capítulo 19

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Jack me abandonou às sete da manhã.

Saiu pela janela quando o perguntei se ele a amava. Jack respondeu que pra ele ela era tudo e perguntou ainda: "isso é amor?". Então percebi que eu também não sabia o que era amor.

Ele conversou comigo sobre tudo e prometeu pra mim que nunca mais iria se cortar. E eu acreditei.

Estava na cama quando minha mãe abriu a porta. Decidi que não queria vê-la ou falar com ela nunca mais! Ainda lembro de sua mão e seus dedos frios e suas palavras. Todas as minhas inseguranças, todos os meus pecados, tudo junto. Mas, nunca mais choraria por causa disso. No entanto percebi que minha mãe se tornou o novo fantasma. Ela abriu a porta e achou que eu estivesse dormindo, mas eu nem ouvi. Ela saiu em segundos. Aposto que ia dar mais um aviso ou falar como se ainda tivesse alguma autoridade (ou amor) sobre mim.

Levantei e olhei para a janela. A novidade? Chovia. Meus pais tinham ido trabalhar. Mais uma segunda que eu não vou àquela escola. Até que sentia falta e as provas estavam chegando. Precisava estudar, ainda tinha um sonho de ir para Harvard ou Yale e virar a única coisa para qual servia: assistente social. Finalmente ajudaria as pessoas de forma útil. Sem mexer com o psicológico delas ou faze-las enlouquecer mais. Me formaria, passaria uns dias em Nova York tendo várias perdas de memória para esquecer tudo que aprendi na escola, iria finalmente ir num bar sem uma identidade falsa e o medo constante de ser pega. Iria a uma grande boate e só sairia dali se me arrastassem. O que no caso aconteceria.

Alguém tocou a campainha. Desci descalça, com o shorts do pijama e uma regata. A sala estava gelada e ey tremi só de sentir a umidade fria que vinha das janelas. Ao abri a porta lá estava Derek. Eu não sai da cama o dia todo! Estava descabelada e com a máscara anti-acne (minha cara estava azul). Eu estava de muletas, mas as joguei longe.

- Já volto! Espera aí!

Subi, tirei a máscara com um puxão (não ia ter que fazer o bigode e a sobrancelha esse mês), pus um jeans e um casaquinho de renda branco, dei uma penteada de leve no cabelo, desisti do resultado e fiz um coque, e escovei os dentes decendo a escada. Joguei a escova no lavabo e caiu na pia depois de bater no espelho e cuspi a pasta que agora era espuma no porta guarda-chuva. Abri a porta e Derek ainda estava lá, ele estava rindo. Eu dei um risinho tímido.

- Oi

Ele estava como sempre. As mesmas roupas relaxadas, porém estiloso. O mesmo rosto meio de criança, porém atraente. Os mesmos cabelos loiros desgrenhados, porém combinavam com os seus traços delicados. Ele era lindo! Tudo nele era perfeito; daí vem a questão que é porque um cara desse gosta de mim? Não sei porque veio Zayn em minha cabeça. Eles tinham uma beleza diferente. Zayn era do tipo que tinha conhecimento de sua beleza e tentava melhora-la, Derek parecia nem ter ideia do tamanho de sua beleza e não faz nada para aumenta-la, mas ela não diminuí. Tirei Zayn de meu pensamento. Ele nem me ligará depois daquela noite. E ele só sorriu depois do que eu disse. Que raiva!

- Ola, Katherine. Pensei que você ta aqui sozinha e achei que seria a hora de ter o segundo encontro, gostaria?

Ele estendeu a mão. Derek falou com um sotaque inglês muito forte. Eu decidi fingir que gostei. Sorri sedutora.

- Que sotaque inglês é esse?

- Desculpe. Minha tia esta aqui e ela não sabe falar cinco palavras sem uma palavra enorme que termina com mente. - ele pareceu lembrar de alguma coisa que o deixava feliz. - Então, gostaria de sair comigo?

- Certamente.

Ele gostou da brincadeira.

Subi enquanto ele me esperava e me troquei. Um top florido, um casaquinho de lá cinza que grudava no meu corpo, um jeans branco e um vans. Arrumei o cabelo e prendi num coque e pus varios brilhinhos no meu cabelo ficasse mais chamativo. Passei lápis, rímel e um batom violeta. Estava bonita.

Meu celular tocou, todavia logo a pessoa ligando desligou. Como não reconheci o número ignorei. Peguei e o pus no bolso da calça deixando no silencioso sem vibração, sei que esse número era trote.

**********

Ele me levou para um restaurante americano!

Acho que quis beija-lo.

Claro que era fora da cidade, mas mesmo assim. A comida era do jeito que eu lembrava. Gordurosa! Um pouco apimentada e ENORME!

Senti falta do bom e velho hambúrguer americano. Os ingleses eram saudáveis demais, as vezes sinto falta até das barras de chocolate maiores que a minha cabeça e olha que eu nem gosto tanto de chocolate. Ele foi um fofo comigo mesmo me vendo devorar um hambúrguer duplo com muito bacon. Conversamos bastante e ele era super divertido. Ele tinha histórias tão legais e as vezes ele citava um fato histórico.

- Desculpe, meus pais me criaram através das morais históricas, devo estar te entediando.

Eu segurei sua mão sobre a mesa.

- Eu gosto, acho interessante. Continue.

Ele sorriu e continuou a falar. Claro, que eu também contei várias histórias fazendo o possível para encobrir Isaac.

Deu uma hora e fomos embora. Eu já nem precisava das muletas, era fácil andar com aquilo, e era mais fácil pelo fato de que meu pé não estava com o gesso, só da coxa até o tornozelo. A medicina inglesa era ótima!

No carro não falamos tanto. Abri o celular e lá tinha um número estranho. Não o reconheci, mas me ligou umas dez vezes seguidas e depois de algum tempo mais dez vezes. Fiquei preocupada, mas desliguei o celular, tudo estava tão bom. Chegamos em minha casa e Derek parou na frente.

- Eu sairia, mas tenho treino de futebol.

Eu assenti.

- Eu me diverti muito, Derek. Obrigada.

Eu o beijei. Não foi com língua, foi só um celinho demorado. Me afastei sorri e sai. Ele imediatamente ligou o carro e dirigiu pelas ruas, me deixando sozinha. Mas, eu não estava. Zayn estava sentado na porta da minha casa.

Ele estava com um terno e segurava uma rosa... Chá! Ele me olhava. Estava magoado, sem dúvida, mas em seu rosto não se via nenhuma expressão visível. Ele se levantou e pisou na rosa.

- Zayn...

Corri para ele, mas ele me empurrou antes que eu tocasse.

- Pra sua informação, Katherine, eu nunca gostei realmente de alguém. Sabe como foi difícil pra mim tomar coragem para alguma atitude?

- Zayn, me desculpa...

Eu comecei a chorar.

- Não, Ryne, tudo bem. Agora tem outro pra te tira das alucinações. Boa sorte.

Ele saiu andando para a casa dele. Entrei em casa e bati a porta.

- SERÁ QUE NADA DE BOM PODE FICAR NA MINHA VIDA? SERÁ QUE É TÃO ENGRAÇADO ENTREGAR ALGUÉM PRA MIM E DEPOIS ARRANCAR DAS MINHAS MÃOS, DEUS? - as lágrimas vieram - Nada de bom fica...

Enxuguei as lágrimas.

- Eu sempre estrago tudo.

Chorei um pouco mais depois parei. Não tinha mais lágrimas para soltar. Aquele número ligou de novo.

- O que foi?

- Katherine... - era meu pai. Ele chorava e estava soluçando - Sua mãe... Ai, meu Deus Katherine.

Eu senti uma pontada no estômago.

- Pai... O quê que...?

- Vem pro hospital, filha.

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capitulo dezenovee!

gnt eu e ruiva não vamos ter aula sexta, segunda, terça e quarta então vamos postar bastante

não sei pq a gnt não vai ter aula, não sei se é feriado ou reunião de pais.. slá

seu voto nos faz feliz!

espero q estejam gostando ♡

hallucinations // zmOnde histórias criam vida. Descubra agora