Luca, um apaixonado por trilhas na floresta, vê-se obrigado a interromper sua jornada quando uma tempestade repentina o força a se hospedar em um misterioso hotel de beira de estrada. Inicialmente colocado no quarto número 1, Luca logo percebe que a...
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- Bom dia! – Luca entrou no refeitório – Ou boa tarde, ou boa noite, perdi a noção do tempo há semanas!
Os garçons do hotel entraram em guarda; era proibido um nômade entrar no refeitório. Imediatamente, eles se prepararam com facas de cozinha e, com cuidado, começaram a cercar Luca.
- Parem! – Luca ordenou.
Todos os garçons simplesmente largaram as facas e ficaram imóveis diante do jovem, que parecia tranquilo com o fato de tê-los obedecido.
- Oh, Zé da cozinha! – Luca gritou – Sua comida é um lixo!
A porta da cozinha se abriu com um tombo, e de lá saiu o cozinheiro, com seu chapéu branco característico e a pele mais pálida do que o normal.
- O que não está de seu agrado? – O cozinheiro se aproximava de Luca, retirando as luvas brancas que cobriam suas mãos – Posso fazer um cardápio especial...
O cozinheiro observou atentamente seus garçons; eles estavam imóveis e mal piscavam.
- Não estou surpreso que tenha controle sobre eles também! – O cozinheiro começou a gargalhar – Você não deve lembrar, mas meu nome é Rufus, sou o bruxo da culinária. Posso cozinhar todo tipo de coisa, e tudo que eu toco com minhas mãos, e acho repugnante, é automaticamente explodido. Isso me ajuda muito com comidas estragadas!
- Já tentou tocar na sua própria cara? – Luca perguntou.
O físico tentava ganhar tempo para alterar a frequência do rádio em sua cintura; já havia passado bem mais de 10 segundos, os outros já deveriam ter conseguido fugir, ao menos era o que Luca pensava.
- Se quiser ir até a cozinha, te dou total liberdade! – Rufus apontou para o cômodo – Você pode ir, seus amigos não!
- Eu passo! – Luca arregalou os olhos – Vivi o inferno junto com eles, não faz sentido deixá-los aqui!
- Achei que responderia isso! – O cozinheiro gargalhou – Não sabe o quanto eu me orgulho disso, senhor!
Senhor?
Antes que pudesse pensar mais, Luca conseguiu sintonizar na frequência do centésimo andar, e em menos de 1 segundo, foi teleportado para o refeitório de lá. O receptor de sinal estava jogado no chão, junto a uma das peças de roupa de Zachary.
Luca sabia que Zachary pretendia ficar para trás. O mundo do lado de fora pode ser mais cruel, seguindo regras ou não.
- Luca! – A voz de Victor o acompanhou da cozinha – Você estava ganhando tempo com o cozinheiro?
- Por que vocês ainda não fugiram? – Luca correu ao encontro do amigo.
- Não deixaríamos você para trás, seu doido! – Jasper acompanhou Victor.
Victor abraçou Luca, e Jasper envolveu cada braço em um dos amigos, mas eles não tinham tempo para bancar os sentimentais.
- Precisamos sair daqui! – Aurora gritou nos fundos da cozinha; o tom sarcástico em sua voz era aparente.