, eu não aceitei, mas tive que admitir que funcionou até certo ponto.
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
