Luca, um apaixonado por trilhas na floresta, vê-se obrigado a interromper sua jornada quando uma tempestade repentina o força a se hospedar em um misterioso hotel de beira de estrada. Inicialmente colocado no quarto número 1, Luca logo percebe que a...
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- Eu geralmente mato as pessoas que me fazem repetir! – A ruiva aumentou o tom de voz. - Podem me ajudar? Peguem o corpo dessa mulher dentro da cápsula perto de vocês!
Luca e Victor se entreolharam nervosos; a sensação de perigo era aparente. Apenas a voz daquela mulher era aterrorizante e passava a sensação de desespero.
- Se eu for até aí... – A mulher se virou, olhando diretamente para onde os dois estavam escondidos.
- É pra já, minha patroa! – Victor foi o primeiro a ceder. - Desculpe, é que esta mulher era uma conhecida nossa!
- Quem disse que eu me importo? – O olhar sombrio da ruiva fez Victor suar frio. - Só tragam-na até mim!
Victor afirmou com um balançar de cabeça. O jovem fez um esforço para abrir a cápsula e tirar o corpo de Sofia de dentro, mas não conseguia.
- Se o Luca ajudar, será mais fácil! – A mulher cruzou os braços impaciente.
Como ela saberia o nome de Luca?
- Sim, senhora! – Luca também cedeu, sem nem questionar.
Victor e Luca juntos tiveram força suficiente para abrir a cápsula e levar o corpo de Sofia para uma das mesas, bem perto da ruiva, que emanava maldade pura em todas as perspectivas.
- Vocês são uns doces! – A mulher soltou um sorriso. - Querem um docinho?
- Não, obrigado! – Responderam Luca e Victor em uníssono, estranhando a mudança drástica da mulher.
- Ok! – A mulher manteve o sorriso no rosto enquanto começava a cortar a cabeça do cadáver de Sofia. - Meu nome é Elara, sou uma das bruxas que moram neste hotel!
Bruxas? Então elas estavam mesmo por trás da magia daquele lugar?
- Me chamam de Bruxa da Lua Negra, só para vocês verem como as pessoas não têm criatividade! – Elara não parava de cortar a cabeça de Sofia, era um corte preciso em formato de cuia. - Uma pena, o cérebro desta aqui está muito danificado, levou um tiro certeiro, achava que ela tinha potencial!
- Se me permite a pergunta, senhorita Elara... – Luca estava trêmulo em suas palavras. - Por que precisa dos corpos das pessoas mortas no hotel?
- Você é tão fofo que eu vou ficar feliz em te responder, faz tempo que alguém me chama de senhorita! – Elara arrumava seus cabelos ruivos. - Já pensou em trocar de corpo com alguém?
Luca e Victor nem precisaram se olhar; ambos deram um passo para trás como reflexo enquanto engoliam a seco.
- Alguém mais jovem, mais forte, mais influente...
- Mas... As Bruxas não são imortais, e... mesmo que não fossem... não teria uma magia pra isso? – Victor perguntava nervoso.
- Mas essa é a nossa magia. Apenas as bruxas mais poderosas são imortais, isso é só 2% de todas nós, e infelizmente todas as bruxas deste lugar não alcançaram tal feito! – Elara passou entre os jovens à procura de outro corpo. - Muitas bruxas morrem antes mesmo de conseguirem aprender o básico de magia; trocar de corpo é uma solução para estender nossas vidas um pouco mais. Todavia, precisamos de um corpo que esteja entre a vida e a morte, ao menos é o que nossas descobertas recentes dizem!