Estava dentro do táxi quando recebi algumas mensagens do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento. Decidi ignorá-las até que uma nova notificação chamou minha atenção: uma mensagem de Young-Seo informando que havia chegado a Seul. Suspirei levemente, sentindo uma onda de desconfiança em relação à Golden. O que Tae-Moo sabia que eu ainda desconhecia?
Arqueei a sobrancelha, pensativa, e decidi parar em uma cafeteria para afastar meus pensamentos de qualquer coisa relacionada a trabalho, Young-Seo e, principalmente, Tae-Moo. Escolhi uma das mesas ao fundo e abri o menu, buscando a primeira bebida que me chamasse a atenção.
— O que será que ele está escondendo? — murmurei para mim mesma, balançando a cabeça e prometendo que não iria me aborrecer com isso.
— Olá, a senhora já fez seu pedido? — ouvi uma voz masculina e, sem pensar muito, fiz minha escolha.
— Um cappuccino, por gentileza. — Agradeci ao atendente, que logo se afastou para preparar o pedido.
Afundei na cadeira, erguendo a cabeça e soltando um suspiro. Aquela dúvida estava me matando. O que, de fato, Young-Seo estava escondendo? E por que, de repente, tanto interesse em vir pessoalmente a Seul? Tudo aquilo parecia estranho. Ela mesma havia demonstrado total desinteresse pelo projeto do medicamento e, agora, se mostrava o oposto. Alguma coisa estava errada.
Apertei os olhos e resmunguei, retirando meu laptop da bolsa rapidamente. Comecei a pesquisar informações essenciais, como transações bancárias recentes da Golden e contratos dos últimos meses. Aparentemente, tudo estava nos conformes. Nada fora do comum.
— Senhorita. — O atendente chamou minha atenção ao colocar o pedido na mesa. — Gostaria de fazer mais algum pedido?
— Não, obrigada. — Agradeci e continuei minha pesquisa, mas fui interrompida pelo toque do telefone. Puxei-o da bolsa e vi o nome de Young-Seo na tela. Suspirei e atendi sem demora.
— Vi sua mensagem.
— Acabei de chegar. Foi uma viagem longa. Onde você está hospedada? Estou meio perdida. — Sua voz era séria, sem muita emoção.
— Vou te enviar o endereço. Não é muito longe da empresa. — Enquanto falava, buscava mentalmente uma desculpa para que ela não decidisse ficar no mesmo local que eu.
— Perfeito. Ficarei no aguardo. Apenas deixarei as malas e terei uma reunião com o senhor Tae-Moo esta tarde. Quero saber o andamento do projeto e notificar nosso financeiro.
— Claro. — Tomei um gole do cappuccino e fechei o laptop apressada, organizando minha bolsa e deixando o valor do pedido sobre a mesa.
— Nos encontramos lá, então? — Ela hesitou, como se não quisesse minha presença.
— Sim, estarei a caminho. — Chamei um táxi apressada.
Adentrei a sala de Tae-Moo de supetão e me deparei com ele e o senhor Cha. Já fazia alguns dias que eu não o via, o que era estranho, considerando que ele era o secretário particular de Tae-Moo. Ambos se assustaram com minha chegada, e o senhor Cha, apressado, recolheu alguns papéis da mesa, claramente tentando esconder algo de mim.
Então, de fato, ele sabia de alguma coisa. Claro que sim. As coisas estavam se tornando mais claras. Caminhei rapidamente, sem desviar o olhar de Tae-Moo, que estava de pé, com as mãos nos bolsos. Ele não parecia surpreso em me ver. Talvez já esperasse minha chegada.
O senhor Cha esboçou um meio sorriso e abaixou a cabeça enquanto terminava de guardar os documentos na maleta.
— Senhor, estarei na sala de reuniões. A senhorita Young-Seo chegará em alguns minutos. — Ele me olhou rapidamente. — Senhorita Alice. — Em seguida, saiu apressado, deixando-nos a sós.
O silêncio se instalou de forma desconfortável. O que eu deveria falar? Seu olhar era carregado de raiva e fúria. Eu podia ver isso. Mas não podia me deixar abalar ou dar a impressão de que aquilo me afetava. Dei um passo à frente, ficando a poucos centímetros do seu rosto, e o encarei nos olhos.
— O que você está escondendo de mim? Por que não fala de uma vez por todas? — perguntei, analisando sua expressão. Tae-Moo permaneceu em silêncio.
— Apenas confie em mim. — Ele falou baixo e tocou meu ombro. — Me deixe cuidar disso.
— Você não pode esconder isso por muito tempo. — O telefone tocou, e sem desviar o olhar, ele atendeu.
— Estou a caminho. — Aproximou-se ainda mais, deixando nossos rostos a milímetros de distância. Eu podia sentir sua respiração contra minha pele. — Me encontre depois do trabalho.
Sem esperar minha resposta, ele se afastou, pegou o paletó que estava sobre a cadeira e o vestiu antes de sair apressado pelo corredor. Suspirei baixo e segui para minha sala, buscando documentos sobre os produtos da Golden que Young-Seo poderia solicitar.
Ao caminhar para a sala de reuniões, deparei-me com o senhor Cha ao telefone, falando de forma suspeita. Escondi-me atrás de um pilar e o ouvi dizer:
— Sim, ela desembarcou há algumas horas. Tire todas as fotos possíveis. Precisamos de provas. Envie a localização e irei encontrá-lo.
Antes que pudesse ser vista, contei alguns segundos e segui para a sala de reuniões. Ao entrar, vi Young-Seo e Tae-Moo rindo juntos. Tudo pareceu passar em câmera lenta. Eu era a única ali sendo deixada para trás.
Foi quando Seo Hye abriu a porta bruscamente e disparou:
— Então, queriam iniciar a reunião sem mim?
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Sparks Office
FanfictionDestinado a fechar uma parceria de valor no mercado farmacêutico, Kang Tae-Moo está convencido de que terá maior chance de lucratividade na produção de medicamentos, ele só não imaginava que Alice a sócia majoritária da Golden faria questão de trata...
