Abri os olhos devagar assim que senti uma luz fraca atingir minha pele e, ao mesmo tempo, distribuir calor por todo o meu corpo. A cortina estava sendo aberta lentamente, e eu apertei um pouco os olhos para enxergar melhor. Tae-Moo vestia uma camisa branca de mangas curtas e uma calça de moletom cinza. Seus cabelos estavam um pouco bagunçados, como se ele tivesse acabado de acordar. Ele estava de costas para mim quando percebi onde eu poderia estar. Um pequeno oxímetro em meu dedo indicador, conectado a uma máquina ao lado, monitorava meus batimentos cardíacos. Uma máscara de oxigênio cobria meu rosto, distribuindo um ar que eu agora buscava com mais intensidade, especialmente quando uma pontada de ansiedade tomou conta de mim ao lembrar de tudo que havia acontecido.
Virei o rosto devagar em direção a Tae-Moo para observá-lo melhor. Alguns de seus pertences estavam espalhados pelo quarto, o que me fez pensar que ele estava ali há bastante tempo. Ou talvez nós estivéssemos ali juntos há um bom tempo. Ele bocejou baixinho e caminhou devagar em direção a uma porta que provavelmente levava ao banheiro. Olhei para minhas mãos, que agora exibiam uma cicatriz, e para meus braços, confirmando que eu estava ali há um bom tempo. Minhas unhas já não estavam mais pintadas como antes, e meus cabelos pareciam ressecados e sem vida. Sentei-me com cuidado e retirei a máscara de oxigênio e o oxímetro. Coloquei meus pés no chão e fui atingida por uma leve tontura. Apoiei-me no suporte de soro, arrastando-o até a janela, e fechei os olhos, sentindo o sol aquecer minha pele. Devia ser por volta das seis da manhã, ou até mais cedo. Respirei fundo, ouvindo o longo bip do oxímetro se desfazer, ecoando pela sala.
— Alice! Alice! — Pude ouvir a voz de Tae-Moo, desesperada, assim que ele abriu a porta do banheiro. Continuei de pé, de olhos fechados, absorvendo o máximo que podia da energia solar.Encarei-o sem pressa. Teríamos tempo suficiente para discutir tudo que havia acontecido. Eu apenas queria ficar ali, parada, olhando para ele. Ele parecia chocado, talvez sem acreditar no que estava vendo. Um pouco de barba cobria seu rosto, uma aparência que eu não conhecia. Por que ele havia se descuidado tanto? Quanto tempo eu havia dormido? Caminhei devagar, ainda sentindo um pouco de tontura e enjoo. Tae-Moo continuou parado, imóvel, chocado. Parei a menos de meio metro dele e abri os braços. Ele caminhou lentamente, com os olhos vermelhos, e me abraçou.
— Você acordou — ele sussurrou, com a voz trêmula. — Eu achei que ia te perder.
— Está tudo bem — minha voz saiu rouca. — Eu acordei. Está tudo bem. — Dessa vez, Tae-Moo soluçou, apertando-me ainda mais contra seu corpo.
— Eu te amo — as palavras saíram de sua boca de forma tão espontânea e simples que meu coração se aqueceu como nunca antes.
— Eu também te amo — foi tudo que consegui responder enquanto as lágrimas começavam a escorrer pelo meu rosto.
— Foi tudo culpa minha — Tae-Moo lamentou, em meio ao choro.
— Ei, não foi sua culpa — afastei-me um pouco para encará-lo. Seu rosto estava abatido e cansado. Quanto tempo eu havia dormido? O que estava acontecendo?
— Esses últimos quatro meses foram os piores da minha vida — ele enxugou as lágrimas. — Não houve um minuto sequer em que eu não me culpasse.
— Calma — aproximei-me, enxugando suas lágrimas. — Eu estou aqui com você, não estou? — Segurei suas mãos. — O que aconteceu?
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
