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- Você o que!? - Jack estava com a boca cheia de brigadeiro enquanto falava. Tive que usar mais uma lata de leite condensado só para ele não ficar bravo nem nada comigo. Jack apoiava Zayn mais do que Derek depois de eu lhe contar o quanto Zayn Malik me ajudou. Eu peguei minha colher e raspei metade do brigadeiro de panela. Eu queria que Jack fosse logo pra casa para eu visitar minha mãe no hospital, mas ele parecia interessado sobre meu encontro/término/tentativa de término/começo de namoro.
- Eu comecei a namorar com ele, Jack. Sabe o que é o cara enche uma estufa com as flores que você mais gosta e ainda completa pondo borboletas?
- Não, os caras normalmente me comem e vão embora. - disse ele irônico - Ah, não, espera ele te comeu, lembra? E o Zayn nem pra tirar um pedacinho de você depois de tudo o que o coitadinho fez.
Eu soquei o mais forte que pude o ombro de Jack e ele gemeu de dor. Peguei o prato de brigadeiro de cima de minha cama velha e desci as escadas descalça. Comi o resto que sobrou no prato de cerâmica e Jack chegou na cozinha. Ele estava com um blusão da vans vermelho, uma calça caqui e um tênis de corrida. Mesmo com o blusão dava pra ver os músculos sobressalentes dos braços e peito. Melissa não tinha nenhum mal gosto, pensei e ri do pensamento.
- Vocês vão ter aliança e se chamarem de momolados! - ele fez um gesto de ânsia de vômito pondo o dedo na boca.
- Não sou eu que to aprendendo francês só pra impressionar uma garota. Agora tchau, pode leva o leite condensado que sobrou.
- Ces't super!
Fechei a porta e suspirei. Sentei no sofá e assisti um programa de humor inglês que era mais depreciativo. Depois levantei e me arrumei. Pus um moletom e um jeans com uma bota ugg e peguei um ônibus para o hospital. Mas, algo me fez mudar meu rumo. Eu não queria ver meu pai se definhando e minha mãe numa cama sem poder se mexer pela dor da quimioterapia. Comecei a chorar no ônibus e caiu em cima do livro que eu estava lendo no banco do ônibus. Um homem perguntou se eu estava bem e eu virei a cara enquanto soltava um gemido de choro. Em Nova York você podia estar se cortando no metrô que ninguém dava a mínima.
Então tudo veio à minha cabeça. Minha mãe, Zayn, Derek, Melissa, Jack...
- Melissa... - murmurei entre o barulho da conversa abafada do ônibus. Apertei o número 3 da discagem rápida e esperei. Tocou cinco vezes até ela atender.
- KATHERINE, - ela disse meu nome com um sotaque francês. Ela só tinha sotaque quanto estava brava ou magoada. E eu não conseguia definir a emoção. - EU TO TE LIGANDO A UMA SEMANA! VOCÊ TEM TELEFONE SABIA? MAS QUE DROGA E QUE RAIOS FOI AQUILO QUE VOCÊ DISSE SEMANA PASSADA NO TELEFONE?
- Eu disse que você era uma fria que destruia tudo que você toca! Que você não se importa com nada e que você sempre acha um jeito doentio de manipular todo mundo, ia dizer também que você não pode ter a audácia de fazer alguém se apaixonar por você, dar esperanças e ir embora como se você nunca tivesse sentido nada. As pessoas te amam e você nem se importa! Uma hora sua máscara cai, seu encanto falha e todos vão ver a cobra que você é! Mas, o que mais me dá raiva é que nemhuma lição de moral vai te mudar. Releva, reflita, se eleva Melissa.
Ela ficou em silêncio por um momento. Ouvia sua respiração pesada. Eu não falei gritando. Eu disse como se estivesse falando uma coisa natural como: "eu to com fome" ou "aquele garoto é lindo".
- Alguma vez - ela falou em sotaque francês e dessa vez eu sabia que não era raiva. Ela falava como se prendesse o choro na garganta e isso doía - já passou pela sua cabeça que eu só sou assim porque o mundo me deixou assim? As decepções me fizeram o que sou hoje, Katherine. Não foi culpa minha. Os humanos se adaptam para sobreviver. E você é minha amiga como pode dizer isso? Eu sempre me afasto de todo mundo, mas eu escolhi ficar com você porquw achava que você nunca ia me magoar. Eu estava errada! Pronto conseguiu o que queria, você me magoou e fez meu coração doer! Esta feliz agora? Você não foi melhor do que eu agora, Katherine. Pelo menos lição de moral foi algo que eu nunca dei. E se você acha isso, nossa amizade e toda a nossa história termina aqui.
Ela desligou.
Eu chorei de novo com muito mais intensidade. Abracei os joelhos e deitei a cabeça no meio deles. Então tudo começou a se diluir no ônibus. As pessoas, os bancos, tudo. Eu senti um cafuné. Olhei para o lado. Isaac. Me permiti deitar na cabeça dele.
Eu, menos ele era igual a nada.
Sem ele eu não tinha nada.
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capitulo vinte e quatroo!
esse capitulo foi bem depressivo..
vou começar a postar um dia 'sim' e um dia 'não , ruiva sempre se esquece de escrever
seu voto nos faz feliz!
espero q estejam gostando ♡
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hallucinations // zm
FanfictionKatherine Paige era realmente feliz. Tinha amigos q ela não vivia sem. Tinha dois pais maravilhosos que sempre estavam do lado dela e recentemente ela conheceu Isaac Lahey. Uma amizade que se transformou em amor. Ele sempre a beijava e abraçava com...
