— Alice? — falei enquanto adentrava na casa e percebi que tudo estava bastante escuro. Havia apenas um segurança em frente à casa, o que era bastante incomum. — Alice?
Aquilo tudo estava começando a me preocupar. Tudo ao meu redor, ultimamente, estava se tornando suspeito demais. Nos últimos dias, Alice tinha me recebido assim que eu punha os pés na sala. Aquilo era o mínimo para me tranquilizar e saber que tudo estava bem. Continuei a andar devagar em direção ao closet em busca da arma. Liguei apenas a lanterna do celular para não chamar atenção e conferi se a mesma estava carregada. Olhei para os lados de forma atenta e continuei a inspecionar a casa. O primeiro cômodo havia sido o banheiro, e tudo parecia normal. Aumentei um pouco a velocidade e subi as escadas com cuidado, apontando a arma para frente, esperando apenas o alvo aparecer.
Assim que adentrei no quarto, percebi que a cama estava desarrumada. Então, ela estava aqui antes. Mas o próximo passo que dei para frente fez com que eu pisasse em algo pontudo, o que me fez encolher rapidamente de dor. Liguei a lanterna e apontei para meu pé, que ainda estava com a meia, e pude ver o sangue se espalhando. Arranquei o pequeno pedaço de vidro, mirando a luz à minha frente, e vi que um copo havia quebrado. Alice. Ela não parava de sair da minha cabeça. O que será que havia acontecido? Com cuidado, desci as escadas e fui em direção ao quintal da casa, na área da piscina.
Enquanto caminhava, procurei a caixa geral de luzes e a acendi, mas apenas um silêncio pairava no local. Continuei mirando a arma na direção na qual meu olhar pudesse capturar o criminoso. Logo, a água da piscina mexeu um pouco, o que era incomum. Aproximei-me devagar, apontando a arma para a água, e rapidamente meu coração parou. Os cabelos ruivos de Alice boiavam em direção à superfície, e seu corpo parecia preso no fundo da piscina. Arregalei os olhos, sem acreditar naquilo.
Corri em direção à piscina, mergulhando o mais fundo que pude. As luzes da piscina ajudaram a identificar como ela estava presa. Seus braços e pernas continham lacres, e uma de suas pernas estava presa a uma corda amarrada a uma bomba d'água que deveria pesar mais de 10 quilos — o suficiente para puxar seu corpo para baixo.
Busquei algo cortante no bolso, mas só encontrei a chave do carro. Segurei seus pés e comecei a serrar os lacres com rapidez. Encarei Alice desacordada, com os olhos fechados, e lembrei que ela precisava de oxigênio. Aproximei-me do seu rosto, tocando seus lábios de forma desesperada, enquanto compartilhava o restante do ar que restava em meus pulmões. Fiz isso e voltei a serrar o lacre, liberando seus pés, mas mantendo suas mãos amarradas. Segurei seu corpo contra o meu e, com um impulso, empurrei nossos corpos para a superfície. Seu rosto estava um pouco pálido, o que me deixou ainda mais desesperado. Nadei com ela até a parte rasa, saí da piscina e puxei seu corpo com cuidado pela borda, iniciando uma massagem cardíaca.
— Alice! — falei, segurando as lágrimas, enquanto dava leves batidas em seu rosto e fazia respiração boca a boca, intercalando com a massagem cardíaca. — Alice, acorda. Alice. — Falei baixo, dizendo para mim mesmo mentalmente que tudo iria acabar bem. — Alguém! Chamem a ambulância! — gritei desesperado, voltando a fazer a respiração boca a boca e contando mentalmente os impulsos contra seu peito.
Alice vestia uma camisola de seda branca, o que deixava seu corpo um pouco à mostra sob a fina camada de tecido. Seus cabelos estavam espalhados ao seu redor, com algumas mechas cobrindo parte de seu rosto. Sua pele estava mais pálida do que o normal, e seu ombro estava sem o curativo, o que havia feito com que alguns pontos se abrissem.
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Sparks Office
Fiksyen PeminatDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
