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Eu abracei a médica e sai correndo pelos corredores do hospital. Minha mãe esta curada! Ou quase. Mas agora eu a tenho perto de mim. Eu tinha vindo andando, desta vez voltei correndo. Minha mãe estava minha casa, senti uma enorme felicidade, pareceu que eu nunca tinha tido um sentimento parecido. Continuava a correr; mesmo depois de correr quilômetros parecia que eu não me cansava. A felicidade parecia tirar todas as limitações e te fazer incansável.
Imaginei as noites em que chorei ao pensar ouvir da médica 'Não conseguimos salva-la...', me imaginar no velório de minha própria mãe. Olhando aquele cabelo louro caindo sobre o travesseiro do caixão, até a vesti com suas roupas preferidas, o vestido azul escuro lindo e brilhante que ela usará no baile de formatura. Minha mãe me contou a história dele aos 10 anos quando eu mexia em suas coisas e achei a caixa.
"Filha, eu queria muito ter tido o pai que você tem. Meus pais se separaram quando eu tinha apenas cinco anos e meu pai nunca veio me ver, ou ligava, ou mandava presentes. Eu nem lembrava de seu nome. Meu pai só ficava com a vaca da amante e a filha que sempre se esnobava pelo face com o meu pai. A vadia ainda me marcava. Um dia, alguns dias antes do meu baile de formatura, seu pai me convidou. Eu estava demasiada feliz e nem liguei para as fotos de Geórgia com o meu pai. Fiquei ainda mais quando vi a encomenda do correio. Uma caixa com o remetente do meu pai. E lá estava um vestido azul escuro velho e rasgado antigo de Geórgia com o cartão. 'Oi filha, soube do seu baile e ficaria muito feliz se você usasse o antigo vestido de Geórgia. Ela quem teve a ideia. Iremos te visitar em breve. Adoraria ver suas fotos com ele. Deixaria seu pai orgulhoso.'
filha - pensei - Eu tenho nome sabia?
E tive um pensamento que pra mim foi melhor coisa que já se passou na minha cabeça. Até o escrevi em uma carta e mandei pra ele.
'Quem é você? Porque você não é meu pai! Não quero seu orgulho, o que vou fazer com ele? Compra pão? Se pelo menos o seu orgulho fosse menos inútil eu poderia comprar uma passagem de ônibus pra ir pro shopping e comprar um vestido melhor! Não preciso do seu orgulho! Agora troque a palavra orgulho pela palavra você! Tenho meu padrasto e tenho minha mãe, o orgulho deles e o meu próprio! E pode dizer pra Geórgia pra ir tomar no cu e me excluir do face pra sempre! Não quero nem lembrar da existência de vocês ou da sua amante nojenta, seu traidor. Não volte aqui nunca mais ou me procure e se você um dia aparecer eu mesma vou te expulsar de qualquer lugar que você estiver. Você pode até ser meu pai biológicamente, mas emocionalmente pra mim você não é nada.'
No dia seguinte comprei esse vestido com o dinheiro da conta gorda dele. Que por acaso eu descobri a senha pela internet. Você sabe que sua mãe sempre teve uma queda por hacker. Comprei o mais caro da loja! E aquele vestido da Geórgia... Eu fiquei com tanta raiva que o rasguei inteiro e fiz uma linda exarpe. Que ficou a coisa mais linda que todos elogiaram. Depois do baile mandei a carta que escrevi, os restos do vestido, as fotos de mim com o meu lindo vestido de baile e a exarpe, todas as fotos de família com o rosto dele substituído pelo rosto do meu padrasto (em algumas fotos só dele que eu tinha só pus uma bunda de elefante) e o recibo do vestido. Minha mãe disse que ele a ligou chorando, mas ela não brigou comigo, ela sorriu e disse que tinha orgulho de mim. Esse vestido é o símbolo da minha liberdade. Me vinguei por todas as noites que eu chorei por ele nunca tentar me ver ou falar comigo, pela traição da minha mãe e pela negligência a mim. E por muito mais. Como no casamento da minha mãe com o meu padrasto em que meu pai jogou o bolo no vestido de casamento da minha mãe de propósito e no meu aniversário de 16 anos em que ele finalmente veio e criticou seu pai, ficou bêbado e tropeçou em mim me fazendo cair na frente de todo mundo, derrubando a minha coroa. Tudo isso de propósito. E eu sempre trouxa o aceitava de volta e se ele dizia que iria sentir orgulho de mim eu fazia qualquer coisa. Inclusive me afastar minha mais que melhor amiga, mas me reconcilie com ela. Porque eu buscava seu orgulho. Este vestido é o simbolo da minha vitória e essa exarpe é o símbolo da minha vingança."
Eu estava rindo. Minha mãe nunca me pareceu tão forte e linda. A exarpe era mesmo linda! Minha mãe a encheu de pequenos brilhinhos que faziam estrelas. E era azul escuro então parecia um pedaço do céu. Ela escolheu a cor da liberdade.
Uma pessoa como minha mãe não podia morrer! Ela tinha que ser eterna! Agora eu poderia ficar com ela. Cheguei na porta de casa e senti meu fôlego morrer porque cai no chão e respirei ofegante quase sem ar. Ainda bem que eu não era asmática. Algumas crianças que estavam jogando futebol me olharam pensando que eu estava morrendo, mas antes que alguém pudesse vir ver se eu estava bem levantei e andei com a perna doendo pelo esforço e abri a porta com a chave.
- Oi mãe.
Minha mãe estava no sofá com meu pai do lado dela. Eles pareciam dois jovens de novo. Meu pai com os cabelos castanhos escuros e aquele rosto infantil e bonito, minha mãe com aquele ar de confiança e beleza. Acho que meus pais não envelhecem, pois eu não via traços do tempo neles.
- Katherine, minha flor, venha cá. Quero lhe dar um abraço. - disse minha mãe com brilho nos olhos.
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capitulo trintaa!
esse cap ficou pequeno (( eu acho )) mais ficou bem fofo.
amanhã sai 2 ( ou só 1 ) cap.
seu voto nos faz feliz!
espero q estejam gostando ♡
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hallucinations // zm
FanfictionKatherine Paige era realmente feliz. Tinha amigos q ela não vivia sem. Tinha dois pais maravilhosos que sempre estavam do lado dela e recentemente ela conheceu Isaac Lahey. Uma amizade que se transformou em amor. Ele sempre a beijava e abraçava com...
