11 - Emília

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"Você não consegue ver ninguém sofrer, Emília

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"Você não consegue ver ninguém sofrer, Emília. Por que escolheu ser médica?"

- Emily? - indagou Luca, ao perceber o olhar desdenhoso da colega.

- Quando vamos sair daqui? - Emily questionou, dirigindo seu olhar para a porta.

- Não sabemos que tipo de monstros estão nos esperando lá fora, vamos esperar um pouco! - retrucou Luca. - Por que escolheu matar a criança?

- Ela estava sofrendo, e se continuasse a viver, sofreria ainda mais!

- Ah, então você se considera uma espécie de justiceira? - provocou Victor. - Escolheu ser médica, mas não suporta ver os outros sofrerem. O que se passa na sua cabeça?

"Você não consegue ver ninguém sofrer, Emília. Por que escolheu ser médica?"

- Cala a boca! - gritou Emily, isolando-se em um canto do quarto. - Desculpe, senhorita sofredora! - Victor foi para o outro canto.

Emily teve uma infância relativamente normal, recebeu uma educação básica, teve bons pais e, acima de tudo, alimentava o sonho de se tornar alguém neste mundo

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Emily teve uma infância relativamente normal, recebeu uma educação básica, teve bons pais e, acima de tudo, alimentava o sonho de se tornar alguém neste mundo. Seu nome ecoaria pelo planeta como uma das médicas mais brilhantes do ramo. No entanto, a garota nunca esteve psicologicamente preparada.

- Sua filha matou o cachorro do meu filho! - uma criança ouviu gritos vindos do lado de fora de sua casa.

- Minha filha nunca faria algo tão cruel!

- O cachorro foi envenenado; ainda dava para salvar. Meu filho disse que ela não permitiu que ele fosse levado a um veterinário e que cuidaria da situação... - a pessoa fez uma pausa. - O Max foi enforcado!

- Conheço bem a Emília; melhor medir suas palavras antes de acusá-la! - o pai de Emily bateu a porta.

- Deixe sua filha longe do meu filho! - a pessoa foi embora aos gritos.

A antiga casa de Emily era confortável, com uma sala aconchegante pintada em tons suaves de creme. No centro, um tapete felpudo adicionava conforto ao piso de madeira. Móveis simples, porém acolhedores, compunham o ambiente, e cortinas leves adornavam as janelas, permitindo a entrada suave da luz natural. A sala se conectava à cozinha, onde armários de madeira exibiam uma mistura de utensílios domésticos. Uma pequena mesa de jantar, estrategicamente posicionada, convidava para refeições íntimas. O aroma de uma refeição caseira pairava no ar.

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