4 - Bruxas

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O elevador do Hotel Infinito deslizava em silêncio, desafiando as leis do tempo e do espaço

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O elevador do Hotel Infinito deslizava em silêncio, desafiando as leis do tempo e do espaço. Ivan se sentia tenso, repleto de incertezas ao se aproximar do segundo andar. Perguntas enchiam sua mente. Seriam as regras diferentes lá? A tão buscada saída estaria mais próxima? As portas do elevador se abriram, revelando um corredor que, embora parecido com o primeiro andar, possuía uma atmosfera ainda mais opressiva. A luz era mais fraca, e uma fina névoa pairava no ar, intensificando o mistério que permeava o ambiente.

Ivan deu passos hesitantes para fora do elevador, e as portas se fecharam imediatamente atrás dele, sumindo na parede do corredor. Sozinho, sentiu uma sensação avassaladora de desamparo. O que fazer agora? Como encontrar as respostas tão almejadas? Ele caminhava lentamente pelo corredor, atento a cada porta que passava. Não sabia ao certo o que esperar, mas estava determinado a descobrir alguma pista, algo que o conduzisse à saída ou, quem sabe, ao reencontro com sua esposa e filho.

Enquanto se movia, Ivan notou que as sombras pareciam mais densas naquele andar. Elas ondulavam nas paredes como entidades vivas, à espreita, aguardando por um momento de vulnerabilidade para se lançarem sobre ele. Ele acelerou o passo, ignorando as sombras, embora uma sensação inquieta de estar sendo observado o perseguisse.

De súbito, uma porta no final do corredor capturou sua atenção. Diferente das outras, estava adornada com símbolos estranhos e relevos que lembravam figuras grotescas. Ivan sentiu uma atração inexplicável pela porta, como se ela guardasse segredos importantes. Aproximou-se com cautela, ouvindo uma melodia suave que emanava do interior. A música era enigmática, quase hipnótica, parecia convidá-lo a entrar. Apesar de hesitar por um instante, sua curiosidade venceu, e ele girou a maçaneta.

Ao cruzar a porta, deparou-se com um cenário surreal. O ambiente era maior do que o corredor inteiro do andar, iluminado por uma fonte de luz desconhecida, que projetava sombras dançantes nas paredes. No centro da sala, uma figura intrigante capturou sua atenção. Um homem de aparência enigmática estava sentado em uma cadeira, cercado por um círculo de cartas espalhadas no chão.

Ivan permaneceu paralisado por um momento, observando a cena diante de si. O homem parecia imerso em alguma atividade relacionada às cartas. O estranho som que ele ouvira anteriormente parecia emanar dessa sala, e o homem parecia ser a origem. Enquanto observava, o homem ergueu os olhos, fixando um olhar penetrante diretamente nos olhos de Ivan. Um sorriso enigmático brincou em seus lábios.

- Ah, Ivan! - disse o homem com uma voz suave, impregnada de significado. - Você finalmente chegou até aqui.

Uma arrepio percorreu a espinha de Ivan, como se o homem soubesse cada detalhe sobre ele, conhecendo todos os seus pensamentos e anseios. Ivan reuniu coragem e enfrentou o homem de frente.

- Quem é você? E como posso sair deste lugar? - perguntou Ivan com uma mistura de confusão e desespero em sua voz.

O homem riu, um som suave que flutuava pelo ar. Ele levantou-se da cadeira e começou a andar em direção a Ivan, seus passos pareciam não tocar o chão. Quando parou diante de Ivan, o homem tirou o chapéu, revelando um rosto que parecia ser simultaneamente jovem e antigo.

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