De Volta às Origens

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Yuuki POV's

Finalmente o dia chegou e eu e minha família teríamos que voltar aos Estados Unidos. Eu estava, particularmente, ansiosa por rever Zero e Kaien, pois quando eu morava lá, eles eram tudo para mim. Será que muita coisa havia mudado? Depois de tantos anos, afastada da Academia, senti um pouco de nostalgia.

Era uma tarde fria e as crianças pareciam não se importar muito com isso. Amai estava elétrica por saber que estava indo a uma escola de verdade, que poderia estudar como uma adolescente normal, mesmo que, realmente, não fosse uma e, Iruka, parecia estar adepto a tudo. Kaname que parecia não gostar muito da idéia de voltar, mas nós havíamos prometido à nossa filha que ela faria o ensino médio na Academia e seria, assim como o pai, presidente do Dormitório da Lua. Imagino como os outros vampiros irão reagir ao saber que uma Kuran estará indo para a mesma escola.

Colocamos todas as malas no carro e despedimo-nos da nossa mansão, onde passamos tantos momentos bons. Logo mais estaríamos no aeroporto, rumando para nosso novo destino e minha antiga casa.

Combinamos, por insistência do diretor, que ficaríamos hospedados em seu casarão, onde eu morava com ele, que fica atrás da academia, pelo menos por alguns dias. Nós... Na verdade, Kaname, queria mesmo ir direto ao apartamento que arrumamos lá na cidade, mas Kaien insistiu tanto, dizendo que seria bom para Amai, até que ela se acostumasse ao colégio pelo menos, que ela se sentiria mais segura com os pais por perto e blá blá blá. Ele pressionou tanto, que acabamos aceitando. O estranho é que, quando falei com ele ao telefone, Zero nem mesmo fora mencionado. Obviamente eu não perguntei por ele, por respeito à Kaname, já que ele tinha um ciúme mortal de Zero, o que não era por menos, mas Kurosu também nem tocou em seu nome. Será que ele ainda estava por lá?

Fiquei pensando nisso por muito tempo, até notar que Kaname me olhava fixamente, como se tivesse tentando desvendar-me, corei imediatamente e desviei o rosto, chamando as crianças para enfim partirmos. Vi que meu marido percebeu meu desconforto e logo me perguntou o que estava acontecendo, - ele realmente me conhecia bem – mas desviei do assunto e perguntei à Amai se ela estava ansiosa por chegar ao novo colégio, então ela desatou a falar, ocupando a todos nós com a conversa, durante toda a viagem.

Já no aeroporto, Iruka demonstrava que estava um pouco mais ansioso por viajar, algo me dizia que devia ao fato de ele poder conhecer um dos maiores Hunters da história. Ele adorava conhecer pessoasimportantes e mesmo que Kurosu não fosse um vampiro e pudesse, por outros, ser visto como nosso inimigo, sabíamos que ele estava longe disso e era, com toda certeza, alguém muito, muito importante e uma das pessoas que nosso filho almejava muito conhecer. Além de tudo, ele, provavelmente, seria obrigado a chamar o diretor de vovô e isso estava deixando-o extasiado. Para ele, era o máximo ter um avô tão importante e conhecido.

O avião não demorou de partir e a viagem foi tranqüila. Finalmente as crianças dormiram um pouco e eu pude descansar um pouco junto de Kaname. Não agüentava mais ouvir Amai falar sobre como seria ótima a vida na Academia e tudo mais. Ela não era de falar muito, mas como toda adolescente, estava eufórica por uma fase escolar e não parava de falar sobre isso. Ela estava muito feliz e isso também me deixava feliz.

Ao olhar meus anjinhos adormecidos, sorri e me agarrei mais ao braço de Kaname. Ele me aconchegou em seus braços e me deu um beijo no topo da cabeça. Ali, junto dele, me senti segura e confiante de que tudo nessa viagem daria certo. Eu só precisava esperar e apreciar.


Estávamos cruzando a floresta, a caminho da Academia, no carro que Kaname já havia reservado para nós, quando senti uma presença estranha. Eu realmente não conhecia aquela presença, mas ela parecia muito familiar. Senti-me um tanto desconfortável e percebi que meu marido, ali do meu lado, ficou tão atento quanto eu. Pelo jeito, a presença era conhecida, de alguma forma, por nós dois. Olhei para ele e ele compreendeu meu olhar, respondendo com um gesto que não era nada que deveríamos nos preocupar. As crianças também devem ter percebido, mas não demonstraram, apenas ignoraram, continuando o que estavam fazendo, Amai lia um livro e Iruka jogava um jogo eletrônico qualquer. Obviamente a presença não era familiar para eles, apenas para Kaname e eu. De repente, a presença se duplicou e então desapareceu. Era difícil pensar que a presença, que se tornaram duas, era de alguém que conhecíamos e não nos lembrávamos, já que eu tinha a memória muito boa e jamais esquecera uma pessoa sequer que tenha passado pela minha vida. Logo concluí que as duas presenças eram de pessoas desconhecidas.

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