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As Estrelas carregaram os Haitanis com muita calma e educação pro lado de fora.

O que quer dizer que os arrastaram contra sua vontade até bem longe do local.

A cadeia de comando na Harley era toda baseada em nomes celestes, as capitães das divisões já haviam sido apresentadas como Cadentes, depois vinham as Cometas que eram suas vices, e por fim as Estrelas, membros comuns.

A porta bandeira e sua ajudante eram Novas e nós, todas juntas, por fim formavamos nosso universo, que é do jeito que gostamos, justo, sem injustiças, belo e correto, a nova era que estamos criando, vai se estender a todo o mundo dos negócios, pra que nunca mais o que aconteceu com a gente, acontecesse de novo.

Guardei a faca e me virei para os meninos da Toman assim que fechei a porta do quarto.

– Dia agitado né? – Brinquei.

– Os dias com você são sempre um caos – Baji riu – Mas adorei aquilo da faca, apesar de que eu teria usado os punhos.

– Por isso que sou melhor que você na luta priminho – Dei de ombros – Enquanto você pensa em dar socos, eu já pensei em todas as possibilidades de como desviar dos seus socos e em todas as variáveis que podem ocorrer em determinada situação.

– Você pensa demais – Mikey comentou.

– É um dom, assim como uma maldição.

Guardei minhas coisas de skin care e fui procurar uma roupa enquanto ligava para a Cadente da divisão de luta que estava aqui agora pouco.

– Mochi mochi – Ouvi ela dizer.

– Pergunta pros dois idiotas qual o ponto de encontro do Kurokawa – Pedi e coloquei o celular no viva voz pra poder me trocar e ouvir ela.

Ouvi ela falar algumas coisas e gritar, sons de socos e grunhidos.

– Mandaram você a merda – Ela voltou – E disseram pra ir pra um Karaoke Pasela em Roppongi, Izana vai estar lá.

– Obrigada.

Desliguei.

Peguei uma roupa e fui para o banheiro me trocar.

Uma calça preta com as laterais reflexivas, uma regata por baixo, tentei prender a faixa mas não estava conseguindo, que ódio.

Abri uma fresta da porta.

– Mitsuya tá aí ainda? – Perguntei, os garotos estavam jogando cartas agora.

– Eu! – Ele ergueu a mão.

– Preciso de ajuda com as faixas, elas não querem colaborar hoje – Pedi, ele se levantou.

– Tudo bem.

Abri mais a porta para que ele entrasse, eu estava de regata, um tope por baixo da regata já que raramente usava sutiãs.

– Não estou conseguindo prender atrás.

– Certo. – Ele me virou de costas – Pode erguer a regata..?

Falou baixo.

Fiz que sim com a cabeça e tirei logo ela, ele começou a passar a faixa por mim, suas mãos acabaram tocando um ponto em minhas costas que me fez arrepiar e ele pareceu notar.

Senti sua respiração próxima a minha nuca no próximo minuto e respirei fundo, engoli em seco.

As mãos dele prenderam a faixa e quando eu ia abrir a boca para agradecer, senti as mãos descerem para minha cintura e lá ele apertou levemente, soltei um arquejo baixo.

Harley Gang - Tokyo RevengersHistórias para pegar e não largar. Descubra agora